sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Trovando Sobre: SHOWS QUE EU GOSTARIA DE TER IDO.


Volta e meia me pego assistindo a meus dvd’s de shows de bandas e artistas que gosto, e penso, “puxa, como seria legal se eu tivesse visto isso ao vivo!”. Não é raro de isso acontecer, esse “arrependimento” que sinto.

Para o texto de hoje, resolvi dizer para vocês, meus amigos, quais os shows mais legais do Rock, que eu queria muito, mas muito mesmo ter ido.

São eles:


Ziggy Stardust and The Spiders From Mars, 1973 – David Bowie.


Esse show capta a fase áurea da carreira de David Bowie. Ziggy Stardust era o personagem alienígena, assexuado, drogado e estrela do Rock, criado pelo cantor em 1969, e que teve sua “morte” decretada nesse show. A banda que acompanha Bowie é um desbunde...

O grande guitarrista e fiel escudeiro de Bowie por anos, Mick Ronson é um show à parte, pois toca seu instrumento com uma paixão e fúria sem iguais. O repertório é embasbacante, pois canções como “Rock N’ Roll Suicide”, “Ziggy Stardust and The Spiders From Mars”, “Hang on To Yourself”, “Changes”, “White Light/White Heat”, e “All The Young Dudes”, são simplesmente a cartilha que moldou o pop dos anos 70 até como ele é hoje em dia.

Imagino, como deve ter sido, estar nesse show e presenciar tamanha grandeza em forma de Arte, já que Bowie sempre, no sentido literal da palavra, foi um Artista inovador e à frente de seu tempo.






...There And Then, 1995 – Oasis.


Já vi dois shows do Oasis, mas nenhum em pleno auge da “Oasismania”, que assolou o mundo na década de 90, quando eram considerados a maior banda do mundo. Lembro da loucura que era em 94/95/96, com os clipes sendo exibidos repetidas vezes na MTV, e o rádio tocando Oasis direto.

Esse dvd apresenta canções de três shows, mas para mim, o show realizado em Maine Road, estádio do Manchester City, clube de futebol de coração dos irmãos Gallagher, é especial. Além de ser no estádio do clube que os caras torcem e por ser na cidade natal deles, é uma espécie de “beijinho no ombro” em forma de espetáculo de Rock, já que eles estavam tocando para “conhecidos” e "dentro de casa". Esse show é uma afirmação de vitória dos Gallaghers. Eles mesmos disseram isto.

Wonderwall”, “Some Might Say”, “Roll With It”, “Acquiesce”, “The Masterplan” são apenas alguns dos hinos compostos pelo gênio Noel Gallagher, que foram tocados naquela noite mágica.





Live at Wembley, 1986 – Queen.


Gigante. O Queen sempre foi um gigante do Rock, e nesse show, o gigante está oito vezes maior.

Banda nascida para tocar em estádios e arenas, para os integrantes do Queen (Freddie Mercury, em especial), tocar seus clássicos na frente de cem mil pessoas, era o mesmo que tomar café da manhã. Astros do Rock, como se não se vê mais hoje em dia.

Eu acho esse show de uma grandiloquência, de uma magnitude sobrenatural, já que a banda torna o estádio de Wembley, na sala da casa de Mercury, tamanha a desenvoltura, a descontração e a energia colocadas na apresentação. Eu babo vendo “A Kind of Magic”, “Hammer To Fall”, “Tie Your Mother Down”, “Bohemian Rapsody”, “Under Pressure” e todas as demais canções do show.

Tenho certeza de que, quem estava nesse show, tinha a certeza de estar presenciando grandeza.




Live at Royal Albert Hall, 2003 – The Who.


Não tem fã de Rock que assista esse dvd e não comece a suar.

Anualmente, o vocalista do The Who, Roger Daltrey, organiza um concerto beneficente, em Londres, para angariar fundos para o Teenager Cancer Trust, organização que pesquisa a cura do câncer e auxilia pessoas enfermas pela doença. Daltrey sempre chama uns “bruxos” para dar uma canja. Em 2003, ele se superou.

Noel Gallagher, Eddie Vedder, Paul Weller e Bryan Adams foram os “bruxos” da vez. Assistir os caras do Who, com 60 anos de idade nas costas, mandarem balaços do quilate de “My Generation”, “Won’t Get Fooled Again”, “Behind Blue Eyes”, “Drowned” e “Who Are You” com ou sem os convidados é de cair o queixo...

Desafio qualquer fã de Rock assistir e ouvir a primeira música, “I Can’t Explain”, e não sentir vontade de beber uma cerveja gelada... só se o cara estiver morto e não sabe!






That Was Rock!, 1964/65 – Vários Artistas.


Imagine o seguinte: Tu consegue ingresso para um show televisivo, onde tu poderá ficar na plateia e ver ao vivo e em sequência, alguns artistas "mornos", como os Rolling Stones (formação clássica), James Brown, Chuck Berry, Ray Charles, Smokey Robinson and The Miracles, The Supremes, Marvin Gaye, The Ronettes, Ike & Tina Turner e Bo Diddley. Só esses “peixes pequenos.”

Este dvd é uma coletânea de dois programas de TV, que passaram nos EUA, em 1694 e 1965, o The T.A.M.I. Show, e o Big TNT Show.

Só para contextualizar: Eu daria 1/3 da minha alma, para estar na plateia, em qualquer uma dessas noites. Só tenho isto a dizer sobre estes dois momentos únicos, reunidos em um único e especial dvd.





Esses foram os shows imperdíveis, que eu “perdi”. Ainda bem, que vi outros shows maravilhosos, e que encheram o meu coração de alegria.


Espero que gostem.


Abraço.




quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Trovando Sobre: SERPICO, PACINO E LUMET.




Sábado passado assisti ao filme “Serpico”, de 1973, onde Al Pacino interpreta o policial nova iorquino Frank Serpico (primeiro papel do ator após “O Poderoso Chefão”).

O filme tem duas foras e dez minutos de duração, e da primeira vez que assisti, o horário era desfavorável, pois começou bem tarde, lá pelas onze horas da noite, então eu não tinha, digamos, absorvido as pequenas “joias” do roteiro e da interpretação do elenco, pois talvez o cansaço, tenha me impedido. Na época talvez, eu não tenha compreendido a magnitude da obra. Eu não tinha me dado conta do quanto o filme é genial.

“Genial” é um ótimo adjetivo para este filme.

Como sempre, Al Pacino dá total credibilidade aos papéis que interpreta, e nesse filme, isto não é diferente. Frank Serpico é um ítalo americano, récem formado na academia de Polícia, com um forte senso de justiça e uma vontade imensa de fazer “a diferença” dentro da corporação, já que como ele mesmo conta em uma cena, “desde criança, admirava demais muito aqueles caras de uniforme azul”.

O filme mostra gradativamente, a perda da fé de Serpico na polícia (e nos homens), já que a maioria esmagadora de policiais (de todos os escalões) recebem propina e são facilmente subornados com dinheiro, e até com comida, para fecharem os olhos para muitas coisas. Donos de lanchonetes até traficantes, tem uma relação digamos, “amigável” com qualquer policial do distrito.

Aos poucos, como se recusa a receber qualquer tipo de propina e demonstrar um interesse legítimo em fazer o seu trabalho de forma íntegra e correta, Serpico vai sendo visto com um pária, uma anomalia dentro de um sistema “perfeito”, onde “é impossível confiar em um tira que não recebe algum”, como diz um de seus colegas.

Até transferências a departamentos forenses e de policiais à paisana, o personagem tenta, mais é ainda mais soterrado por práticas desonestas e de descaso com o trabalho policial.

O filme é assustadoramente atual.

Quando o personagem se une a um outro raro policial honesto como ele que trabalha na área burocrática da força policial, e decide denunciar seus colegas corruptos, Serpico sofre diversas represálias e é constantemente isolado e desrespeitado diariamente em seu local de trabalho. 

A vida pessoal do personagem igualmente desmorona, já que em constante paranoia, por sofrer seguidas ameaças de morte, Serpico se torna instável, agressivo e isolado até mesmo com os amigos de fora da polícia e com a sua namorada, que o ama, mas que o abandona, por não aguentar a vida que levavam.

Em um dos momentos mais sublimes do filme, esta namorada chega a sugerir que Serpico talvez devesse aceitar a corrupção, e até mesmo tomar parte dela, já que assim, ele seria aceito pela maioria. Ela conta uma história de um rei que vive em total harmonia com seu povo, e que no reino deste rei, havia uma fonte com uma água cristalina e deliciosa, onde todos os seus súditos bebiam. Um dia, uma bruxa envenena esta fonte, e após beberem a água, os súditos enlouquecem, sendo que o único a não beber da fonte, é o próprio rei. O feitiço faz com que os súditos se voltem contra o rei, alegando que é o monarca quem está louco, e começam a persegui – lo. Até que um dia, o rei decide por vontade própria, beber da fonte, deixando assim, todos felizes, vivendo e compartilhando da mesma insanidade.


Eu não disse que o filme era genial? Eu não disse que o filme era atual?

Qualquer ator com menos talento não teria condições de conduzir a cena de forma tão brilhante como é conduzida no filme, sendo que Pacino nada fala, apenas com o olhar, demonstra todos os sentimentos e a tentação que rondam a cabeça do personagem. A atriz que está em cena com Pacino está excelente, mas quem brilha, é Al Pacino.

Não existem mais atores do nível desse cara, mas não mesmo!

As cenas de explosões de raiva, de insegurança e de reflexão são  aulas de interpretação. Frank Serpico não é um personagem digamos, convencional já que era um policial meio hippie, que ostentava um longo bigode, ou uma espessa barba, cabelos compridos, usava brinco e roupas “modernas”, e até fumava maconha. O ator empresta trejeitos e movimentos marcantes a Frank Serpico (o filme é baseado em fatos reais, o Frank Serpico verdadeiro é vivo até hoje), de tal forma, que Al Pacino desaparece completamente, e só vemos Serpico ali.

Sidney Lumet é simplesmente um dos maiores diretores da história do cinema. Polêmico e corajoso, teve o peito de realizar em pleno ano de 1975, novamente com Al Pacino como astro, o filme “Um Dia de Cão”, sobre um ex combatente do Vietnã (Pacino), casado e com filhos, que assalta um banco para pagar a operação de mudança de sexo do amante. Um ex militar gay! Um ex militar americano gay! Em 1975!

Dá para imaginar o peito e a coragem de captar os recursos financeiros necessários para a realização do projeto, e também convencer atores a participarem de um filme com uma temática dessas?

Penso que Serpico também não deve ter agradado a alguns, e que deve ter tido um "parto" difícil, pois trata-se de um filme um tanto quanto polêmico, que deve ter provocado alguns "vigias da moral e dos bons costumes".

Serpico é um retrato de como o senso comum e a “maioria” nos engole no dia a dia, se assim permitirmos. Apesar do final triste e até melancólico, Serpico é um filme que demonstra que se tu vai lutar por algo, ou contra algo, é bom saber que certas lutas devem sempre ser encaradas, mesmo que não existam possibilidades de vitória. Pelo menos, vitória a curto ou a médio prazo...

Lumet, Pacino e Serpico, pessoas que sempre foram na contra mão do senso comum, do establishment e da maioria. Rebeldes, visionários ou talvez doidos? Sei lá...

Eu gosto de chamar pessoas assim de Heróis.



Espero que gostem.


Um abraço.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Trovando Sobre: FELIZ ANIVERSÁRIO, NEIL YOUNG!




Certas coisas são improváveis de acontecerem neste mundo.

Algum ator/atriz brasileiro (a) conseguir convencer em um papel sério. Jair Bolsonaro se tornar um ser humano com um mínimo de respeito ao próximo e as diferenças. A Madonna lançar, sequer, um disco que preste. A Angelina Jolie ficar feia.

Hoje o canadense Neil Young completa 69 anos de idade. E isto também é algo improvável, após uma vida repleta de altos e baixos, realizações e decepções, conquistas e derrotas.

Neil Young é um dos últimos gigantes do Rock a ainda pisar na Terra. Sua importância e sua influência são incomensuráveis. Penso que somente dois outros homens ainda vivos se igualem à grandeza de Young: Paul McCartney e Bob Dylan.

Eu considero a obra do cara essencial para qualquer um que queira ouvir e compreender a história do Rock e o que o estilo tem de melhor. E qualquer músico de Rock que se preze, tem que conhecer suas letras e suas melodias. Raros artistas conseguem ser mestres em criar letras e melodias. Neil Young criou algumas das mais emblemáticas letras de canções da história (“Ohio”, “On The Way Home”, “Thrasher”), e algumas das melodias mais marcantes e imortais do Rock (“Cortez The Killer”, “Rockin’ in The Free World”, “Harvest Moon”).



Rebelde e contestador, o jovem Neil Young começou sua carreira na década de 60, com o grupo Buffalo Springfield, que lançou apenas três discos (recomendadíssimos, por sinal), mas onde Young era coadjuvante, pois pouco cantava e mais tocava guitarra. Suas composições também não tinham muito destaque.

Em 1968, lançou seu primeiro disco solo (auto intitulado), que chamou a atenção da crítica pela qualidade musical, e por suas letras belas, apaixonadas e políticas. Críticos o taxaram de “o novo Bob Dylan”. Neil nunca negou a “mega” influência do genial Dylan.

É impossível relatar ou descrever a importância e influência de álbuns como Everybody’s Knows This is Nowhere (1969), After The Gold Rush (1970), Harvest (1972), Tonight’s The Night (1973), On The Beach (1974), Zuma (1975), Comes a Time (1978), Rust Never Sleeps (1979), Freedom (1989), Ragged Glory (1990) e Harvest Moon (1992). Só posso afirmar que são obras primas, “somente” isto.

Em contrapartida, também lançou discos horríveis, como Trans (1982), Landing on Water (1986), Mirror Ball (1995) e o seu mais novo álbum, de 2014, chamado Storytone.

Em meados da década de 70, juntou-se a Graham Nash (ex The Hollies), David Crosby (ex The Byrds) e Stephen Stills (seu companheiro de Buffalo Springfield), no “super grupo”, Crosby, Stills, Nash & Young. O grupo lançou álbuns fantásticos, fez turnês imensas, e cheirou metade da Bolívia em cocaína.

Neil teve sérios problemas com cocaína e álcool em certos momentos de sua vida. Quando perdeu o parceiro e guitarrista Danny Whitten para uma overdose de heroína, em alguns divórcios e separações, e no nascimento de filhos com deficiência mental, o que por outro lado, o mobilizou a criar o Bridge School Concerts, que é um festival, organizado pelo artista, onde grandes nomes da música são convidados a se apresentarem para angariarem fundos para a Bridge School, que é uma escola/fundação criada por Neil e sua ex esposa Pegi, para crianças com deficiências físicas e mentais. David Bowie, Pretenders, Tom Petty, Eric Clapton e o Guns N’ Roses (versão atual) são alguns dos nomes que já se apresentaram em benefício a Bridge School.

Para muitos, é o pai do grunge, estilo musical (riffs de guitarra com distorções e efeitos) e estético (calças jeans rasgadas, bermudas e camisas de flanela) que fez sucesso nos anos 90, já que Kurt Cobain (Nirvana), Layne Staley (Alice in Chains) e Eddie Vedder (Pearl Jam) sempre citaram Neil Young como influência máxima.

Seus shows costumam ser incendiários, com uma energia incrível, onde Neil quando tocava violão e cantava criava atmosferas lindas e comoventes, já com a guitarra, o cara tocava o maior "foda-se" do planeta. O show do artista no Rock in Rio III em 2001, foi algo além do imaginável. Liam Gallagher (Oasis) e Mike Mills (R.E.M.), que assistiram o show na lateral do palco, disseram ter presenciado o maior espetáculo de suas vidas.

Ferrenho defensor do meio ambiente, Neil dá palestras, e é ativista pro Amazônia (a canção “Natural Beauty”, é sobre a floresta).

Eu sou um amante da arte deste senhor, e o admiro imensamente. Acho que sua relevância, sua importância e sua Arte são serão eternas. Daqui há 300 anos, quando as pessoas falarem sobre ícones musicais da história, com certeza, Neil Young será citado e sua obra, reverenciada.

Meus parabéns, Neil. Muitas felicidades pra ti, e muito obrigado.


“É melhor queimar do que desaparecer.”



Um abraço.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Trovando Sobre: MÚSICAS PARA VICENTE – PARTE II.


Oi, cara... tudo bem contigo? Bah, estamos super ansiosos aqui, só esperando pela tua chegada.

A tua mãe me mandou hoje, um lindo vídeo, que mostra como é que tu está, e como está sendo a tua vida aí, dentro da barriga dela. Nem preciso te dizer que me derreti, né... tu me conhece e, sabe como sou bobo por ti.

Penso em ti direto, e até conversamos, né? Já inventei apelidos pra ti, e a tua mãe também fala direto contigo, não é mesmo? É que a gente te ama muito, e a ansiedade, como eu disse antes, está grande.

Pois então, vendo o vídeo que ela mandou, comecei a me lembrar de canções que me fazem pensar em ti, e te adianto que não são poucas as  músicas que me fazem te imaginar aqui, conosco.

Listei mais cinco “músicas do Vicente”. São essas:


Toquinho – “O Filho Que Eu Quero Ter”.

“De repente eu vejo se transformar num menino igual à mim
Que vem correndo me beijar quando eu chegar lá de onde eu vim
Um menino sempre a me perguntar um porque que não tem fim...”






U2 – “Miracle Drug”.
“A liberdade tem um perfume,
Como o topo da cabeça de um bebê recém nascido...






Neil Young – “I Am A Child”.

"Gostaria de saber o que você aprendeu.
O céu é azul e assim também é o mar."





The Beatles – “Real Love”.

“Todos os meus pequenos planos e esquemas
Perdidos como sonhos esquecidos,
Parece que tudo o que eu estava realmente fazendo
Era esperar por você...







Elvis Presley – “Pocketful Of Rainbows”.

“Eu não me preocupo mesmo quando os céus estão cinzentos,
Tenho um bolso cheio de arco-íris
Tenho um coração cheio de amor...





Mais algumas canções que o teu coroa aqui, dedica pra ti, meu filho. Espero que tu goste, e tenho certeza que ouviremos essas e outras músicas juntos, e vou aprender muito contigo, e quem sabe, também te ensinar algumas coisas... aprenderemos juntos. Sempre juntos.

Te amo muito.


Do teu pai, Sandro.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Trovando Sobre: OS MAIORES VILÕES DOS QUADRINHOS.

Eu sou um cara atípico quando se trata de quadrinhos (e cinema também), porque quase sempre, eu torço para os vilões.

A razão disto? Acho que me fascina a ideia de tentar descobrir a motivação, ou razões que levam uma criança, depois adolescente, a se tornar uma “má pessoa”. O que poderia ter causado um desvio tão grande na personalidade de alguém a ponto dessa pessoa abandonar a sua humanidade, para se voltar ao egoísmo, ou ao ressentimento? Aliás, egoísmo e ressentimento são os ingredientes principais de um bom vilão de histórias em quadrinhos.

Pois bem, escolhi cinco dos maiores “cascas grossas” de todos os tempos. São eles:


Apocalipse;

Simplesmente, o cara que “matou” o Superman. Apocalipse foi criado por uma raça alienígena, que buscava criar um guerreiro perfeito e invencível.

Desde bebê, Apocalipse foi modificado geneticamente, e era jogado no meio de uma tribo de selvagens, que o dilaceravam em mil pedaços. Depois de despedaçado, ele era “remendado”, modificado, e jogado para morrer novamente, até que seus “pais”, o tornassem imbatível, ou quase isso... o que acabou acontecendo.

Enfrentou o Superman, em uma luta épica, que acabou esgotando o herói de tal maneira, que ele foi dado como morto. Por fim, em uma revanche, o Superman acabou derrotando o terrível monstro, e jogou para o espaço, o deixando em órbita e sem rumo.

Apocalipse não tem nenhum tipo de sentimento humano, e só um objetivo em sua existência, destruir e matar a tudo e a todos que encontrar em seu caminho.




Doutor Octopus;
Na minha opinião, o inimigo mais legal do Homem Aranha. Otto Octavius era um genial cientista nuclear. Em certo momento, inventou um dispositivo hidráulico semelhante a tentáculos, para manusear materiais radioativos, usados em suas pesquisas.

Após uma desilusão amorosa, começa a trabalhar de maneira compulsiva, até que um dia, um acidente acontece em seu laboratório, e após uma explosão, seus tentáculos ficam “grudados” em seu corpo, sendo impossível a sua remoção, e criando um laço mental com o Dr. Octopus, lhe dando a capacidade de controlar mentalmente os tentáculos.

Foi o primeiro vilão a vencer o Homem Aranha em uma luta, mas é constantemente derrotado pelo “Aracnídeo”, que ainda por cima, faz várias piadinhas durante os combates, enfurecendo ainda mais Octopus.

O Doutor Octopus só tem uma meta em sua vida: Ver o Homem Aranha morrer, mas detalhe: somente ele pode causar a morte do herói.




Caveira Vermelha;
Johann Schmidt era um jovem órfão, que cresceu em um orfanato onde era costumeiramente agredido e explorado. Johann cresceu sem amigos e sem conhecer o que eram sentimentos positivos de qualquer espécie, e com uma forte ganância. Quando virou adolescente, fugiu do orfanato e começou a viver nas ruas, onde praticava pequenos crimes para sobreviver.

Entrou para o exército nazista, onde rapidamente alcançou uma patente alta, chegando a ser muito próximo de Adolf Hitler. Quando os nazistas souberam que os Estados Unidos estavam desenvolvendo um soro, capaz de transformar soldados em “super soldados”, os alemães se infiltraram no exército americano, e roubaram uma amostra deste soro, para formarem os super soldados nazistas.

Schmidt, dominado pela possibilidade de se tornar poderoso, se ofereceu para ser cobaia neste experimento, que quase deu certo por completo. O soro, que fora modificado por cientistas alemães, lhe deu praticamente, a mesma força de seu arqui inimigo, o Capitão América, entretanto, desfigurou seu rosto, o deixando com a aspecto de um crânio avermelhado.

O Caveira Vermelha é maldade encarnada, além de extremamente cruel e sádico. Obcecado por ciência e ocultismo (crê que ambos, podem lhe abrir as portas da dominação mundial), o Caveira Vermelha desde a 2ª Guerra Mundial, dá muitas dores de cabeça ao Capitão América.




Doutor Destino;
 

Cigano, feiticeiro, cientista, gênio, nobre, monarca e tirano. Algumas palavras que definem a personalidade de Victor Von Doom. Filho de um casal de ciganos, o jovem Victor cresceu apenas para dominar, pois acredita ser o ser humano mais inteligente e especial do planeta.

Quando jovem, a tribo de Von Doom foi expulsa da Latvéria (sua terra natal), por um ditador, que ordenou que a mãe do menino fosse queimada viva, por conta de atos de bruxaria. A alma da mãe de Victor foi condenada a passar a eternidade no inferno, sob os domínios do demônio Mefisto. 

Isto fez com que Von Doom, nutrisse uma mágoa terrível, e um desesperado desejo de vingança, além de uma sede conhecimento para que unindo magia e tecnologia, ele pudesse resgatar a alma de sua mãe. 

Foi colega de Reed Richards (Senhor Fantástico) durante a faculdade, e desde lá, detesta o líder do Quarteto Fantástico. Também durante a faculdade, sofreu um acidente, que queimou o seu rosto, o desfigurando. 

Quando estava em uma peregrinação budista no Tibet, foi submetido a um ritual, onde teve sua máscara recém saída da forja, colocada em seu rosto, o deixando ainda mais deformado.

Após esta peregrinação no Tibet, destronou o rei da Latvéria, tornando-se o monarca do país.

O Doutor Destino já enfrentou o Quarteto Fantástico, os Vingadores, o Homem Aranha, o Doutor Estranho e até o Homem de Ferro, em um duelo na Idade Média!

A personalidade egocêntrica, auto confiante e narcisista do Doutor Destino é muito carismática, e por vezes, até mesmo engraçada.

Na maior saga da Marvel, “Guerras Secretas”, foi o personagem de maior destaque, e onde conheci o vilão.


Coringa;


O que falar do mais perfeito vilão de todos os tempos?

A loucura? A lucidez? O sorriso macabro? A pele branca e os cabelos verdes? A personalidade genial? A alma destroçada? O sadismo?

O "Palhaço do Crime" disse uma vez: “Se é para eu ter um passado, eu prefiro que seja de múltipla escolha!”. Impossível saber de sua origem, já que a única versão conhecida, foi negada pela editora DC Comics (a história maravilhosamente perfeita chamada de “A Piada Mortal”).

O Coringa em sua insanidade, é completamente imprevisível, e parece mais estar disposto a se divertir, em suas lutas icônicas com o Batman, do que simplesmente roubar ou adquirir poder.

O Coringa só quer ver o circo pegar fogo... só isso.

Acho a personalidade do vilão fantástica, pois na sua ‘loucura”, ele é muito mais “são” do que a maioria de nós, já que ele vive conforme acha certo, se se importar com convenções pré estabelecidas pela sociedade. O Coringa detesta hipocrisia, e adora jogar na cara da humanidade, que ela é movida por uma hipocrisia monumental.

É um personagem fantástico.  O vilão perfeito.



Estes são os maiores vilões das histórias em quadrinhos.



Espero que gostem.




Abraço.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Trovando Sobre: U2 – SONGS OF INNOCENCE.




“A gente nunca deve se deixar levar pela primeira impressão”, minha mãe sempre diz isso. E eu raramente sigo esse conselho.

Quase sempre, eu me deixo levar pela primeira impressão quando conheço alguém, vou em algum lugar pela primeira vez, como alguma coisa, bebo, vejo um filme, ou ouço um disco.

E confesso que a minha primeira impressão do novo disco do U2, Songs of Innocence, havia sido péssima.

Meses atrás, eu ouvi duas canções que supostamente, estariam no disco, mas que acabaram não entrando no álbum (a tenebrosa “Invisible”, e a mediana “Ordinary Love”, que virou trilha sonora em um filme sobre Nelson Mandela), eu pensei que a banda lançaria outro álbum sem foco e sem direção, como o disco anterior, No Line in The Horizon, de 2009.

E quando, semana passada, eu ouvi o primeiro single oficial de Songs of Innocence, a canção “The Miracle (of Joey Ramone), eu tive uma quase certeza de que o disco seria uma grande perda de tempo.

Ou seja, eu tive várias “primeiras impressões”, de que o grupo tinha errado mais uma vez.

The Miracle (of Joey Ramone)”, é uma canção com uma letra muito pessoal e sincera da banda, pois nela, Bono canta sobre o impacto que os Ramones tiveram no U2 (“o som mais lindo que já ouvi”, é um dos versos da canção, só para se ter uma base).

Com este título, citando nominalmente o vocalista dos Ramones, Joey, pensei que um mínimo de influência da banda nova iorquina, seria empregada na canção, mas não é isso o que acontece. A canção deveria ser chamar “The Miracle (of Arcade Fire), ou The Miracle (of Muse), pois nitidamente, a “levada” e as influências da canção vem destas duas bandas tremendamente pretensiosas e chatas.

Uma mistura de A - HA com o pior do que o New Order já fez, define a canção “Volcano”. Com uns backing vocals horríveis, e uma linha de baixo marcante no refrão, a música parece dispersa e sem atitude.

Outras duas canções medianas são “Cedarwood Road” e a danceThis is Where You Can Reach Me Now”. Quando eu penso em U2, eu penso em grandiosidade, em canções épicas e emocionantes, e estas canções soam para mim, tão “bunda moles” quanto qualquer música dos reis da “bunda molice”, o Coldplay. Mas confesso que “This is Where You Can Reach Me Now” tem um bom solo de guitarra de The Edge, e poderia facilmente, estar entre as canções do injustiçado (e excelente) álbum Pop, de 1997.

Mas a pior canção do disco, é a que talvez, tivesse potencial para ser a melhor. “Iris”, composta por Bono, para a sua a mãe, que faleceu quando o cantor tinha quatorze anos, tem uma letra muito bonita, onde o vocalista diz: “tenho sua vida dentro de mim”, foi massacrada por uma produção exageradamente ridícula (os “wow, wow, wow’s”, do refrão são irritantes) e sem o menor nexo com a letra pungente da canção.

Outro grave problema do disco: o excesso e má escolha dos produtores das músicas. O U2, chamou para a produção do disco o DJ Danger Mouse (do duo Gnarls Barkley), o engenheiro de som Flood (que acompanha a banda há anos) e um outro cara que eu nunca ouvi falar.

Me parece que a banda tentou “se modernizar”, e seguir a tendência da música atual, e eu, particularmente, considero isso uma burrice enorme, e um “passo para trás”.

O U2 nunca seguiu tendências. O U2 lança tendências.


Mas então, quer dizer que eu estava certo, e o U2 errou a mão completamente de novo?

Não.

Song To Someone”, é uma das mais belas canções já criadas pela banda, com uma letra e melodia marcantes, que me fazem lembrar do meu filho sempre que a escuto. A música é perfeita, e os vocais de Bono e The Edge são lindos (sempre achei The Edge um tremendo cantor). Frases como: "Tu tem um rosto que não foi mimado pela beleza..." e "Tu tem olhos que enxergam através de mim...", me atingiram em cheio. É a minha canção favorita do disco.

Outra canção maravilhosa é “Every Breaking Wave”, onde Bono pergunta: “Será que somos tão indefesos contra a maré?"... Que frase! Bono nem sempre escreve grandes canções, mas grandes frases são comuns na obra do cara. 

A canção mais “rockeira” do disco é “Raised By Wolves”, com um refrão forte e “gritado”, onde The Edge “esmerilha” a guitarra, e a bateria tem uma marcação fortíssima. Uma das melhores canções já criadas pela banda em sua carreira.

California (There Is no End To Love)”, é outra música deliciosamente bela, com uma performance apaixonada de Bono Vox, onde ele canta que "tudo o que precisa saber, é que o amor não tem fim". Na voz de outros cantores menos emblemáticos, a frase soaria piegas e cafona, mas quando Bono a canta, ela passa leveza, beleza e a credibilidade de quem tem mais de vinte e cinco anos de serviços prestados ao bom e velho Rock.

O disco fecha com duas canções sombrias e estupendas. “Sleep Like a Baby Tonight”, com uma influência descarada da banda alemã Kraftwerk, que fala sobre um padre pedófilo que vai “dormir como um bebê”, após abusar de crianças. Uma canção forte sobre  os abusos sexuais cometidos (e acobertados) por membros da Igreja Católica.

E a última música do disco, a belíssima e triste, “The Troubles”, onde Bono faz dueto com a desconhecida cantora Lykke Li, é uma daquelas canções fortes porém suaves, bem no estilo típico do U2 dos anos 80, na fase The Joshua Tree.

A edição deluxe do disco, traz duas canções bônus, a excelente "Lucifer's Hands", que poderia estar no clássico disco de 1991, Achtung Baby e a boa e dançante "The Crystal Ballroom".

A capa do disco é marcante e mostra uma foto onde o baterista Larry Mullen, Jr, abraçado ao filho adolescente, segundo a banda, representa "uma tentativa de manter, desesperadamente, a inocência juvenil, em nossa vida adulta."

Songs of Innocence é saudosista e ao mesmo tempo, uma tentativa do U2, de soar moderno. A banda tenta trazer de volta a aura que o grupo tinha na década de 80, mas também, mostrar que eles estão "antenados" com as novidades. 

Precisei ouvir o disco várias vezes para perceber as sutilezas e as “pérolas” dele. Não é um álbum fácil, e necessita ser “degustado”, para que se possa ser totalmente compreendido.

Entre mortos e feridos, digo que é um bom trabalho e digno de estar na prateleira (ou cristaleira), junto com os outros álbuns da discografia da banda.



Espero que ouçam.




Um abraço.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Trovando Sobre: PAPO COM VICENTE.


Oi, cara... e aí, como está? Tudo bem contigo? Espero muito, mas muito mesmo que sim.

Tua mãe e eu estamos te esperando ansiosamente, meu filhão.. a gente “fala, vive e respira Vicente”, 24 horas por dia! E a gente adora!

Eu li por aí, que tu já pode ouvir, de dentro da barriga da tua mãe... por isso é que eu falo tanto contigo. Sei que a tua mãe conversa muito, quando vocês estão indo para o trabalho dela. Sabe, eu nem questiono se isso é verdade ou não. Eu decidi acreditar nisso, e por isso, sigo conversando, cantando e colocando músicas para ti ouvir.

Vito, teu tio Nica e eu estávamos conversando há pouco, sobre o quanto eu te amo, e o quanto tu já fez por mim. “Ué, coroa, mas eu nem nasci ainda!”, é o que tu deve estar pensando, certo?  Errado. Tu já fez muito pelo teu pai, sim.

Tu me mudou. Tu me mudou para melhor, para muito melhor, meu pequeno mafioso.

Eu sempre fui um cara egoísta, confesso... BEM egoísta, mas desde que eu soube que tu viria, desde quando a tua mãe me avisou, aqui no meu trabalho da tua chegada, eu me coloco em segundo plano. E sabe por que eu faço isso, Vito? Porque eu te amo mais do que qualquer coisa nesse mundo.

Cometi alguns erros na vida, meu filho... me redimi de alguns, outros não. Tive acertos também, casar com a tua mãe foi um deles, mas o maior acerto, sem dúvidas, é tu.

Eu estou louco pela tua chegada... quero tanto te abraçar, sentir o teu cheiro, olhar pra ti e dizer “eu te amo”, e te beijar. Tu é a melhor parte de mim e da tua mãe.

Tu é o resultado do amor enorme que eu sinto pela tua mãe. Tu é o nosso amor materializado.

Quero muito te ver dormir, aprender a ser teu pai, e cada vez mais, melhorar como ser humano, para poder te dar o exemplo, para que tu se torne um homem melhor do que eu. O que sei que tu será.

Ah, e não somos só tua mãe e eu, que te esperamos, não, cara... tem muito mais gente na espera!

Teu tio Nica é uma loka de língua presa, que se pudesse, comprava São Leopoldo inteira para te dar de presente, de tanto que gosta de ti. Ele também está ansioso pela tua vinda e já te ama muito.

O Luís, a Anelise e o Pedrinho também estão te esperando com muito amor. Eles são dois dos melhores amigos do teu pai e da tua mãe, e o Pedrinho é quase como se fosse teu irmão, pois tua mãe e eu amamos o nosso afilhado, como se ele fosse nosso filho, assim como tu é. Tenho certeza que vocês dois serão ótimos amigos e “comparsas”.

O Raphinha, filho do Evandro e da Diana, já me prometeu que será teu professor de futebol. O Raphael é um amigão do pai, e um exemplo que eu torço para que tu siga, Vito, pois o Evandro e a Diana criaram ele como um homem de verdade, e eu sei que tu vai admirar muito ele, como eu o admiro.

O Fausto e a Francielle também sempre perguntam de ti, e eles serão ótimas companhias para irmos no cinema, passearmos todos juntos, sem contar que a Fran pode te indicar uns livros e desenhos bem legais quando tu estiver maiorzinho, e o Fausto pode te mostrar uns filmes legais, os bonecos lindos da coleção dele e te dar umas aulas de boxe! Imagina que legal que vai ser, cara!

E eu preciso te apresentar o meu "fratello" paulista, o grande poeta Andreas, Vito! O Andreas é um dos grandes amigos do teu pai, e um cara admirável, pois é sincero e verdadeiro. Andreas, Maju (a musa dele), tu, tua mãe e eu veremos alguns dvd's de Rock, e depois vamos debater sobre as bandas... vai ser massa! Sem contar que quando o Andreas e a Maju tiverem um "fratellinho ou fratellinha", tu terá ainda mais amigos!

Sei que tu será amigão da Amanda também, filha da Meisi e do Átila, outros amigões nossos. A Amanda é tão linda, cara... Pedro, Amanda e Vicente, o “Trio Terrível”.

Teus tios Gustavo, Tiago e Débora também estão em estado de graça. Quando vamos almoçar juntos, tu sempre é o tema principal, e todos te adoram, e estão loucos para te conhecer.

Teus avós então, nem se fala! Teu avô Enio só fala em te levar na Arena, para assistir ao Grêmio, e ele tem certeza, que teu nascimento trará sorte ao nosso “Imortal”, e que a nossa "seca" de títulos acabará. Tua avó Umbelina se pudesse, colocaria um outdoor do tamanho da muralha da China para avisar ao mundo do teu nascimento, de tão radiante que ela está. Tua bisavó Alvaci, pergunta sempre por ti, e adora “envergonhar” a tua mãe, beijando a barriga dela sempre que a vê. Teu avô Ademir é uma “figuraça”, já faz planos de pescaria contigo, e quer te levar para caminhadas na praia. Acho que vocês dois se darão super bem, e a tua avó Fátima, tentará te deixar com 200 quilos, pois fará absolutamente tudo, o que tu quiser comer. E te digo, cara... a tua avó cozinha bem demais, afinal de contas, a tua mãe (que é a melhor cozinheira do mundo), aprendeu com ela.

Enfim, mafiosinho, tu é muito esperado, desejado e amado por todos desde já.

Estamos  aqui te esperando, meu filho.

Não tenha pressa de vir, mas se der, não se atrase, ok?


Eu te amo.



Do teu pai, Sandro.