terça-feira, 17 de junho de 2014

Trovando Sobre: OS MELHORES DISCOS AO VIVO DO ROCK.


Eu adoro discos ao vivo. Adoro ouvir as músicas sendo executadas onde devem ser, na frente das pessoas. Acredito que se o artista é bom em disco, mas fraco ao vivo, ele é uma espécie de “meio artista”.

Todos os grandes astros da música davam um tremendo show ao vivo, sem exceções.

Alguns preferem a “perfeição” dos discos de estúdio, e nos dias de hoje, até mesmo os álbuns ao vivo, passam por uma espécie de “photoshop” na mão de produtores musicais, já que alguns destes produtores recorrem ao famigerado “overdub” (um processo onde a gravação ao vivo é “consertada” em estúdio pelos músicos, que regravam partes inteiras das canções e as inserem, em um processo digital).

Sinceramente, eu gosto da coisa “crua”, pois como Sam Phillips (o descobridor de Elvis) dizia: “nada é mais perfeito do que a perfeita imperfeição”. Sentimento acima da técnica, entendeu?

Esses são os meus escolhidos:



The Rolling Stones – Some Girls Live in Texas ’78, 1978.


Promovendo o recém lançado (e fantástico) disco “Some Girls”, o Stones aportam no estado mais “careta” dos Estados Unidos, e fazem um pandemônio dos infernos.

Os Stones estavam no auge da criatividade, do hedonismo, dos excessos, enfim, no auge da carreira, e esse show é “pegado” do início ao fim.

Mick Jagger e Keith Richards inspiradíssimos, e o novato Ronnie Wood tocando como se sua vida dependesse daquilo.

“Beast of Burden”, “Honky Tonky Women”, “Happy”, “Miss You”, “Sweet Little Sixteen” e Let It Rock (ambas de Chuck Berry) nunca soaram tão vivas.

Esse disco capta o que os Stones tem de melhor, sua presença de palco.

Perigosos, lascivos e imprevisíveis, assim eram os Stones na década de 70. Se tu ouvir o disco, vai perceber tudo isso de forma bem clara.






Kiss – Alive!, 1975.


Após três discos excelentes, mas recebidos de maneira fria pela crítica, o Kiss resolve mostrar ao mundo a sua força motriz, os shows cinematográficos que executavam.

Considerados como músicos limitados em disco, porém, capazes de entreter qualquer plateia, a banda convence a gravadora a bancar o álbum (a contragosto, pois era apenas o quarto disco do grupo, e a gravadora tinha muitos receios).

Lembra dos “overdubs” que mencionei? Diz a lenda que “Alive!”, tem vários deles. Mas sinceramente, isso não importa, pois o espírito da banda está perfeitamente registrado na gravação.

Os solos de Ace Frehley soltam faíscas de tão “rasgados”, Paul Stanley mostra porque é um dos maiores performers de todos os tempos, Gene Simmons faz sua voz soar mais pesada do que nunca, e até Peter Criss, soa “heavy” no disco.

“Alive!”, demonstra porque o Kiss foi a maior banda americana da década de 70. O Kiss era o maior espetáculo do Rock, e é um dos maiores até hoje.






AC/DC – If You Want Blood... You’ve Got It, 1979.


O AC/DC talvez seja a banda mais honesta e mais Rock N’ Roll da história do Rock. Nunca gravaram baladas, eram beberrões e mulherengos e viviam o estilo de vida Rock N’ Roll por completo. Esse álbum registra o que era um show dessa formidável banda de bar, sim o AC/DC assim como os Stones, é uma banda de bar que ficou muito, mas muito famosa.

Digamos que desde que o AC/DC surgiu, todo fã de Rock sonha em ver um show desses caras... QUALQUER fã... pode perguntar.

Escolhi esse álbum pois é um dos poucos registros ao vivo de um dos maiores cantores de Rock N’ Roll que pisaram neste planeta, chamado Bon Scott. A voz de Bon exala cerveja e whisky. Adoro Brian Jonhnson (o substituto de Bon), mas não existe comparação entre os dois.

É impossível ouvir “The Jack”, “Let There Be Rock”, “High Voltage”, “Problem Child” e “Riff Raff” e não abrir uma cerveja gelada.





Crosby, Stills, Nash and Young – 4 Way Street, 1970.


Imagine um time de futebol com Messi, Pelé, Maradona e Garrincha. Musicalmente, o CSNY é isso.

Quatro dos melhores cantores de todos os tempos, se unem e gravam dois discos absolutamente essenciais na discografia de qualquer pessoa que tenha ouvidos e um mínimo de bom gosto, saem em turnê, e registram os melhores momentos dessa turnê em disco. Por anos, sonhei em poder ouvir esse disco, me negando em ouvir no Youtube (certas coisas precisam ser feitas da maneira correta, ou é melhor não fazê-las), até que um dia, um grande (e feroz) amigo me presenteou com o disco.

Eu imaginava que a audição do disco seria maravilhosa, mas eu não tinha ideia do quanto! O disco é simplesmente perfeito, em todos os seus detalhes.

Os pequenos erros (nota-se que não houveram correções por overdubs), as vozes em sintonia dos quatro cantores, a beleza daquelas composições... eu poderia listar 1.400 qualidades do disco.

O primeiro cd, inteiramente acústico e o segundo elétrico, se complementam de uma maneira tão harmoniosa, que tenho certeza que se fossem lançados separadamente, perderiam a metade de seu encanto.

Com certeza, “4 Way Street” é uma das grandes obras de arte do século XX.




Muddy Waters – At Newport, 1960.


Só duas razões, ok?

Esse disco influenciou Eric Clapton e Jimmy Page a aprenderem a tocar guitarra.

Muddy esfregou toda a sensualidade e a urgência do blues na cara dos brancos quadrados e sem suingue.

Ponto final.




Ao vivo, o artista se despe na frente da audiência, e mostra as canções como elas foram imaginadas. Discos ao vivo realçam a essência do artista, e o apresentam desprovido de vaidade à platéia. Discos ao vivo são bravos.

Discos ao vivo são corajosos.

E este texto é dedicado ao homem mais corajoso que eu conheço, Rodrigo Ariel de Castro, o meu amigo Nica.




Abraço.


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Trovando Sobre: BLOGS LEGAIS



Sempre quando leio algo na internet, e acho interessante e de conteúdo relevante, gosto de indicar aos amigos, por isso, resolvi indicar aqui no blog, alguns blogs de outros, que gosto e acho que são muito válidos, ainda mais em tempos como os nossos, onde adolescentes acham que homossexualidade e o tráfico de drogas são coisas “semelhantes”... uma espécie de “moda”, ou homens adultos creem que quando um inocente fica preso por vários dias, isso é extremamente positivo, pois esse indivíduo provou uma espécie de “gostinho ruim  de cadeia” e “nunca vai querer se tornar bandido”.

Barbaridades dessas ditas em uma sala de aula...

Minhas indicações são:


















Esse foi indicação de um grande amigo de língua presa, chamado Rodrigo, o famoso Nica. 

Quase todos os dias, o Rodrigo me manda alguma matéria desse blog, onde os ótimos autores discutem música, cinema, arte, atualidades, História, política, entre outros assuntos, de maneira lúcida, clara e acessível.

Imagine no mesmo blog, tu poder ler sobre Velvet Underground ou sobre o grande preconceito sofrido por anos, pelo grande goleiro Batista da Copa do Mundo de 1958, entre outros assuntos sempre interessantes...

Recomendadíssimo.








Como Eu Me Sinto Quando...: http://comoeumesintoquando.tumblr.com/

















Esse eu choro de rir toda vez que olho. A Graci foi a primeira pessoa que me mostrou esse site de gifts animados (trechos animados de desenhos, filmes, figuras, etc) onde o genial autor sempre propõe temas com a pergunta título do blog. O autor faz comédia com o simples e o inusitado, sempre criando situações em que qualquer pessoa se identifica com alguma “cena” que ele mostra ali.

Humor inteligente e contestador sempre foi feito dessa maneira, com minimalismo.

O autor não deixa de fazer críticas sociais (discretas) no meio das brincadeiras.

Duvido alguma pessoa acessar e não achar engraçado, duvido mesmo.






























André Forastieri é um baita escritor. Escreve sobre qualquer tema, desde políticas sociais até filmes de super heróis. “Forasta” só peca por usar expressões muito coloquiais as vezes, expressões como "pândego", "bazófia" e "ojeriza", por exemplo), mas seus textos são na maioria das vezes muito bons e com uma visão ácida e crítica “que não tiram ninguém para compadre”, digamos assim.

Forasta elogia quando admira, ou até mesmo quando não gosta, mas respeita a arte ou o trabalho da pessoa, e quando não gosta ou desconsidera o trabalho analisado, desce a lenha sem piedade.

George Orwell uma vez disse que “jornalismo é publicar o que não querem que você publique, todo o resto é propaganda”. Forasta segue à risca o ensinamento do autor dos clássicos “1984” e “A Revolução dos Bichos”.






Jornalismo Wando: https://br.noticias.yahoo.com/blogs/jornalismo-wando/
























Esse é absurdamente genial. Não sei quem é o autor dessa maravilha, mas é uma das pessoas mais inteligentes que já tive o privilégio de conhecer o trabalho. “Jornalismo Wando” é um blog dentro do site de notícias Yahoo, que também recomendo, mas recomendo com certa restrição, é preciso ignorar muita besteira no Yahoo, como notícias de novelas, fofocas de famosos e o espaço do Régis Tadeu, citando alguns (maus) exemplos.

Aqui, o autor analisa assuntos que aconteceram na semana, e de maneira brilhante, destrói pré – conceitos e preconceitos gerais, além de tirar sarro de políticos, celebridades e até mesmo autoridades nacionais.

O autor não poupa ninguém... Se alguém achar o Forasta cruel, aqui a coisa é muito, mais muito pesada.

A melhor parte é a “seção choruminho”, onde o autor responde a algum acéfalo que o critica... 

Eu morro de rir lendo os textos.





















Um de meus heróis.

Não lembro como eu descobri esse cara. Devo ter digitado sobre algum filme ou banda na internet e “caí” no blog dele (na época, André escrevia para o jornal Folha de São Paulo).

Desde que “caí” no blog dele, nunca mais saí. E nem quero.

Vou exemplificar assim: Se eu estiver extremamente apertado e tiver que ir ao banheiro, ou se eu estive com muita fome e estar doido pelo café da manhã, ou se eu só tiver tempo de ler o texto diário e matinal do André, a resposta é fácil.

Vou ler o texto.

André é o melhor crítico de cinema brasileiro. Simples assim. Se André indica um filme, eu assisto.

Eu baixo, alugo, compro, peço emprestado, mas dou um jeito de assistir.

A mesma coisa acontece com livros, André indica, eu vou atrás.

No quesito musical, concordamos em algumas coisas, em outras nem tanto, mas se concordássemos em tudo, não teria a mesma graça, certo?

André é um feroz crítico e analista social, sua visão de humanidade, país e mundo, é de uma  lucidez impressionante e o senso de coerência do autor é sagaz e cirúrgico.

Eu leio André Barcinski há uns dois anos diariamente, com exceção dos domingos, pois André não escreve aos domingos, senão eu com certeza, o leria.

Os textos de André Barcinski, deveriam ser incluídos como leitura obrigatória em escolas, pelo menos na escola que estou estudando atualmente, seria de grande utilidade, pois talvez assim, a leitura impedisse seres humanos de se comportarem como moscas varejeiras, comendo, falando e arrotando merda.

Opinião para ser dada tem que ser pedida, ou então, ao menos que seja embasada para ser dita.

Fora isso, é “achismo”... ou preconceito.






Abraço.






segunda-feira, 9 de junho de 2014

Trovando Sobre: DESMITIFICANDO “MITOS”.


Marlon Brando dizia que criamos nossos monstros e nossos heróis, de uma maneira fictícia em nossas mentes, nos recusando a ver os defeitos de nossos heróis, ou modelos de heróis. Para este texto, resolvi desmitificar algumas “vacas sagradas” do chamado “senso comum”... resolvi colocar "o dedo na ferida", mesmo.

Pretendo aqui, expor minha opinião sincera sobre artistas que considero superestimados, e que pouco ou nada acrescentam em termos culturais às grandes massas, que os idolatram.

Destaco: MINHA OPINIÃO, não sou o dono da verdade, e sintam-se a vontade para discordar, ou me processar.

São eles:

Paulo Coelho.

















Tentei ler “O Alquimista” há uns anos atrás, li quase 100 páginas, mas tive de parar antes de meu cérebro escorrer pelas orelhas. O texto era tão ruim, tão previsível e tão mal escrito que me fazia mal ler aquilo antes de dormir... eu estava a ponto de ter pesadelos com aquilo.

Um história mais batida e requentada do que feijão de restaurante de beira de estrada, uma linguagem “classuda” para esconder um texto ridículo e infantil me fizeram desistir de buscar outras obras do autor, já que “O Alquimista”, é considerada a sua “obra prima”.

Minhas convicções foram embasadas anos depois, quando Madonna leu e declarou ter adorado o livro.

Senti um tremendo alívio, pois seria muito preocupante, Madonna e eu termos gostos semelhantes em qualquer coisa.



Tom Hanks.
























Tom Hanks é uma espécie de “Tony Ramos americano”. O ego do ator deve ser gigantesco, já quem sempre interpreta homens de “caráter, de moral e condutas retas e com um forte senso de justiça e bondade”.

Ou seja, um chato de galochas.

Tom Hanks não arrota, não peida, não faz xixi, não faz cocô e não trepa em seus filmes. Palavrões, nem a pau!

Igualzinho a nós, restante da humanidade, certo?

Com exceção de “Estrada para a Perdição” (onde leva um banho do veterano Paul Newman) e “Forrest Gump”, (que a dona Graci Scaravonatti me perdoe, mas “O Resgate do Soldado Ryan”, é uma chatice imensa) a carreira de Tom Hanks se resume a fazer cara de coitado (início do filme), cara de “vamos lutar e vencer isso” (meio do filme) e cara de satisfação, de triunfo (fim do filme).



Rush.

















Excelentes músicos. Três caras super educados e bem humorados. Uma banda de anos de carreira com discos considerados “clássicos” da música pop.

Então, por que diabos eu não consigo gostar do Rush?

Pelo mesmo motivo que eu não gosto do Coldplay, do Muse, do Arcade Fire, do Pearl Jam e do Yes.

O som do Rush é um som “nerd”... e muito bunda mole.

Eu vejo o Rush como a banda perfeita para o cara desengonçado que não pegava ninguém e que era gozado direto na escola (o famoso bullying) que era o "quietão", e que o ideal de felicidade no final de semana era jogar RPG com os amigos e trocar e colar figurinhas no álbum da copa... 

O vocal do excelente baixista Geddy Lee pra mim, soa como se uma galinha d’angola com o pescoço torcido tentasse cantar alguma música do Cinderella... eu sinto uma vontade tremenda de arrancar as pontas dos meus dedos quando sou obrigado a ouvir Rush.

Como disse antes, reconheço a grandeza da banda, mas eu sempre preferi sentimentos no Rock, e o Rush definitivamente, é muito “cabeça”, e pouco “coração”, quando se trata de canções.


Steven Spielberg.

























Vamos falar verdade, ok? 

Spielberg fez DOIS  filmes que prestam. “A Lista de Schindler” e “Tubarão”... e só.

“E.T.”? Um dramalhão bobo e infantil, extremamente datado e exagerado.

“Indiana Jones”? Uma mistura de vários heróis da literatura e dos quadrinhos, condensados na figura do canastrão Harrison Ford. Uma série de filmes que assim como E.T., envelheceram mal, pois são extremamente datados.

“Jurassic Park”? Ah, por favor... Parque de diversões com dinossauros clonados... Ah, vá, sério?

"A Cor Púrpura"? Ok, negros maltratando negros na época da escravatura americana... naquela época, bons eram os brancos, né Spielberg?

“Cavalo de Guerra”? Uma das coisas mais ridículas de todos os tempos. É como um filme do Tom Hanks, porém, dessa vez um cavalo “faz” as constrangedoras caretas de Hanks. É quase uma comédia de tantos clichês...

“A.I.”? O diretor pegou uma ideia de filme futurista (extremamente sombria) do grande Stanley Kubrick e transformou em um espécie de “conto de fadas pós moderno”.  Quando perguntado sobre o porque das mudanças no roteiro, a resposta do diretor foi: “Porque eu quis que meus filhos pequenos pudessem assistir”.

Acho que esta frase foi uma das coisas mais nojentas e egocêntricas que já li na vida.




Roberto Carlos.

























Ah, esse aí, é até covardia.

Algumas pessoas (geralmente senis, ou com sérios problemas emocionais) consideram esse senhor uma espécie de “divindade”, de “ser imaculado”, uma quase “unanimidade nacional”.

Minha avó é adepta de uma possível canonização de Roberto Carlos quando ele morrer.

Eu detesto Roberto Carlos com todas as minhas forças. Eu tenho asco desse senhor.

Falando da carreira do cantor: desde 1979, Roberto Carlos não lança NADA QUE PRESTE. Seus discos, são presentes perfeitos para a vovó, para a titia, para a mamãe, ou para causar crises de vômitos em pessoas pouco tolerantes a coisas “açucaradas” demais.

Os arranjos das músicas parecem ser de plástico, de um romantismo brega, ridículo e beirando o retardamento mental.

As letras são a “nata” do horror... Talvez, sei lá, eu não compreenda a poesia nas letras feitas para gordinhas, empregadas domésticas, caminhoneiros, ex esposas mortas, santos e afins. Nada contra essas classes, pois são dignas, mas se eu fosse uma mulher “cheinha”, uma doméstica, ou um caminhoneiro eu me sentiria ofendido com as letras do “Rei”.

“Rei” do quê? Só se for da breguice e da canalhice.

Sim, pois além de ser um péssimo compositor (segundo relatos, não gosta de ler, adora novelas e BBB, o que explica muita coisa), a voz do cara é horrível, sem a menor capacidade de emitir uma melodia harmoniosa, Tim Maia sempre contou que RC pisou em muitas pessoas para alavancar sua carreira. Tim constantemente tirava sarro das “composições” do “artista”.

O jornalista Paulo César Araújo escreveu há alguns anos a biografia “Roberto Carlos em Detalhes”, que foi censurada e recolhida das livrarias do Brasil, a pedido do “Reizinho” e de sua tropa de advogados, sendo que a biografia era só elogios e um documento muito relevante sobre a obra do cantor. Paulo César levou 15 anos para escrevê-la! Inúmeras tentativas de entrevistas foram negadas pela assessoria do “artista”.

Paulo César escreveu outro livro onde, conta em detalhes, como foi o processo de banimento de seu livro. Pelo que eu li, asqueroso, é o mínimo que se pode dizer do comportamento do “Reizinho” e sua “corte”.

Bom, mas não dá para esperar muito de um cara que sempre apoiou censura e repressão, já que foi (e ainda é) simpático à ditadura que assombrou o Brasil durante tantos anos.

Roberto Carlos representa tudo o que eu detesto em um ser humano... arrogância e prepotência, disfarçados de “santidade” e “bom mocismo”.


Espero que gostem da lista.


Abraço.



terça-feira, 3 de junho de 2014

Trovando Sobre: DISCOS PARA MEU BEBÊ



Olha só... Só tive hoje (há cerca de uns 30 minutos) a confirmação de que a tua mãe estava te esperando. Eu já tinha pensado em escrever alguma coisa pra ti, mas eu precisava ouvir a palavra do médico, apesar de a tua mãe e eu termos 100% de certeza de que tu ia nascer, e vir pra esse mundo pra melhorar a nossa vida, e como teu tio Nica disse ontem (de língua presa) pra melhorar o próprio mundo também.

Não sei se tu é um menino ou uma menina, só sei que já te amo. Intensamente e de forma gigantesca.

Como ainda não sei se tu vai ser um gurizinho ou uma guriazinha, vou te chamar de bebê, ok?

Depois, se tu ficar com muita vergonha, e quiser que eu mude, eu mudo, tá certo?

Tua mãe então, nem se fala... Parece uma pateta, e comigo junto, somos “os dois patetas”.

Resolvi fazer esse texto pra ti, para te recomendar discos de artistas que eu, como teu pai, acho que serão de grande validade na tua formação, tanto de caráter quanto na tua formação cultural.

Um dia, vamos ouvir esses discos juntos, contigo no meu colo e eu tentando te explicar o que eles representam e sua importância.

Quem sabe, quando tu ter mais idade, possamos ouvir e debater sobre esses discos. Quem sabe tu possa me ensinar algo a mais sobre eles, porque antes de nascer, tu já está me ensinando tanto, meu bebê... Só Deus sabe o quanto.

Bom, os discos que escolhi pra ti são esses:




Destroyer, Kiss.



Acho que qualquer criança ou adolescente fica de queixo caído só de ver essa capa. Quando eu era adolescente, esse disco foi o meu primeiro contato com o Kiss, banda que eu sou devoto até hoje, e acho (sinto) que seremos ambos fãs dos caras. Acho que tu vai curtir em especial, as músicas “Beth” , “Detroit Rock City” e “Great Expectations”. Escolhi esse álbum pra ti por todas as recordações que ele me traz, e porque acho que tu vai pirar com essa capa!

Vamos criar novas boas recordações juntos.






What’s Going On, Marvin Gaye.



Como tu vai saber, teu coroa aqui é alucinado por Soul. Então nada mais justo, que o teu pai te apresente o disco mais importante do gênero. Esse disco foi inovador na época, porque além de falar do amor como tema das letras, o artista incorporou nas letras, temas como ecologia, preservação do meio ambiente, uso de energia nuclear, guerras, o problema do crescente número de usuários de drogas, respeito as minorias, enfim, quase que um manifesto social, escrito pelo inigualável Marvin Gaye. Tu vai notar a voz de veludo do cara, que foi um dos maiores cantores e compositores da História da Música Pop.


Paranoid, Black Sabbath.



Como acontece com o Kiss, 99,9% da gurizada que ouve Sabbath, se apaixona pelo Sabbath. Comigo a paixão começou nesse álbum, o segundo da banda, que um amigo do teu coroa apresentou pra ele, um grande amigo que não está mais aqui, mas que tu iria adorar conhecer. Acho que existe alguma coisa na voz do Ozzy e nos riffs do Iommi que hipnotizam qualquer ser humano na adolescência ou até mesmo na infância...

Sem contar que os discos do Black Sabbath deviam ser receitados por médicos, como uma espécie de “remédios contra a mediocridade”.

Tenho certeza que vamos ouvir muito esse e outros discos do Sabbath juntos...




Help, The Beatles.



De toda a discografia dos Beatles, aposto 10 balas 7 Belo que esse vai ser teu preferido. Sei lá, acho que as melodias singelas de canções como “I Need You” (uma das favoritas da tua mãe), ou as agitadas de canções como “Help”, vão te encantar, como me encantaram. Acho que tu vai achar a capa bonita e diferente, com os Beatles fazendo sinais diferentes com os braços.

Estou chutando aqui, certo? Tu sendo fã de Beatles, já vai me deixar satisfeito... Confesso.

Já te convido pra ouvirmos juntos toda a discografia da banda na sequência umas 893 vezes... Topa?




30 #1 Hits, Elvis Presley.


Obviamente, que vamos ter de ouvir o Rei. Pensei em começarmos com essa coletânea dos maiores sucessos de Elvis que atingiram o primeiro lugar nas paradas de sucesso americanas. Vai ser muito legal te falar curiosidades sobre as canções, e te contar histórias do Elvis. Acho que tu vai gostar muito dele, especialmente, se de alguma forma eu te passei a minha admiração por ele de forma genética! 

Imagino nós dois no sofá, ouvindo esse disco, em um sábado de manhã... tua mãe provavelmente vai estar dormindo, mas nós vamos estar prestando nossos tributos ao Rei Do Rock N’ Roll, meu bebê!




Eu quis fazer essa lista pra ti, como uma espécie de “boas vindas”, pois saiba que tu foi muito planejado e está sendo muito esperado.

Tua mãe e eu estamos em um estado completo de felicidade, por tua causa. Por causa da tua chegada.

Se tu não gostar de nada disso, saiba que o meu amor por ti, não vai diminuir um décimo de milímetro. 

Desde que tu não goste de funk carioca, sertanejo, pagode, pop e rap, sinta-se livre pra gostar de qualquer estilo musical... Brincadeirinha.

Um beijo, meu bebê... Eu te amo.



Do teu pai, Sandro.