segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Trovando sobre: O MELHOR DOCUMENTÁRIO QUE JÁ ASSISTI...



Sou um grande fã dos textos do colunista André Barcinski. Não concordamos sempre, um exemplo disso é quando ele cita suas bandas favoritas como as melhores “bandas de todos os tempos” (acho que só temos em comum, na área musical, o amor pela obra de Neil Young).

Mas quando o André pára para escrever sobre cinema, aí é uma aula... Acho que o André é um dos melhores críticos de cinema do Brasil, se não for o melhor.

Quinta-feira passada, eu estava lendo um texto dele sobre  “um documentário que estragaria a noite de qualquer pessoa”. Fiquei muito curioso, sobre o documentário, chamado “Dear Zachary – A Letter To a Son About His Father”, ou em português: “Querido Zachary – Uma Carta para um Filho sobre Seu Pai”.

Eu tinha outros planos para quinta-feira à noite. Outros filmes para ver, enfim, outros planos.
Mas eu realmente fiquei instigado a ver o filme (muito obrigado, André Barcinski).

O documentário conta a trajetória de Andrew Bagby, médico que foi assassinado pela ex namorada que estava grávida dele e que fugiu para o Canadá. Através de entrevistas, o diretor tenta mostrar ao filho de Andrew (o Zachary do título), quem era o pai dele.
O que eu assisti (no Youtube, completamente legendado), é uma obra de Arte sobre o “muito e muita”.

Eu explico.


Muito amor de um amigo (e amigos):


 O diretor Kurt Kuenne fez o documentário, na expectativa de mostrar ao filho de seu grande amigo, Andrew Bagby, o quanto o pai do menino era especial, o quanto ele era amado e querido, o quanto ele iria fazer falta neste planeta.

Andrew Bagby e Kurt eram amigos de infância, se conheceram ainda meninos e cresceram juntos fazendo filmes, brincando e sonhando. A cena onde o diretor mostra um vídeo amador dos dois, ainda guris, “brincando de fazer cinema” e Andrew diz ao amigo: “Vamos criar uma máquina do tempo, e se um dia, se você morrer, eu vou voltar do futuro e impedir que isso aconteça”, acabou comigo...  É muito difícil assistir ao filme sem literalmente, derramar algumas lágrimas.





Kurt Kuenne entrevista os pais, colegas, amigos, parentes e pessoas próximas de Andrew, onde sem filtros, as pessoas falam sobre o cara. É tocante ver como ele era amado por todos, como ele sempre era chamado para ser padrinho de casamento dos amigos, e como ele tinha um carisma incrível (Andrew era o tipo de cara que se tu trocasse duas palavras com ele, tu já percebia o quanto legal ele era).

A entrevista da ex namorada, que era o seu grande amor, foi algo muito triste de se assistir também. Dá para notar que ela se sentia culpada pelo que aconteceu, por eles terem rompido e ele ter se envolvido com a psicopata que lhe tiraria a vida.  


Muito ódio e maldade:


 Não sei onde eu li que o “maior feito do Demônio é fazer com que as pessoas pensem que ele não existe”.

Eu concordo plenamente com isto.

Como podemos crer na possibilidade da existência de Deus, sem que o seu “inimigo” exista?

A existência de Shirley Turner só pode ser explicada como obra demoníaca. Só assim.

Mãe de três filhos de pais diferentes, e totalmente relapsa e indiferente com os filhos, Shirley era médica e colega de Andrew.

Essa psicopata e maníaca depressiva atirou cinco vezes em Andrew, após ele romper o namoro com ela, e após o crime, fugiu para a sua terra natal, o Canadá e lá foi de forma surreal, amparada por juízes e médicos, que a consideravam “doente e inofensiva”. Um psiquiatra designado para avaliá-la, chegou a declarar que “ela não representava perigo à sociedade, pois ela não odiava as demais pessoas, apenas aquela pessoa que ela matou”. 

Estou falando sério, o psiquiatra escreveu isto em uma recomendação de fiança para uma assassina!

Sem dinheiro para pagar um advogado, ela escreveu para um juiz, que inacreditavelmente, não só respondeu, como a instruiu de que formas, ela poderia e deveria apelar pela sua soltura!

Mas o que mais me revoltou, foi a audiência de liberdade provisória, onde uma juíza canadense,  tratava a CRIMINOSA como “Dra. Turner”, e de forma revoltante, não ouviu os pais de Andrew, e ainda os ignorou, para momentos depois, libertar a assassina.

No fim do documentário, quando o diretor tenta entrevistar os responsáveis pela liberdade da criminosa, e só recebe desculpas furadas para que não sejam concedidas entrevistas, o nível de indignação com a "justiça" canadense chega ao ponto máximo... E cheguei a pensar que só em países ditos de "terceiro mundo", como o Brasil injustiças dessa natureza aconteciam.

Shirley Turner era demoníaca. Assista ao documentário e veja. Ouça a voz dela. Veja o rosto dela. Eu afirmo isto sem dúvidas... Aquela criatura era a maldade encarnada.


Muita coragem e muita bondade:


Após o assassinato do filho, os pais de Andrew, David e Kate tem que conviver com a assassina, pois mesmo depois de todo o sofrimento que a criminosa traz a família Bagby, os avós querem e precisam conviver com o neto recém nascido. Apesar de toda a dor, raiva, ódio e desprezo que sentem pela assassina, eles precisam se submeter a exigências ridículas que ela impõe para que ela se “sinta segura em deixar o seu bebê com o avô e a avó”. Eu juro por Deus, que raras vezes, senti tanto ódio de uma pessoa, sem nem ao menos conhecê-la.

Os Bagby’s se sujeitam a tudo isto, enquanto lutam para colocar a assassina na cadeia e conseguir a guarda do neto.

Até que o que ninguém esperava acontece.

Após ser recusada por outro amante, Shirley mata Zachary e se suicida. Eu suspeitava que isso poderia acontecer, mas foi um choque. É o tipo de coisa que tu não acredita... Que tu tem que voltar e rever para acreditar.

Nesse ponto, o diretor diz que se perguntou se ali não seria o fim. Se ali não seria a hora de encerrar o projeto, pois sem Zachary, qual seria o propósito de seguir adiante?

Então, ele direciona o documentário para os pais de Andrew, com o propósito de mostrar a luta de David e Kate para que pessoas que sejam suspeitas de cometerem assassinatos não tenham direito à fiança e a liberdade provisória.  Ele também presta um lindo e tocante tributo ao amor e a bondade que são a base do caráter do casal.

O casal Bagby combate a imoralidade, a sujeira, a indecência, o desrespeito, e a maldade com sentimentos opostos a estes.

Os Bagby’s não são seres humanos.  Não podem ser. Seres humanos não são assim. Seres humanos não sentem e não agem como eles agiram. Este casal é sobre humano. Sua força, amor e decência não são deste planeta.

Em outro momento, o diretor mostra o funeral de Zachary e um dos amigos de Andrew diz a Kate e David: “Vocês podem achar que perderam um filho e um neto, mas estão errados. Todos aqui, amam vocês dois, todos aqui, de certa forma, foram criados por vocês dois. Então todos aqui, são filhos e netos de vocês dois. Vocês tem muitos filhos e netos, por isso, eu digo que precisamos de vocês, e que amamos profundamente vocês dois”. Foi uma das coisas mais bonitas que eu já vi e ouvi na minha vida.




Eu não consegui dormir direito após assistir ao filme. O sono custou horas para chegar. Eu não conseguia parar de pensar nos Bagby’s e no sofrimento que sentiram e que provavelmente, sentirão até o fim de seus dias.

Mas aí, pensei na força descomunal do casal para seguir adiante,  para viver e lutar pelos direitos de OUTRAS PESSOAS, pessoas que eles não conhecem, mas que de certa forma, são amadas e serão protegidas pelos atos  e pela luta deles.

Aí, o sono veio.

O propósito da Arte é mexer com a cabeça das pessoas. Tu pode não gostar, tu pode adorar, o que não pode de maneira alguma acontecer, é ficar indiferente ao que te é apresentado.

É impossível ficar indiferente a história de Andrew, Zachary, Kate e David Bagby.







Abraço.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Trovando sobre: OS ARTISTAS MAIS IMPORTANTES DO ROCK N’ ROLL – Parte II

Nesta segunda parte, vou listar os outros sete artistas que foram vitais para a construção daquilo que viria a ser o Rock, sem o “Roll”. Apenas para relembrar aos amigos, considero como o fim do Rock N’ Roll, o surgimento dos Beatles, pois quando surgiram, os Beatles somaram influências de outros tipos de música, além do Blues e do Country, ao Rock N’ Roll.

O Rock N’ Roll existiu de 1954 a 1962.  Durante este período, artistas maravilhosos reinaram, mas alguns deles, são constantemente esquecidos, ou relegados em listas, como a que a revista Rolling Stone fez e que inspirou este texto. Pretendo aqui, prestar uma homenagem e fazer justiça aos heróis do passado.

Segue o baile:



Bo Diddley


Com sua "guitarra quadrada”, foi o artista que trouxe a batida dos tambores africanos ao Rock N’ Roll. Bo fazia uma espécie de “percussão”, tocando essa guitarra criada por ele, e que tinha um som grave, hipnótico, justamente como se a guitarra fosse uma espécie de "tambor de percussão". Sua voz também era forte, encorpada e possuía um grande alcance.  Suas canções eram sempre autobiográficas e por vezes, recheadas de frases de efeito contra o “homem branco opressor”.

Influenciados básicos: Rolling Stones, Led Zeppelin, The Who, Deep Purple, Iggy Pop, entre outros.





Buddy Holly


Os três primeiros álbuns dos Beatles, são praticamente 100% inspirados por Buddy Holly. As melodias suaves e ternas, os backing vocals atuando com um destaque bem realçado, as letras falando de amor, e os vocais de John Lennon Paul Mccartney copiando descaradamente a entonação deste genial cantor, compositor e guitarrista texano. Paul Mccartney idolatra tanto Buddy Holly, chegando ao ponto de adquirir todos os direitos autorais de suas músicas e organizar um festival anual em Lubbock, no Texas (terra de Holly), em homenagem ao artista. Buddy Holly tinha um talento descomunal para compor clássicos, que até hoje são pilares do Rock. Morreu precocemente aos 22 anos, em um acidente de avião, que matou também o cantor Big Bopper e o cantor e guitarrista Ritchie Valens (autor de La Bamba), que junto de Holly, faziam turnê pelo interior dos Estados Unidos. O dia do acidente que matou os três astros, ficou conhecido como "o dia em que a música morreu". 

Influenciados básicos: Beatles, Rolling  Stones,  David Bowie, Lou Reed, The Kinks, Creedence Clearwater Revival, Neil Young, entre outros.





Johnny Cash


O “Homem de Preto”.  Junto com Jerry Lee Lewis, pode ser considerado um dos primeiros punks da História. Johnny Cash  começou como artista de gospel e country, mas acabou indo para o lado do Rock N’ Roll, quando compôs a clássica “Folson Prison Blues”, em 1955, o seu primeiro grande sucesso. Cash vivia entre o sacro e o profano, e certa vez, disse que dentro dele, “Deus e o diabo travavam uma guerra”. Com sua voz de trovão, seu olhar de gelar a alma, e suas roupas pretas, era capaz de dominar uma platéia tanto de adolescentes histéricas, quanto de presos (seu disco “At Folson”, gravado na cadeia homônima é a prova disso).  Nos anos 2000, o mega produtor Rick Rubin, tirou Cash do ostracismo e gravaram cerca de sete álbuns, os chamados “American Recordings”. Estes trabalhos são obras primas da cultura americana, verdadeiras “bíblias musicais”.

Influenciados básicos: Bob Dylan, U2, Bruce Springsteen,Tom Petty, Red Hot Chili Peppers, entre outros.




Carl Perkins


Talvez o artista mais injustiçado dessa lista. Carl Perkins era filho de um casal de agricultores que viviam na miséria, e sua primeira composição foi o mega sucesso “Blue Suede Shoes”. Quando estava prestes a gravá-la, sofreu um grave acidente de carro, o deixando hospitalizado por vários meses. Neste meio tempo, Elvis ouviu a gravação demo (Perkins e Elvis eram da mesma gravadora, a lendária Sun Records) e resolveu gravar a canção. A música tornou-se um dos maiores sucessos de Elvis, e quando Perkins se recuperou, todos pensavam que a sua versão era um cover! Dá pra imaginar o que o artista deve ter sentido?

Mas depois de um certo  tempo, Perkins emplacou um sucesso atrás do outro, se tornando razoavelmente conhecido.  Seu estilo particular de tocar guitarra e cantar, lhe valeu o título de “Rei do Rockabilly” (estilo similar ao Rock N’ Roll, porém com temáticas mais sulistas e fortíssima influência do Hillbilly, uma espécie de country de raiz).  Os Beatles idolatravam Carl Perkins e gravaram várias de suas canções.  Era amigo pessoal de George Harrison e de Paul Mccartney, e a maior influência de Harrison como guitarrista.

Inlfuenciados básicos: Beatles, Rolling Stones, Stray Cats, Van Morrison, Almann Brothers Band, entre outros.



Roy Orbison


Sem exagero nenhum, pode-se dizer que Roy Orbison foi um dos maiores cantores de todos os tempos. Sua voz de barítono era de uma suavidade e de um alcance impressionantes, tanto que Elvis, o considerava o maior de todos os cantores. Cantor especializado em baladas, que o fizeram adquirir um fama de homem triste e infeliz, já que suas interpretações eram tão fortes e cheias de dramaticidade.  Mas além das baladas, Orbison também gravava músicas rápidas e dançantes como “Ooby Dooby” e “Mean Woman Blues”, entre outras. Teve uma vida trágica, pois perdeu a esposa em um acidente de moto, na década de 60 e dois de seus filhos, em um incêndio na década de 70. A inclusão da música “Oh Pretty Woman”, gravada na década de 60, na trilha sonora do filme “Uma Linda Mulher”, trouxe novamente notoriedade à sua obra.

Mick Jagger dizia que aprendeu a cantar baladas ouvindo os discos de Roy Orbison.


Influenciados básicos: Beatles, Rolling Stones, Elvis Costello,  Jeff Buckley, U2, entre outros.



Eddie Cochran


Outro expoente do Rockabilly, e artista de enorme importância no Rock N’ Roll. Eddie Cochran morreu muito jovem, aos 21 anos em um acidente de carro em 1960, mas deixou um legado riquíssimo de canções clássicas. Na Inglaterra é idolatrado e apontado como influência seminal para estilos musicais como Rock, Hard Rock e Punk. Canções como “Three Steps To Heaven”, “C’Mon Everybody”, “Summertime Blues” e “Twenty Flight Rock”, são fontes onde praticamente, todos os artistas de Rock que vieram depois dele beberam.  

Influenciados básicos: Beatles, The Who, Pearl Jam, Motorhead, Deep Purple, Stray Cats, entre outros.



Gene Vincent


Junto com Carl Perkins e Eddie Cochran (estava no mesmo carro onde morreu Cochran, e feriu gravemente a perna), forma a Santíssima Trindade do Rockabilly. Guitarrista hábil e dono  de uma voz marcante, deixou sua assinatura na música através de clássicos como “Be Bop A Lula”, “Blue Jean Bop” e “Race With The Devil”. Seu alcoolismo descontrolado, impediu que sua carreira “deslanchasse”. Morreu na obscuridade, apesar de ser ídolo de ídolos como Paul Mccartney e Jeff Beck.

Influenciados básicos:  Beatles, The Cramps, Jeff Beck, Stray Cats, Motorhead, entre outros.




Essa foi a minha lista com os artistas mais importantes do Rock N’ Roll, caras que talvez, nunca tenham tido toda a sua importância reconhecida, mas que nem por isso, deixaram de ser absolutamente vitais não só para a música em si, mas para a cultura em geral, desde os anos 50 até hoje.

Espero ter feito justiça mesmo que tardia, aos mestres com estes textos.  



Abraço.


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Trovando sobre: OS ARTISTAS MAIS IMPORTANTES DO ROCK N’ ROLL - Parte I

Fui presenteado esta semana por um grande amigo, com uma edição especial da ótima revista Rolling Stone, cujo título da publicação é: “Os 100 Maiores Artistas do Rock.”. Achei a lista muito interessante, e os textos são escritos por artistas que foram influenciados pelos citados, sendo que em alguns casos, o "escritor", também está na lista dos "Top 100". Dave Grohl escreveu sobre o Led Zeppelin, Bono escreveu  sobre Elvis, Elton John sobre Stevie Wonder e por aí vai.

Um texto me chamou a atenção em especial. Foi o texto do Gigante, do Titã do Rock N’ Roll chamado Little Richard. Em um trecho ele diz assim: “Os Beatles tocavam minhas músicas antes de gravarem um álbum, mas sempre estarão na minha frente, os Stones gravaram inúmeras músicas minhas em seus primeiros discos, mas sempre estarão na minha frente... Acho que nunca vou receber o devido mérito, mas aceito isso numa boa, pois minha intenção sempre foi criar música, e só.”.

Eu concordo 100% com Little Richard. Sempre que leio estas listas, eu vejo absurdos, como por exemplo, Nirvana na frente de Johnny Cash, ou Madonna ser citada na lista... Sim, vocês leram certo... Madonna!  E não é uma lista das 100 pessoas mais patéticas do mundo, é uma lista dos 100 Maiores Artistas do Rock...

Pensando nisso, resolvi criar a lista definitiva dos Maiores Artistas do Rock N’ Roll (na minha opinião, é claro).

Dividirei o texto em duas partes e citarei os quinze artistas que foram definitivos até a chegada dos Beatles, pois depois dos Beatles, o Rock N’ Roll sai de cena, e surge o Rock.

Então, lá vai:




1)     Robert Johnson


Um dos primeiros bluesman gravado em disco. O cara que começou tudo que viria a ser o Rock N’ Roll (e que, segundo a lenda, fez um pacto com o capeta para que pudesse tocar melhor o seu violão). Sem ele, provavelmente, nunca teríamos ouvido o Blues em seu estado puro. Morreu aos 27 anos, segundo a lenda, envenenado por um marido ciumento de uma de suas fãs, e deixou um legado de apenas 42 canções gravadas. Essas 42 canções são a pedra fundamental do Blues e do Rock N’ Roll, onde além das belas melodias, as letras falam de temas como amor, sofrimento, preconceito entre outras questões. É, sem dúvida, o “avô” do Rock N’ Roll.

Influenciados básicos: Toda e qualquer pessoa que toque, ouça ou goste de Rock N’ Roll.   





2)      Muddy Waters


Se a guitarra é o principal instrumento do Rock N’ Roll, Muddy é o culpado. Muddy Waters pegou o Blues acústico de Robert Johnson e eletrificou, começando assim, uma mudança tremenda a partir da substituição do violão pela guitarra elétrica (fortificando o som) e também, acrescentado diferentes temáticas as letras.  Trabalhava colhendo algodão, quando foi "descoberto", e levado para Chicago, onde criava canções tanto sobre a vida sofrida do negro no campo, ou sobre a vida difícil do negro na cidade grande. 

Para que se tenha uma noção de sua influência, os Rolling Stones adotaram este nome para a banda, inspirados na canção "Rollin' Stone", de Muddy.

Muddy Waters pode e deve ser considerado como pai do Rock N’ Roll.

Influenciados básicos: Chuck Berry, Elvis Presley, Rolling Stones, Led Zeppelin, Bob Dylan, entre outros.




3)      Hank Williams


O Rock é, basicamente, a mistura de dois gêneros musicais: O Blues e o Country. Se Muddy Warters é o pai do Rock N’ Roll, Hank Williams é a mãe. Cantor country que escreveu canções que até hoje, são reverenciadas e base de influência para todo e qualquer músico que surgiu depois dele. Hank foi o mais influente e importante cantor da música country da História. Foi um artista polêmico, que morreu muito jovem em um acidente de carro (aos 29 anos), mas que além da gigantesca influência musical, foi uma influência de atitude também, pois era considerado um rebelde para os padrões da época (apresentava-se bêbado, tinha inúmeros casos com fãs e adorava uma boa briga). Dono de uma voz marcante, era uma compositor que beirava o sublime.

Influenciados básicos: Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Bob Dylan, Neil Young, entre outros.




4)      Elvis Presley


O Rock N’ Roll é um reino, e esse reino, tem um Rei. O grande mérito de Elvis não foi ter criado o Rock N’ Roll em 1954, ao gravar “That’s All Right”, um blues de Arthur “Big Boy” Crudup em ritmo acelerado. O grande mérito de Elvis não foi fazer com artistas negros, como Chuck Berry, Little Richard e Bo Diddley fossem reconhecidos pela audiência branca e que pudessem assim, construir carreiras, após terem suas canções tocadas nas rádios. O grande mérito de Elvis não foi criar TUDO o que conhecemos como práticas comuns não apenas no Rock N’ Roll (shows, marketing, merchandising, roupas, etc), mas na música pop. O grande mérito de Elvis não foi instituir a formação guitarra, baixo e bateria como a formação clássica de instrumentos  do Rock N’ Roll. O maior mérito de Elvis foi SER o Rock N’ Roll. Se o Rock N’ Roll, fosse um ser humano, o Rock N’ Roll teria de ser Elvis Aaron Presley.  O Rock N’ Roll é genuíno, é sexy, é imprevisível, é selvagem, é profundo, é existencialista, é espiritual... O Rock N’ Roll é Elvis Presley.

Influenciados básicos: Se Deus tocasse Rock N’ Roll, ele teria que pedir permissão à Elvis antes.Todo e qualquer músico sério, é influenciado por Elvis.




5)      Chuck Berry


O maior compositor e guitarrista do Rock N’ Roll. Com muita freqüência, vejo que os críticos afirmam que Jimi Hendrix foi o maior guitarrista da História. Sem Chuck Berry, Jimi, provavelmente, nem existira. Esse cara criou todos os “mandamentos” para qualquer guitarrista do planeta Terra, do guri de 15 anos que começou a tocar ontem, a Eddie Van Halen. O cara criou o maior riff de Rock N’ Roll de todos os tempos, o riff de abertura de “Johnny B. Goode”. Além disso, suas letras retratavam com precisão, o dia a dia e os anseios e aspirações dos adolescentes e jovens americanos (brancos e negros). A partir de Chuck Berry, compor deixou de ser algo incomum para o cantor, e virou algo corriqueiro. Era também, um showman incrível, com tiradas geniais, como o famoso passo "duckwalk", retratado na foto acima.

Influenciados básicos: Beatles, Rolling Stones, Bob Dylan, Jimi Hendrix, Aerosmith, Motorhead, AC/DC, entre outros.



6)      Little Richard


O cara que inspirou este texto. Little Richard foi um dos maiores cantores, compositores e pianistas do Rock N’ Roll. Artista excêntrico que ia dos extremos da religiosidade aos extremos do pecado. Era um fantástico cantor e pianista gay que sempre apresentava performances incendiárias e viscerais. Dono de uma voz marcante e altíssima, foi talvez, o artista mais performático desta época de ouro da música. Junto com Chuck Berry, foi o primeiro artista negro a quebrar a barreira das platéias segregadas (brancos de um lado, negros de outro). O que dizer do homem que trouxe ao mundo hinos como “Tutti Frutti”, “Good Golly Miss Molly”, “Rip Ip Up”, entre outras. Certa vez, Paul Mccartney disse que Little Richard o havia ensinado tudo sobre Rock N' Roll. Fim de papo, né?

Influenciados básicos: Beatles, Bob Dylan, Rolling Stones, Elton John, David Bowie, entre outros.



7)      Fats Domino


Soberbo pianista de Nova Orleans, que acrescentou o suingue ao Rock N’ Roll. É raro ver Fats Domino em qualquer lista de “pais” do Rock ‘ Roll, e isto é uma grotesca injustiça. Fats tocava em sua terra natal, estilos tão diversificados como Blues, Gospel, Rhythm and Blues, Soul, Boogie Woogie e Jazz. Possuí uma técnica apurada de tocar o piano, além de uma sensibilidade única, quando se apresenta ao vivo. Não raro, acelerava, ou imprimia um certo tipo de “sentimento” as interpretações, um “sentimento” estranho, positivo e “liberador”, desconhecido até então...  Esse “sentimento” era o Rock N’ Roll.

Influenciados básicos: Beatles, Rolling Stones, The Who, The Band, Fleetwood Mac, entre outros.



8)      Jerry Lee Lewis


O primeiro punk da História. O cara que incendiou um piano em pleno palco. O cara que casou com a prima de 13 anos, quando ele tinha 23 anos. O cara que trouxe ao mundo “Great Balls of Fire”, “Whole Lotta Shakin’ Goin’ On”, entre outras obras primas do Rock N’ Roll. O cara que viveu tudo que suas canções retratavam. O cara maluco que espancava o piano com os pés e subia em cima dele. O cara que fez do piano, um dos ”instrumentos mais Rock N’ Roll N’ Roll” da História. O músico mais selvagem e imprevisível do Rock N’ Roll. “O” cara, e pronto!

Influenciados básicos: Beatles, Rolling Stones, Bruce Springsteen, U2, Creedence Clearwater Revival, entre outros.

Esta foi a primeira parte da lista, meus amigos.

Espero que curtam.




Um abraço.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Trovando sobre: FILMES DE BAIXO ORÇAMENTO

Hoje, por sugestão de um querido amigo e assíduo leitor, vou fazer aqui, neste humilde blog, uma lista de filmes excelentes, que custaram uma “merreca” para os padrões de Hollywood, e que fizeram milhões em lucro (três deles) e outros que não deram tanto lucro assim (dois deles), mas que são obras muito boas, e que merecem ser vistas. Os que não geraram lucro foram os dois primeiros.

Vamos à lista:


Candy – 2006



Sensacional filme australiano que mofa em qualquer prateleira de locadora e na época que foi lançado, também foi ignorado. O filme conta a história de um poeta amador e uma estudante de arte, que são namorados e apaixonados (um pelo outro e por uma seringa de heroína). Heath Ledger tem aqui, uma performance arrasadora, capaz  de comover  qualquer um com uma atuação sublime, que mostra a degradação física e psicológica que o vício faz com os viciados. A Candy do título do filme, (a atriz Abbie Cornish) também não faz feio. Um filme amargo de se assistir, mas muito recompensador.  


Netto Perde Sua Alma – 2001



Filmaço inspirado na vida do General Antônio de Sousa Netto, Herói da Revolução Farroupilha, que além desta guerra, peleou em diversas revoluções e guerras, dentro e fora do Rio Grande do Sul e até mesmo do Brasil. O General Netto foi um verdadeiro Herói Brasileiro.

O diretor Tabajara Ruas conseguiu criar um belíssimo filme, que mostra o General ferido, após a Guerra do Paraguai, se recuperando em hospital da Argentina, onde relembra sua vida, seus amigos e parceiros de peleia, seus amores e suas perdas. Werner Schunemann incorpora Netto com muita propriedade, e entrega a quem assiste uma atuação excelente. É pena que o diretor Tabajara Ruas tenha tido tão pouco respaldo e incentivo financeiro dos Governos Estadual e Federal, pois a verba para a realização deste filme deve ter sido 1/3 do que foi a verba para lixos como “Bruna Surfistinha” e “De Pernas Pro Ar”... Triste.



A Bruxa de Blair – 1999



Foi o primeiro caso de “mentira plantada que virou verdade”. Eu lembro que na época de lançamento TODO mundo achava que o que acontecia no filme, era um documentário VERDADEIRO. Que eu me lembre também, foi um dos primeiros filmes a usar a novíssima (na época) internet como meio de divulgação para “vender” um filme de cinema. E que filme... Horripilante ao extremo, sem derramar uma gota de sangue... . Pra mim, os filmes mais assustadores, são aqueles que não são explícitos, que não precisam de exageros. Sempre achei o "subentendido" muito mais assustador e macabro. Este filme é uma aula de terror psicológico e claustrofóbico.

As cenas noturnas na floresta, durante a "caça" à bruxa são uma das coisas mais assustadoras já filmadas no Cinema.

Assisti na época, no cinema do saudoso Sinos Shopping Center, junto com o Eduardo... Lembro que assistimos à noite, e que voltei a pé pra casa e que ventava muito, e quando passei por um grande terreno baldio para atalhar até a minha casa, eu gelei de medo. O filme me impressionou muito, mas muito mesmo. Tempos depois eu descobri que tudo na passava de uma brilhante e pioneira, estratégia de Marketing, que deu muito resultado porque o filme virou cult e arrecadou milhões em lucro, tendo custado cerca de vinte mil dólares.



Cães de Aluguel – 1992



O melhor filme de Quentin Tarantino até hoje (Pulp Fiction chega perto).

Trilha sonora matadora, a cena dos créditos iniciais, o diálogo sobre a Madonna, a cena da piada no banheiro, a cena de tortura do policial... É uma sequência de coisas legais durante todo o filme.

Na minha modesta opinião até os dias atuais, o cineasta tenta repetir o que conseguiu neste filme perfeito. Tarantino era atendente de locadora antes de conseguir uma mísera verba para realizar este filmaço. No seu emprego, Tarantino pôde assistir a inúmeros filmes e se inspirar (e roubar idéias na cara dura) a escrever o roteiro de Cães de Aluguel. Depois de muito rodar, sem despertar muito interesse de ninguém, o roteiro foi parar nas mãos do soberbo ator Harvey Keitel (o Mr. White do filme), e ele não só aceitou atuar, mas também investiu dinheiro próprio no projeto, para que o filme tivesse mais recursos e pudesse ser filmado de uma maneira mais adequada. Para se ter uma idéia da "pindaíba" que foi a verba de filmagem, os ternos que os atores usam durante o filme, eram dos próprios atores, pois o orçamento era muito baixo!

Roteiro genial + Direção perfeita + Atuações brilhantes = Milhões em lucro.



Rocky: Um Lutador – 1976



Logo que eu conheci o Fausto ele me disse uma coisa que eu nunca esqueci: “Tu vai ver, vão fazer com o Stallone o que fizeram com o Kirk Douglas... Quando o Stallone estiver moribundo e tão velho a ponto de nem saber onde está, vão fazer uma tremenda homenagem pra ele no Oscar, dizendo que a obra dele foi influente e não sei mais o quê, enquanto que hoje não reconhecem nada do que ele fez, e ainda menosprezam tudo que ele fez e ainda faz”.

O Fausto está coberto de razão.

Todos esses filmes e milhares de outros, só puderam ser feitos, graças à coragem de Sylvester Stallone para realizar “Rocky”.  Stallone vivia praticamente na miséria, quando teve a idéia para o roteiro (após assistir uma luta de Muhammad Ali). A Warner Filmes, gostou do roteiro e chegou a oferecer um milhão de dólares por ele, mas Stallone não se deixou seduzir, pois queria além de estrelar o filme, dirigi-lo. Após muitas tratativas, Stallone foi convencido a apenas dar vida, ao maior e mais completo Personagem da História do Cinema Mundial.
Acertados os detalhes a Warner libera cerca de um milhão de dólares para a realização do filme e um prazo apertadíssimo para a filmagem.

Stallone não apenas entregou o filme ANTES do prazo, como o entregou com uma pequena sobra no orçamento (prática que o Astro segue até hoje).

Lucro? Como medir em valores financeiros um filme que até hoje é reverenciado e copiado repetidamente? Um filme que é um ícone, um norte na arte do cinema? Impossível.

Só sei que rende muito carinho, amor e admiração.

Ah, e rende muito dinheiro também.




Espero que gostem.






Abraço.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Trovando sobre: ELVIS PRESLEY IN CONCERT





Sem rodeios, ok?

O “jogo” já estava ganho quando eu estava indo para Porto Alegre, no Auditório Araújo Vianna, ver o espetáculo (sim, espetáculo, pois não foi um mero show da clássica TCB Band, a banda que fielmente acompanhou Elvis durante muitos anos... Foi muito mais que isto), pois no caminho, ouvindo Elvis no rádio do carro, eu já dei uma “choradinha de leve”. 

Quem me conhece sabe, o quanto admiro a Arte e a pessoa que foi Elvis Presley.

Eu sou mega, hiper, super “manteiga derretida”, quando se tratam de duas coisas: Animais machucados, e/ou maltratados e qualquer coisa  que se refira a Elvis Aaron Presley.

Depois das “pataquadas” da “organização” da produtora local (por duas vezes, mudaram o local da apresentação, e isso sem aviso prévio a quem comprou os ingressos), a Graci e eu chegamos cedo no Araújo Viana, local finalmente escolhido para que a celebração da obra do MAIOR ARTISTA DO SÉCULO XX, pudesse acontecer de fato.

Desde mais ou menos, 16:00 horas da tarde, eu sentia uma ansiedade tremenda. Antes desse horário, eu até que estava tranqüilo, mas depois... Eu senti a pressão.

Chegamos lá, e esperamos cerca de meia hora para entrarmos no AV. Eu estava uma pilha de nervos, mas era uma coisa diferente... Um misto de tensão e alegria, pois eu sabia que ia presenciar algo histórico, imortal, uma coisa que iria fazer a diferença na minha vida.

Os fãs de Elvis são um espetáculo à parte. Eu vi uma menina vestida dos pés à cabeça como o Astro, no magnífico show “Aloha From Hawaii”. Uma mãe levou seu filho de no máximo, seis anos de idade também, vestido como o Rei.

Sósias de Elvis, eu vi uns quatro ou cinco. Sentada na minha frente, estava uma senhora de uns cinqüenta anos, com uma grande tatuagem do rosto de Elvis, no ombro direito... Conversei muito com essa senhora e ela era uma autêntica fã, que além da tatuagem, sabia muito da trajetória do Rei do Rock N’ Roll.

Tudo bem, tudo muito legal, mas eu continuava nervoso.

Uma voz no alto falante avisa: “Faltam dez minutos para o início do espetáculo!”. Eu já tinha tomado uma Heineken, mas ali, naquela hora, eu vi que precisava de mais uma.

Estou saindo da fila do bar, e aquela voz nos altos falantes diz, sem dó e nem piedade de mim: “Faltam cinco minutos para o início do espetáculo!”. Decidi que além das Heinekens, eu precisava ir no banheiro...

Cheguei ao meu lugar, e exatamente na hora que eu me sento, apagam-se as luzes do lugar...

Aí, eu literalmente gelei.

O telão começa a mostrar imagens sobre o espetáculo, e a orquestra (sim, tinha uma mini orquestra tocando no espetáculo) começa a tocar a introdução dos shows do Rei, o tema do filme “2001 – Uma Odisséia no Espaço”, a canção “Also Sprach Zarathustra".

Quando vi a gigantesca imagem de Elvis “entrando no recinto”, eu gelei de novo. Já disse no início deste texto que sou manteiga derretida, então obviamente, derramei mais algumas lágrimas nesse momento (durante a música "If I Can Dream", eu quase pedi um lenço emprestado.... Sou bobo né, fazer o quê?).

Eu não conseguia falar. Eu juro por Deus, e por tudo que é mais sagrado, que eu não conseguia falar. Eu tentei falar alguma coisa para a Graci, mas eu não conseguia.

Durante as quatro primeiras músicas, eu não conseguia falar, mas também, ver a TCB Band tocando ali, na minha frente hinos como “Johnny B. Goode” e “Burning Love", era surreal demais.

Mas eu ainda não falava e estava nervoso, até que acontece uma falha técnica em “Welcome To My World”, e o show tem de ser interrompido.

Eu jamais pensei que ia ficar feliz por acontecer um erro, e por alguns minutos a festa ser interrompida... Daí, eu tive tempo para pensar, e aí, eu vi o porquê do meu nervosismo.

Eu estava procurando por Elvis no palco.

Aí, finalmente, consegui falar e contei isso pra Graci. Ela só balançou a cabeça e riu. Típico dela...

Quando o problema foi resolvido, eu consegui me situar e aí, pude entender que eu estava em um espetáculo onde alguns membros “sobreviventes” da TCB Band (o pianista Glenn Hardin, o baterista Ronnie Tutt, o lendário guitarrista James Burton e o maestro Joe Guercio) prestavam um tributo ao gênio inigualável de Elvis.


Ver James Burton ao vivo foi outro caso à parte. O cara é um dos guitarristas mais versáteis e influentes da história do Rock N’ Roll, sem contar que é o maior "tocador" de Fender Telecaster do mundo! É “monstruoso” o que ele faz com uma guitarra tão simples nas mãos.

Ver as Sweet Inspirations também foi lindo,  pois se tratam  das lendárias (e animadíssimas) cantoras que faziam backing vocals para o Rei. Os Stamps, igualmente lendário grupo gospel que acompanhava Elvis, cantaram a capella, “Sweet, Sweet Spirit”, e por pouco, não derrubaram o teto do AV, tamanha a força da interpretação.

Depois vieram  canções “arrasa quarteirões” como “Just Pretend”, “Bridge Over Troubled Water”, “Love Me Tender”, “My Way”, “In The Guetto”, “You’ve Lost That Lovin’ Feelin’”, “Don’t Be Cruel”, "If I Can Dream", “Suspicious Minds” e até surpresas maravilhosas como “Sweet Caroline” e “What  Now My Love”… Um sucesso atrás de outro. Não sei de nenhum outro artista, que tenha tantos “hits” em sua carreira, creio que somente os Beatles se comparem. 

Esse ano foi muito especial, pois além deste soberbo espetáculo, pude comparecer na “Elvis Experience”, exposição com objetos pessoais do Rei... Durante esse ano cheguei o mais perto possível do meu grande ídolo, o cara que muitas vezes, foi minha inspiração, meu modelo, e não falo do artista e cantor, mas sim, do ser humano que Elvis foi.

Como é que pode... Eu sinto falta de uma pessoa que eu nunca conheci, que morreu antes de eu nascer.

Mas eu sinto... Imensamente.

Foi um espetáculo inesquecível único na minha vida. Uma noite mágica que vai ficar sempre na minha memória. Se for verdade essa história de que um resumo da nossa vida passa na nossa cabeça quando estamos à beira da morte, eu com certeza, antes de "bater as botas", lembrarei dessa noite.


2013 vai ficar na História.




Aloha.