segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Trovando sobre: COMBOIO DO MEDO.


Sexta-feira, li no blog do melhor crítico de cinema do Brasil, André Barcinski, um texto sobre William Friedkin, e como “Guerra nas Estrelas acabou com o cinema para adultos”. Eu adorei o texto, e um ponto em especial chamou a minha atenção. André falava muito e recomendava o filme de 1977, dirigido por Friedkin, “Sorcerer”, ou no Brasil, “Comboio do Medo”.

Eu sinceramente, acho que o filme tinha tudo para ser um fracasso de bilheteria (filmado na América Central, com diálogos em espanhol, francês e alemão), sem atores famosos, e com um tema muito sombrio, mesmo para a época. E realmente, o filme praticamente, não se pagou.

Porém, trata-se de uma obra brilhante. Um grande filme, e a partir do momento que terminei de assisti-lo, tornou-se um de meus filmes preferidos.

O filme já começa de forma eletrizante: Um atentado a uma mesquita em Jerusalém, um assassinato de um político em Vera Cruz, a fuga de um banqueiro francês, momentos antes de ser indiciado por fraude, e um assalto a uma igreja em Nova Jérsei, onde o pároco é irmão de um poderoso mafioso.

Após todos esses acontecimentos, o expectador é transportado para uma cidade da América Central, que mais parece ter saído do inferno. Corpos putrefatos jogados no meio rua, condições de saúde e higiene inexistentes e um regime militar que faria Jair Bolsonaro se sentir em casa, ou seja, um lugar perfeito para qualquer criminoso fugitivo se esconder das autoridades. Só para se ter uma ideia, o dono do único bar e restaurante da cidade, é um ex oficial nazista.

Estes são os “heróis” do filme de Friedkin.

Pois bem, o terrorista, o assassino, o banqueiro e o assaltante, são contratados por uma indústria petroleira, que manda na cidade, para transportar pela floresta, dois caminhões repletos de nitroglicerina, enfrentando todo o tipo de riscos e perigos imagináveis (estradas que mais parecem ter sido construídas na idade da pedra, pontes tão resistentes quanto massa de modelar, bandidos, o clima, entre outros obstáculos).

O diretor conhecido por seu temperamento forte (chegou a disparar uma arma, durante a filmagem de “O Exorcista”, para obter um “autêntico susto” do ator Jason Miller), não tem interesse em mostrar redenção, ou o “lado bom”, dos personagens... Friedkin mostra o que temos de pior em nossas almas.

Após filmar “O Exorcista”, que foi uma das maiores arrecadações do cinema na década (hoje, é considerado um dos filmes mais lucrativos da História), Friedkin, teve carta branca do estúdio, e tenho certeza, que só por isso, conseguiu financiamento para realizar “Comboio do Medo”.

Não tenho como enumerar as melhores cenas do filme... A travessia dos caminhões na ponte de massa de modelar? O início do filme, de tirar o fôlego de quem assiste? A cena do assalto a igreja? A preparação dos caminhões? A cena da explosão da árvore gigantesca? O final, estupendo e sem concessões? Não sei dizer, pois durante o filme, não levantei sequer, para beber água ou ir ao banheiro... raras vezes fiquei tão “preso” a uma história.

A direção de Friedkin é assustadoramente brilhante, pois não tenho como imaginar as dificuldades de filmagem, já que pelo que li, o calor beirava os 35°C durante a noite, as precárias condições das locações, as dificuldades naturais de se filmar em uma floresta, enfim, empecilhos não faltaram para a realização do filme.

A atuação do ator principal do filme, Roy Scheider é sensacional e dá o tom certo ao personagem que só pensa em conseguir dinheiro para fugir daquele inferno onde está "preso" (Scheider interpreta um dos assaltantes da igreja).



Quando lançado, “Comboio do Medo”, foi ignorado pelos expectadores, já que na mesma semana, “Guerra nas Estrelas” foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos, e caiu como uma bomba, arrasando e arrebatando bilheterias.

Segundo André Barcinski, foi aí, que a coisa desandou no cinema “para adultos”, já que convenhamos, “Guerra nas Estrelas”, escancarou a porta para os filmes para adolescentes, já que a maioria das pessoas, adolescentes, ou não, parou de procurar filmes instigantes, e sem “finais felizes”, a partir de “Guerra nas Estrelas”, as pessoas começaram a ir ao cinema, para ver os efeitos especiais, para comer pipoca e doces, para ver “o mocinho matar o bandido”, para ver o filme, e depois colecionar os bonecos inspirados nos personagens... ou seja, tudo era importante, menos a história, as atuações e a direção.

É incrível, e ao mesmo tempo muito triste pensar que hoje em dia, cada vez se torna mais escasso, vermos filmes do porte de “Comboio do Medo” sendo produzidos. Hoje, as produções de cinema, em sua grande maioria, ou são filmes infanto juvenis para adolescentes que leem “A Culpa é das Estrelas” e “Crepúsculo”, filmes (ruins) de super heróis, filmes de ação para pessoas que choram vendo a novela das 9:00 horas, péssimas refilmagens, ou continuações desnecessárias. Até o já citado “Guerra nas Estrelas”, está em sua 48ª parte...

Eu tenho certeza, que a indústria do cinema, vive a sua pior fase, em termos gerais (atores, diretores, roteiros, etc).

Graças a Deus, artistas como William Friedkin, ainda lançam, mesmo que esporadicamente, filmes excepcionais, como “Possuídos” e “Killer Joe – Matador de Aluguel”.

Assistindo “Comboio do Medo”, me dei conta de duas coisas. A primeira: William Friedkin é um dos mais inventivos cineastas da História, e eu sempre fui um grande fã do cara, mesmo que não tenha me dado conta disso.

A segunda: O cinema já foi Arte.


Espero que gostem.



Abraço.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Trovando Sobre: DICAS DE LEITURA.


Estou em uma ótima fase da minha vida. Minha esposa está grávida de um menino saudável, e ambos estão muito bem de saúde. Tenho um afilhado lindão e cheiroso chamado Pedro, que enche a minha vida de alegria. 

Também tenho ótimos (e poucos) amigos, em quem confio e que sempre vejo e ou pelo menos, que falo com frequência.

Estou bem de saúde e até emagreci uns quilinhos. Ah, e tenho uma garrafa de Jack Daniel's em casa. Ou seja, tenho até mais do que preciso.

Além disso tudo, tenho também alguns cd’s que adoro e coleciono, bem como, alguns livros e gibis.

Dentre estes livros, li três que comprei recentemente, e que mantiveram essa onde de sorte em alta, pois os três foram uma grata experiência, que gostaria de indicar aos amigos que quiserem ter o mesmo prazer que eu tive lendo estas obras.

O primeiro foi:

“Frank Sinatra - A Arte de Viver”, de Bill Zehme.


Durante anos, o jornalista Bill Zehme tentou em vão, conseguiu agendar uma entrevista com Sinatra, e jamais chegou perto conseguir acertar o encontro. Porém, um dia, ao checar seus e-mails, Sinatra se deparou com um dos e-mails “desesperados” de Zehme, propondo um tipo diferente de entrevista. Zehme enviaria uma série de perguntas, e Sinatra responderia via e-mail.

Zehme apelou para o ego do artista, alegando que tamanho conhecimento de vida e da espécie humana, deveria ser documentado. Frank não resistiu, e acabou topando.

O que se lê no livro, que além das respostas de Frank a perguntas como: “Até onde se vai por um amigo?”, “Como se trata uma dama?”, “Que tipo de terno nunca se deve usar?”, “Qual foi a sua maior paixão?”, “Qual é o seu maior motivo de orgulho”, “Qual é o drink de um cavalheiro?” também são histórias e acontecimentos marcantes na carreira e na vida pessoal, daquele que para muitos, foi o maior cantor do século XX. Enfim, pérolas de sabedoria de um homem intenso em tudo que fez na sua vida e carreira.

O livro também é recheado de fotos marcantes do artista.

O livro é leve e extremante gostoso de se ler e as quase duzentas e cinquenta páginas passam como se fossem vinte e cinco, apenas.



Minha segunda indicação é:

“Brando – As Canções Que Minha Mãe Me Ensinou”, Marlon Brando e Robert Lindsey.


A única biografia autorizada do maior ator de todos. Escrita pelo próprio em primeira pessoa, com o auxílio de um jornalista, é um relato impressionante de homem constantemente assombrado por uma infância muito problemática, e que viveu da maneira que bem entendeu, mesmo que isso, por vezes, significasse pisar em algumas pessoas, durante a sua trajetória de vida.

Filho de um pai ausente (em corpo e alma) e de uma mãe alcoólatra e depressiva, Brando encontrava certo carinho e conforto com as duas irmãs mais velhas que tinha, e que praticamente, o criaram.

Dono de uma beleza clássica, e de uma inteligência acima da média, Brando conta detalhes de suas técnicas de interpretação e revela detalhes interessantíssimos sobre a indústria do cinema americano. Elogia colegas de profissão (Al Pacino, Johnny Depp, Elia Kazan, Francis Ford Coppola), e “esculacha” outros (Frank Sinatra, John Wayne, Bernardo Bertolucci).

O astro confessa que aprendeu tudo, com a preparadora de atores/atriz/diretora Stella Adler, e chama Lee Strasberg de “charlatão”. Revela que teve um caso amoroso com Marilyn Monroe, e que tinha certeza absoluta, de que a atriz foi assassinada. Foram grandes amigos até o falecimento precoce da atriz.

Este livro é simplesmente, uma das melhores coisas que já li na vida.



Minha terceira, e última indicação é:

“Os Gângsters Mais Perversos da História”, de Lauren Carter.



Sempre adorei toda a mitologia sobre a máfia, e sou um aficionado por filmes deste gênero, entretanto, nunca havia lido nada sobre a "Cosa Nostra”.

Encontrei esta maravilha jogada em um sebo qualquer, e quando vi o preço irrisório, comprei na hora, sem nem saber se o conteúdo era bom ou não. Graças a Deus, tomei a decisão certa ao comprar o livro.

A autora conta as histórias dos principais “capos”, ou chefões da máfia italiana, instalada nos Estados Unidos. Desde gângsters da década de 20 (Lucky Luciano, Dutch Shultz, “Bugsy” Siegel), até os mafiosos “modernos” (Meyer Lansky e John Gotti).

O livro é muito interessante, pois detalha desde a chegada dos pais dos futuros chefões na América, a infância e adolescência dos criminosos, até o seu “auge profissional”.

A autora mostra a realidade das traições, esquemas e sujeiras dos bastidores da máfia e em nenhum momento “romantiza” a vida dos mafiosos, chegando até, a criticar o “desserviço que filmes como O Poderoso Chefão prestam ao glamourizar a vida fora da lei destes criminosos”.

É muito legal ver a ligação que praticamente todos os chefões tiveram, pois ou foram empregados, ou chefes uns dos outros.

Estas foram algumas dicas para quem quiser ler algo legal, leve e divertido. Aceito sugestões, da mesma forma, e se alguém quiser sugerir algum bom livro, sinta-se a vontade para usar este espaço.

Espero que gostem.



Abraço.



quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Trovando Sobre: AS PERSONAGENS FEMININAS MAIS LEGAIS DOS QUADRINHOS.

Para o texto de hoje, tive a sugestão de um amigo (de língua presa), de listar as personagens  femininas mais interessantes (e legais), do universo dos quadrinhos.

A princípio, achei que não seria tarefa fácil, pois sempre fui muito fã, majoritariamente, de heróis/vilões, e não de heroínas/vilãs, mas quando comecei a pensar no assunto, me dei conta de que eu estava errado, e de que a tarefa não seria tão árdua assim, já que percebi que sempre gostei e admirei várias personagens do sexo oposto.

Depois de quebrar a cabeça, cheguei as cinco “finalistas” da minha lista. São elas:




Fênix (Jean Grey).

Quando comecei a ler X Men, confesso que Jean Grey me chamava mais atenção por suas formas físicas, do que por seus poderes. Sabia que ela era telepata, e que era namorada do Ciclope (um dos personagens mais chatos e intragáveis da Marvel), e que tinha uma “queda” pelo Wolverine.

Até que comecei a ler “A Saga da Fênix Negra”, que nada mais é, do que uma das mais legais, inventivas e geniais histórias do universo Marvel. Na história, descobre – se que Jean, é poderosíssima e que o enorme poder que possui, está aprisionado dentro dela, e quando ela libera involuntariamente este poder, ele toma conta de sua alma a deixando maléfica e a transformando em uma espécie de deusa, com a capacidade de destruir planetas inteiros! 

Essa saga mudou completamente a minha visão da personagem.

A Fênix Negra, além de ser extremamente poderosa, é uma das melhores criações da Marvel.





Tempestade (Ororo Munroe).

Outra integrante dos X Men, e para mim, a verdadeira e autêntica líder do grupo. Ororo é africana e quando jovem, foi enterrada viva, em uma espécie de ritual do seu povo, o que a fez liberar de vez seus poderes, já que a claustrofobia que sentiu, a deixou em pânico, fazendo assim, que a jovem Tempestade percebesse que possuía a capacidade de controlar os elementos climáticos. Além de bela, é extremamente inteligente, bondosa e austera, além de ter um senso de liderança gigantesco.

Tempestade já teve “xavecos” com o Dr. Destino, com Magneto, com o Pantera Negra, e até com o “pegador” Wolverine. Lembro das histórias envolvendo os Morlocks (mutantes deformados, que vivem nos esgotos de Nova Iorque), quando perdeu os poderes temporariamente, e radicalizou no visual (raspou o cabelo em forma de moicano) e nas atitudes (descia o pau nos bandidos, no braço mesmo!).

Também foi um dos primeiros personagens negros dos quadrinhos. Mulher, negra, linda e poderosa, essa é Ororo.






Mística (Raven Darkholme).

Muito poderosa, esta mutante tem o poder da transmutação corpórea, ou seja, pode assumir a forma de qualquer ser humano (ou mutante) que desejar. Mística é uma defensora ferrenha dos direitos dos mutantes, achando até, que mutantes são superiores aos humanos.

Mística é mãe do personagem Noturno, membro dos X Men, e de um outro personagem já falecido (cujo pai era o terrível vilão, Dentes de Sabre). Mística já teve “rolinhos” com Magneto, Wolverine (mas ah, galo velho!!!) e até mesmo, um amor lésbico, já que foi companheira da mutante Sina.

Mística é perita em combate corpo a corpo, muito inteligente e calculista. Dificilmente, é enganada por quem quer que seja.

Mística tem outra particularidade rara. Tanto nos quadrinhos como no cinema, foi sempre muito bem representada e retratada, a tornando assim, um dos personagens mais carismáticos dos quadrinhos.






Mulher Maravilha (Diana de Themyscira).
A Mulher Maravilha é filha da rainha grega Hipólita, que construiu uma estátua tão perfeita, que pediu ao deus Hades, que concedesse vida a essa estátua, nascendo assim, Diana. A heroína possui a força de Hércules, a velocidade de Hermes, a beleza de Afrodite, e a sabedoria de Atena. A Mulher Maravilha é sem dúvidas, uma das personagens mais poderosas de toda a história dos quadrinhos, pois ela é uma semi deusa.

Ícone do feminismo e dos direitos das mulheres, a Mulher Maravilha foi a primeira super heroína criada na história, e por isso se tornou icônica e representativa.

É uma das líderes da Liga da Justiça, junto com o Superbobão, quer dizer, Superman, e volta e meia, dá “uns pegas” nele. Ela já chegou a ter também, “um lance” com o Batman.

A Mulher Maravilha é uma personagem forte, decidida e íntegra, mas que se necessário, encara e parte para a briga com qualquer vilão de igual para igual.






Mulher Gato (Selina Kyle).
Ladra, ex prostituta, criminosa, especialista em artes marciais e no manejo de armas (chicotes, em especial), sexy, linda, astuta e independente. Selina Kyle é tudo isso e muito mais.

Meu primeiro contato (pelo menos, o que me lembro), com a Mulher Gato não foi nos gibis. A primeira vez que vi a Mulher Gato foi assim:


Foi um choque, aos meus “tenros”, doze ou treze anos, ao assistir a pavorosa série de TV do Batman no SBT, me deparar com a atriz Julie Newmar como Selina. Meus hormônios adolescentes entraram em ebulição!

Depois, ao ler “Batman – Ano Um”, conheci o lado marginal da personagem. A Mulher Gato é fascinante, pois vive em eterno conflito, já que é uma fora da lei, e gosta de ser assim, entretanto, ao mesmo, vive um amor com o maior herói de todos, o Batman, que tenta insistentemente regenerá-la. A Mulher Gato inclusive, já salvou a vida do Batman em diversas ocasiões.

Adoro a personagem, e depois que vi a deusa Anne Hathaway a interpretando no cinema, me apaixonei ainda mais...


Estas foram as personagens femininas mais legais dos quadrinhos na minha opinião. 

Esqueci alguém? Espero que não.



Espero que gostem.




Um abraço.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Trovando Sobre: ÓTIMAS VERSÕES DE CLÁSSICOS DO ROCK.



Dando continuidade ao último texto, hoje vou citar versões excelentes de clássicos do Rock. Claro que dificilmente, uma versão supera a canção original, mas em certos casos, o “cover”, chega perto e por vezes, se torna igualmente clássica, como a canção que foi revisitada.

Citei as minhas cinco versões favoritas de canções imortais do Rock. São elas:



Original: The Beatles – I Am the Walrus.

Uma das canções mais emblemáticas de John Lennon como Beatle. Psicodélica, alucinógena, e genial são adjetivos para descrever esta obra prima.



Versão: Oasis.

O Oasis criou uma versão fiel e com reverência deste clássico. A guitarra de Noel Gallagher (especialmente no final da canção), e os vocais poderosos de Liam Gallagher dão uma "encorpada a mais" na canção.  O Oasis regravou muitas canções dos Beatles, mas esta, com certeza deixaria Lennon orgulhoso.




Original: Raul Seixas – Sociedade Alternativa.

Um tipo de "Hino Nacional do Rock brasileiro", uma das muitas canções atemporais do maluco beleza.



Versão: Bruce Springsteen.

Eu tento imaginar como me sentiria se estivesse nesse show... choraria, com certeza. Um gênio, interpretando outro. Bruce vem tocar no Brasil, e como homenagem, toca o hino do mestre Raul, de uma forma tão linda, tão cheia de pegada e tesão, como só ele é capaz de fazer. Brilhante, Bruce... brilhante.




Original: Depeche Mode – Waiting for the Night.

O Depeche Mode é uma das bandas mais legais dos anos 80, e esta canção, é uma de suas melhores criações.


Versão: Ghost.

O Ghost é uma das bandas mais legais dos anos 2000, e criou uma versão soturna, melódica e muito bonita da canção, ressaltando os vocais de Papa Emeritus II, e a guitarra pesadíssima que conduz a melodia. Nota 10!




Original: Curtis Mayfield – People Get Ready.

Uma obra de arte de um dos maiores músicos, e um dos maiores seres humanos que já pisou neste planeta.



Versão: Aretha Franklin.

Quase sempre me emociono ouvindo a Rainha da Canção cantar. Se Aretha faz gargarejo, eu paro e escuto, ponto final. A Maior Cantora de Todos os Tempos, simplesmente eleva esta lindíssima canção gospel a um patamar inclassificável. Uma espécie de “super versão”, que sem dúvida, faria Deus em pessoa, ir as lágrimas.




Original: Roy Orbison – Oh, Pretty Woman.

Clássica canção da década de 50, de um mestre das baladas. Roy Orbison, faz parte da Realeza do Rock N' Roll... "apenas" isso.


Versão: Van Halen.

Contexto: O Van Halen pega está clássica canção e acrescenta uma porção de esteroides e muitas doses de Jack Daniels, transformando algo que já é bom, em algo sensacional.



Bis:



Original: Tom Petty and The Heartberakers – I Wont Back Down.

Uma das melhores músicas do grande cantor e compositor Tom Petty.



Versão: Johnny Cash.

Cash não fazia versões, ele tomava posse das canções, simplesmente isso. Nunca a frase: “Você pode me arrastar até os portões do inferno, mas eu não volto atrás”, soou tão verdadeira.




Estas foram as minhas versões favoritas dos clássicos. Espero que gostem.



Abraço.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Trovando Sobre: VERSÕES HORRÍVEIS DE CLÁSSICOS DO ROCK.


Para este texto, me foi sugerido por um leitor (um dos únicos, para ser sincero) e grande amigo, que fosse feita uma lista com clássicos do Rock que foram esmigalhados por versões tão horríveis, que seriam capazes de fazer o Aécio Neves confessar todas propinas recebidas em sua carreira política, e o Levy Fidélix parar de falar idiotices por uma hora inteirinha, tamanho o horror que estas porcarias provocam em seus ouvintes.

São elas:


Original: Neil Young – Rockin’ in the Free World.



Rockão de primeira, com letra altamente politizada, com Neil chutando o traseiro dos “coxinhas” americanos.


Versão: Pearl Jam.

Não se se Eddie Vedder sofria de apendicite no momento que cantava, mas sei que o vocalista do Pearl Jam, tem um dom: o de estragar composições alheias.





Original: David Bowie – Heroes.


Balada clássica e lindíssima de Bowie, uma das mais belas canções de amor da história do Rock.


Versão: The Wallflowers.


Jakob Dylan (filho do "homem"), conseguiu fazer um clássico, virar uma canção insossa, sem pegada e com um vocal extremamente bunda mole. Esta versão é mais sem graça que a Grazi Massafera atuando.




Original: AC/DC – Highway To Hell.


Um dos maiores estandartes do Rock N’ Roll, um hino imortal que viverá para sempre nos corações de qualquer ser humano que tenha mais de cinco neurônios.


Versão: Marilyn Manson.


Um troço sem pé e nem cabeça, uma coisa que parece não ter começo e fim, que te dá náuseas e altamente deprimente. Igualzinho ao programa do Luciano Huck.




Original: Don McLean – American Pie.


Clássico dos anos 60, que fala da trágica morte dos heróis do Rock N’ Roll, Buddy Holly, Richie Valens e Big Bopper, em um desastre aéreo, que comoveu os EUA.


Versão: Madonna.


Como tudo que a “Susana Vieira gringa” faz, uma grandessíssima porcaria. Sem mais.





Original: Bob Dylan – Jokerman.

Uma das canções mais belas e poéticas do bardo. Letra enigmática, sob uma melodia marcante, que é cantada/recitada por Dylan com pedaços de sua alma saindo pela boca.



Versão: Caetano Veloso.


O horror, meu Deus... o horror!




Estas foram as piores versões de clássicos. Semana que vem, escreverei sobre as ótimas versões já criadas de grandes canções bom e velho Rock.

Até.


Abraço.




quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Trovando Sobre: FOO FIGHTERS.




Recentemente, foi anunciada uma turnê sul americana da banda americana Foo Fighters, e que esta turnê, passaria por Porto Alegre em janeiro de 2015. Fiquei felicíssimo com a notícia, já que a banda, é uma das últimas (e poucas) bandas de Rock da atualidade.

O Foo Fighters não pode ser considerado como uma banda “nova”, e nem tampouco clássica já que iniciaram suas atividades em 1995. O Foo Fighters é uma banda “jovem” (tem vinte anos de carreira), que faz um som que agrada ao rockeiro fã dos clássicos e ao mesmo tempo, ao cara que ouve Avenged Sevenfold (eca!). O Foo Fighters, assim como o autor que vos escreve, é jovem.

Em 1995, um ano após o suicídio de Kurt Cobain, o figuraça Dave Grohl gravou uma fita demo, com algumas de suas composições, coisas caseiras, sem muita pretensão, e resolveu enviar para as gravadoras. Houve interesses em lançar, e essas “demos”, viraram o primeiro e auto intitulado álbum da banda. Detalhe: Grohl toca todos os instrumentos, e gravou as músicas sozinho.


Dave Grohl revelou depois, que gravar as canções, foi uma espécie de “terapia”, para tentar compreender e superar a morte do amigo, e parceiro de banda.

Grohl é um caso à parte. Excelente músico, toca (bem) diversos instrumentos e é um dos caras mais “boa praça”, gentil e divertido do meio musical. Slash, Lemmy, Noel Gallagher, Paul McCartney, Ron Wood, entre outros, são alguns dos amigos íntimos famosos do cara.

Em 1997, já como uma banda de verdade (com membros oficiais), a banda lança o seu segundo e excelente álbum, o pesado e melódico, “The Colour and the Shape”, que foi o cartão de visitas da banda para mim, pois foi aí, que virei fã... após a audição deste disco.

Canções como “Monkey Wrench”, “Walking After You”, “February Stars”, e as clássicas “My Hero” e “Everlong”, tocaram muito no rádio, em uma época maravilhosa, quando o rádio ainda valia a pena ser ouvido.


O terceiro disco, “There Is Nothing Left to Lose”, de 1999, na minha modesta opinião, é o melhor álbum da banda até hoje. “Learn To Fly” (com um clipe hilário). Aliás, clipes hilários são uma especialidade da banda, já costumeiramente, fazem vídeo clipes bem humorados e divertidíssimos. Os cara são excelentes "comediantes de ocasião".

Stacked Actors”, “Next Year”, “Aurora” e “Ain’t It The Life”, são músicas absolutamente perfeitas, nada menos do que clássicos dos anos 90.


Na sequência veio, o álbum “One By One”, de 2002, um disco um tanto quanto irregular com destaque para a faixa título e para “Times Like These”, sucesso da banda, mas que não me agrada muito como canção...


In Your Honor”, foi o lançamento seguinte, em 2005, único disco duplo da banda, com um “lado pesado”, e outro mais “leve” e acústico, contando inclusive, com a participação de Norah Jones na bela canção “Virginia Moon”. “D.O.A”, “Free Me”, “Best of You”, e “Cold Day in The Sun”, são os destaques, sendo que esta última música é cantada pelo excelente baterista Taylor Hawkins.



Em 2006, lançaram um excelente disco “eletro/acústico”, chamado “Skin and Bones”, em que arranjos das músicas foram modificados e embelezados, de forma a destacar as melodias e letras do líder e principal compositor, Dave Grohl. O disco é muito bonito e intimista.



Em 2007 e 2011 vieram, os discos “Echoes, Patience, Silence and Grace” (fraco) e “Wasting Light” (muito bom).



Em 2014, o álbum "Sonic Highways", será lançado, e os comentários de quem já ouviu algumas faixas, é de que o disco é pesado e rápido, Rock básico e cru.

Mas o grande lance do Foo Fighters, sempre foram os shows ao vivo... a banda ao vivo, dá 110% de si em cada show apresentado, pois além de uma energia incrível depositada em cada apresentação, os caras fazem palhaçadas, conversam com a plateia, tiram sarro uns dos outros... basicamente, eles se divertem e divertem o público.

Assim como Bruce Springsteen e a sua antológia E Street Band, os membros do Foo Fighters (Nate Mendel no baixo, Chris Schiflett e Pat Smear nas guitarras, Taylor Hawkins na bateria e Grohl na guitarra e vocais), são amigos, dividem camarim, e convivem dentro e fora dos palcos. O Foo Fighters não é uma empresa, o Foo Fighters é uma confraria.

O Foo Fighters é de verdade.

Estou ansioso pelo show, e tenho certeza que entrará para a história como um dos melhores shows internacionais realizados aqui, no nosso “pago”.





Que chegue janeiro!





Abraço.