sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Trovando sobre: R.E.M.


  
Um dos meus maiores temores se tornou realidade... O REM declarou semana passada, que se encerrava suas atividades como grupo. Fiquei muito triste e revoltado, mas não por mim, pois graças à Deus pude assisti-los ao vivo em Porto Alegre, e frequentemente ouço seus discos. Fiquei triste pelas pessoas que nunca terão o prazer de assistir um show de Rock de altíssimo nível, com um dos melhores cantores da História da música pop se entregando em uma performance que mais parece um transe, uma coisa religiosa, forte mesmo... E além dos vocais de Michael Stipe, ainda se tem a guitarra do genial Peter Buck, e o multi - instrumentista  Mike Mills que mais parece um "faz tudo" na banda, pois toca piano, baixo, violão e faz backing vocals únicos.

O REM é uma banda especial, pois faz discos primorosos e algumas das canções da banda são de um nível poético que talvez esteja em um patamar de um Oscar Wilde, de um William Blake e afins...

O show de Porto Alegre foi mágico, e um dos melhores que já vi na vida (eu sempre digo isso de todos os shows, eu sei...). Gosto da banda e de seus discos desde sempre, por isso vou citar meus álbuns preferidos da banda:


Automatic For The People - 1992
Meu álbum preferido da banda... Melhores músicas: TODAS.


Up - 1997
Melhores músicas: "Sad Professor", "You're In The Air", "Daysleeper", "Lotus", "Why Not Smile" e "At My Most Beautiful", que está no cd do meu casamento!



Accelerate - 2008
O álbum que deu origem a tour que passou por Porto Alegre. Melhores músicas: "Supernatural Superserious", Man - Size Wreath", "Hollow Man", "Living Well Is The Best Revenge" e "I'm Gonna DJ".


Reveal - 2001

Melhores músicas: "All The Way To Reno", "I've Been High", "She Just Wants To Be", "Disappear", "Immitation Of Life" e a música mais linda da face da Terra, chamada "I'll Take The Rain".

Amo essa banda e eles já fazem falta. Kurt Cobain dizia: "O REM é um exemplo de integridade e de como se manter com os pés no chão neste meio. Os invejo profundamente."


Eu só quis dizer obrigado, caras.
Tchau.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Trovando sobre: FREDDIE MERCURY




Um dia desses, li a coluna do Régis Tadeu, no Yahoo, onde ele dizia que Freddie Mercury não era gênio, que fez sucesso por ter se unido aos grandes músicos do Queen. Geralmente concordo com o Régis, mas isto é uma coisa estapafúrdia de se dizer. 

Se o cara que criou "Bohemian Rapsody", não é gênio, não sei quem nesses últimos  20 anos é! Ouça QUALQUER disco do Queen (especialmente os 5 primeiros) e veja por si só. 

Régis argumenta que ele era um grande pianista e fenomenal cantor, mas gênio, não. Discordo completamente, por isso analiso então, alguns exemplos de bandas e artistas "novos" considerados "geniais" pelo colunista: The Strokes, é Television reciclado, disfarçado com Velvet Underground. Arctic Monkeys, por favor, é The Jam na tua cara. Essa Adele, que alguns acham que é "autêntica", e tem "voz de negra..." Não engulo mesmo.

Desculpem, mas estou mal acostumado. Ouço Aretha Franklin e a grande (esta sim, com voz de negra) Linda Ronstadt há muito tempo. Não sou o "cara que mais entende de música no mundo", mas sei diferenciar quem finge (The Vines), de quem é autêntico (Nirvana). Frederick Bulsara era gênio sim, e um dos maiores da música pop e do Rock em geral.

Freddie trouxe o elemento da música clássica ao Rock, influenciando diretamente bandas como Metallica, Guns N' Roses, U2, My Chemical Romance, e outros.

Isto por si só, mudar um estilo musical ou melhorá-lo, não é coisa de gênio?

Vejam Freddie dominando e tendo o comando total de milhares de pessoas. Isto é CARISMA.

O resto, é refugo.




Isto é o diferencial. O que separa meninos de homens...


Tchau pra vocês.

sábado, 27 de agosto de 2011

Trovando sobre: ROCKY BALBOA


Sempre achei que escrever sobre Rocky Balboa seria fácil, afinal de contas, o personagem criado por Sylvester Stallone em 1976 é um de meus heróis. Pensei em analisar os filmes, em citar apenas alguns (os meus preferidos) dentre os seis títulos da série, enfim, pensei em um monte de coisas. Porém, hoje, enquanto eu supostamente deveria estar trabalhando, eu pensava no porquê eu gostava tanto do personagem, que para pessoas desavisadas, ou até mesmo, insensíveis, não passa de um bruto monossilábico e cheio de músculos, mas que para mim, é muito mais que isto. Decidi então, escrever sobre alguns motivos que me levam a gostar tanto deste personagem, e de todos os filmes da saga no cinema. Resumindo, não será tão fácil como pensei...

Em primeiro lugar, trata-se de uma história dramática. Esqueça as lutas (maravilhosamente coreografadas), e analise comigo. No primeiro filme, como conhecemos Rocky ? Ele é um vagabundo, um cara que trabalha para um agiota, cobrando o dinheiro emprestado e os juros das pessoas, vive em um mundo de mediocridade e solidão, em um minúsculo apartamento, sujo e frio. Rocky é um cara solitário, que não trabalha (formalmente, ao menos), tem pouco estudo, e está fadado a ser um "nada", um "zero à esquerda" na vida.

Mas Rocky gosta de boxe. Ele é pugilista, e tem até, um certo jeito para a coisa, mas é meio desleixado, não é disciplinado, ou seja, não "se leva muito a sério."

Rocky, na vizinhança, é visto como um cara meio "burro", meio "bobo", mas a verdade é que Rocky tem um grande coração, isto mesmo, o maior músculo do corpo dele não é o bíceps, e sim, o coração.

Mas como se virar, mesmo com um bom coração, sendo sozinho e estando inundado em um mar de mediocridade?
Aí, amigo (a), entra Adrian.



Muitos acham que é o Rocky que salva a Adrian, pois ela é uma mulher muito reprimida, que vive com o irmão Paulie, um alcoólatra e chato de plantão. Adrian praticamente não não fala, não tem amigos, e vive se achando a mulher mais feia do mundo, apesar de ser muito bonita. 

Sabe aquele tipo de mulher bonita e inteligente, mas que por algum motivo, se esconde da vida, do mundo e se fecha, vivendo em uma espécie de inércia ? Assim é Adrian, um "patinho feio." O Rocky percebe algo nela, ele fica intrigado e posteriormente apaixonado, por aquela mulher, fazendo assim, com que ela se apaixone por si mesma. Mas eu discordo de quem acha que é o Rocky quem salva a Adrian... Acho que ELA é quem o salva. Lhes digo o por quê...

O amor transforma o Rocky. Claro que a vontade de ser alguém, de melhorar de vida e como ser humano, também contam, mas ele quer construir uma vida com aquela mulher, ele quer que ela case com UM HOMEM de respeito, um homem que fez algo da vida, um homem que conquistou algo, que deixou sua marca. E o apoio e confiança, além do amor depositados por Adrian no Rocky o fazem QUERER mudar. Sabe, querer uma coisa de verdade...

Nesse quesito amor (mas precisamente, ser amado), não posso deixar de citar o amor de pai e filho que sentem Mickey e Rocky um pelo outro. Se a Adrian faz Rocky virar um homem de verdade, o Mickey faz o Rocky virar um ser humano de verdade. A relação dos dois é muito bonita e especial, e eu não posso deixar de mencionar isso.


Rocky percebe que mesmo com medo (quem não tem medo de mudanças ?), ele tem enfrentar a vida, e as pessoas, se impondo e indo atrás do seu objetivo. Rocky jamais negou sentir medo antes das lutas, mas ele sempre dizia que "sentir medo é bom, te deixa alerta", Rocky é acima de tudo, humano, como eu, como vocês, como qualquer pessoa. Se você tem vergonha de seu corpo, enfrente o medo, e vá malhar! Se você não gosta de seu emprego, mude de emprego! Se você ama alguém, se declare!

O Rocky para mim sempre foi inspirador. Davi contra Golias. O personagem é cheio de medos, inseguranças e anseios, como qualquer um, e é normal sentir isso, mas conviver com isso, é muito diferente. O Rocky para mim é algo mais ou menos assim: "Hum, acho que tu não é capaz... Ah é, vou te mostrar então!" O personagem mostra que a verdadeira coragem não é NÃO sentir medo, mas sentir o medo e lidar com ele, não deixar que que ele te impeça de nada na vida. Não te impeça de tentar com afinco.

Quem me conhece sabe do meu fascínio pelo personagem. É um ícone do cinema e da minha vida também.

Abraço.

sábado, 20 de agosto de 2011

Trovando sobre: BANDAS QUE MEUS AMIGOS ME APRESENTARAM...

Amigos,

Para este texto, pensei em escrever sobre bandas que eu não conhecia (ou não conhecia o bastante), mas que amigos me apresentaram (ou reapresentaram) e que acabei gostando, ou até mesmo, lembrando que eu gostava. Vamos à elas:




Graci: Um dia cheguei na casa dos pais da Graci e ela me mostrou um cd que ela tinha acabado de baixar. O cd se chamava "The Story", de uma cantora de Seattle, chamada Brandi Carlile. Ouvi naquele álbum  influências de Country, Rock N' Roll, Rhythm and Blues, Soul, entre outros.

As canções são cantadas como se a vida de Brandi Carlile dependesse daquilo, sob arranjos lindos e de extremo bom gosto. Não sou facilmente impressionável por cantoras, mas essa mulher canta com ALMA. Simplesmente lindo. OUÇA AGORA!

Ouça: "The Story"























Fausto: Quando eu era um adolescente rebelde ( acho que sou até hoje), eu "achava" que gostava de Guns N' Roses".

 Mas eu estava enganado. Quando conheci o "Guri de Uruguaiana", na loja Deltasul, eu tinha apenas o 1º álbum do Guns, o absolutamente clássico "Appetite For Destruction", conversando com o Fausto, ouvindo as histórias dele, as opiniões sobre as canções, sobre os discos, sobre as frescuras do Slash, e a magnitude musical do Sr. Axl Rose, magnitude esta, que pude conferir no show de Porto Alegre. 

O Fausto sempre diz que "Axl é o Guns!", e pude comprovar isto. Claro que o Slash e o Duff Mckagan fazem falta, mas Axl domina o espetáculo com maestria.  Devo confessar que fui atrás dos discos, e hoje, tenho quase todos. Mas o que importa é que graças ao Fausto e a Francy também, eu redescobri pérolas como "Civil War", "Estranged", "Ain't It Fun" e "Yesterdays", entre outros hinos. Ah, e o disco mais recente, "Chinese Democracy", é consenso entre nós. Canções como "Street Of Dreams", "Madagascar", "I.R.S." e "Prostitute", entre outras tantas,  fazem este álbum indispensável na coleção.

Ouça: "Chinese Democracy"























Luis: O que dizer do maior fã de Iron Maiden na face da Terra? Em março de 2008, o Luis comprou os ingressos para o tão esperado show do Iron em Porto Alegre, mas havia um porém.... Eu estava de braço quebrado e, na minha cabeça, impossibilitado de ir ao show. 

Como o Luis já havia comprado o ingresso, eu estava a ponto de vender para outra pessoa, mas ele me ligou e disse: "Cara, tu não pode fazer isso!!! Tu tem que ir nesse show, nós (Luis, Leandro e Paulinho) te damos cobertura, para não machucar o braço...". Sob tamanha pressão, não tive escolha. Confesso que sempre tive um certo "pé atrás" com o Iron, mas ao ouvir os acordes de "Aces High", isto mudou na hora. 

Apesar do já, "clássico" som ruim do Gigantinho, o show foi demais, a banda ao vivo é um absurdo, pois o carisma e a potência vocal do mestre Bruce Dickinson são impressionantes, assim como os excelentes guitarristas Dave Murray e Adrian Smith, além de ter a oportunidade de ver Steve Harris "massacrando" o seu contrabaixo. Agradeço ao meu chapa por ter me "intimado" à ir neste show, sem contar que ainda por cima, ganhei o maravilhoso disco "Seventh Son Of A Seventh Son" de presente. Neste show ocorreram peculiaridades, como o Luis subornando seguranças, o Paulinho sendo o cara gente boa que ele é, e o Leandro, bem, sendo o Leandro, e por aí vai... Show e dia memoráveis!

Ouça: "Life After Death"























Andreas: Este meu amigo tem alma de poeta, logo, só poderia me apresentar algo que exala poesia, mas aquele tipo de poesia, atípica, voraz, urgente.... Difícil de definir. 

Um dia, o Andreas me enviou um vídeo pelo "falecido" orkut, de uma banda que eu mal conhecia, um vídeo de uma banda chamada Stone Roses, de uma uma música chamada "This Is The One". A sensação que tive foi como acordar do coma. Como eu pude passar 30 anos sem ter ouvido aquilo? Os Stones Roses são uma lenda na Ingalterra, influência seminal de uma banda que sou completamente alucinado (Oasis), e eu não conhecia esta canção, gigantemente bela. Eu não conhecia esta e todas as as outras, mas através do meu amigo do peito, Andreas, eu tive contato com o trabalho desta, que é hoje, uma de minhas bandas predlietas. 

Resumindo, só posso agradecer ao Andreas por ter me presenteado com esta canção tão maravilhosa.

Ouça: "The Stone Roses"























Então tá, essas são algumas influências que alguns amigos exerceram sobre mim.

Me influenciem mais, ok...

Tchau e benção.



terça-feira, 16 de agosto de 2011

Trovando sobre: 34 ANOS SEM ELVIS PRESLEY





Amigos:

Hoje farei algo diferente aqui. Não vou expressar meu amor pela obra deste que é considerado "A Maior Voz do Século XX", e que nos deixou no dia 16/08/1977. Deixarei outros falarem. Vejam:

"Antes de Elvis não havia nada." John Lennon.

"O ponto alto da minha carreira? Fácil... Quando Elvis regravou uma canção minha." Bob Dylan.

"Elvis foi meu maior herói." David Bowie.

"Sem Elvis, nenhum de nós poderia ter feito aquilo." Buddy Holly.


"Elvis tinha a melhor voz." Roy Orbison.


"Quando éramos garotos crescendo em Liverpool, tudo o que queríamos era ser Elvis." Paul Mccartney.

"Elvis foi o Rei. Não há dúvida sobre isso. Gente como eu, Mick Jagger e todos os outros apenas seguiram seus passos." Rod Stewart.

"Elvis era um artista único... Um original em uma terra de imitadores." Mick Jagger.

"Elvis ajudou a acabar com a minha influência e a de meus contemporâneos, mas eu o respeito por isso. A música progride sempre e ninguém abriu as portas do futuro como ele fez." Bing Crosby.

"Este é meu ídolo, Elvis Presley. Ele é o maior artista que já existiu. Acredito que é por causa de sua forte presença... Quando Elvis Presley entrava na sala, não interessa quem estava lá: Bogard, Marilyn Monroe ou qualquer outro astro.” Eddie Murphy.

“Eu agradeço à Deus por Elvis Presley. Agradeço à Deus por ter mandado Elvis para abrir a porta para que eu pudesse atravessar e caminhar pela estrada... .” Little Richard.

“Pat Boone cantava a música negra. Elvis sentia a música negra.” James Hetfield.

"Elvis foi o ponto inicial, onde tudo começou para nós." Robert Plant.

"Elvis é o Big Bang do Rock'n'Roll, o começo de tudo." Bono Vox.

"O meu cantor preferido é Elvis. Ele foi o mais criativo e deixou tudo pronto para quem veio depois." Jim Morrison.

“Antes de Elvis tudo era preto e branco. Depois dele, um colorido glorioso... .” Keith Richards.

“Elvis fez com que eu me interessasse por música. Sou fã de Elvis desde criança.” Elton John.

“Elvis ensinou a América branca a curtir.”  James Brown.

“Quero ser como Elvis, Imortal.”  Madonna.

“Eles chamam  Elvis de Rei.. E ele com certeza, é.”  Michael Jackson.



"Eu sou só um cantor. Elvis era muito mais que isso..." Frank Sinatra.

“Elvis será sempre o Rei. A razão é simples: ele foi o melhor cantor que já existiu.” Ian Gillan.

“Quando ouvi Elvis cantar a minha ‘Bridge Over Trouble Water’ pela primeira vez achei inacreditável e pensei:  "Como é que posso competir com isso?”. Paul Simon.

"Elvis era absolutamente brilhante! Ouvir a voz dele me fez querer fazer algo parecido.” David Gilmour.

 "Quando eu falo sobre Elvis eu digo ‘Isto é Rock and Roll, Rock and Roll mesmo!’. Eu poderia dizer seis ou sete nomes, mas ele está acima de todos eles." Tom Petty.

"Encontrar Elvis foi como encontrar Vishnu ou Krishnna." George Harrison.

"Somos os maiores... Elvis e Eu." Liam Gallagher.

"Elvis é Phoda." Graci Scaravonatti.

Trouxe à vocês estas frases destes ícones da música sobre o titã, o pioneiro, o precursor, o gênio que foi Elvis Aaron Presley, morto de infarte, aos 42 anos.
Eu não seria quem sou sem Elvis Presley. Devo muito à ele. Tenho consciência de que Elvis não era "santo" e tinha muitos defeitos, mas quem não os tem?

Vida Longa Ao Rei!


Abraço.

domingo, 24 de julho de 2011

Trovando sobre: TRILHAS SONORAS LEGAIS

Recentemente andei vendo e revendo alguns filmes com trilhas sonoras bem peculiares e legais. Resolvi fazer uma lista de filmes com trilhas interessantes e que valem a pena dar uma conferida. Espero que gostem. Aí vai:


Donnie Darko - 2001















Este excelente filme se passa na década de 80, por isso, a trilha tem grandes músicas deste período.

A primeira cena do filme é icônica. Ao som de "Killing Moon", do grupo Echo & The Bunnymen. A cena onde o protagonista chega na escola pela manhã, com "Head Over Heels", do Tears For Fears é sensacional também. 

A trilha ainda conta com Oingo Boingo, INXS (na cena inicial, na versão do diretor, a música tocada é "Never Tear Us Apart"), Joy Division, Duran Duran e The Church.

O filme é uma das coisas mais intrigantes, legais e interessantes que eu já vi na vida.




Backbeat - Os 5 Garotos de Liverpool - 1994
Filme que retrata como era a relação de John Lennon com seu grande amigo Stuart Sutcliffe. Stuart foi o primeiro baixista dos Beatles e um pintor renomado. 

Em 1961, viajou para a Hamburgo na alemanha, com os Beatles, na primeira tour do grupo. Stuart deixou a banda nos seus primórdios, para ficar morando na Alemanha, com a então namorada, a fotógrafa Astrid Kircherr. Stuart morreu aos 22 anos de aneurisma cerebral. Para a trilha sonora do filme, foi recrutado um time de peso. Dave Grohl na bateria, Greg Dulli (Afghan Whigs) e Dave Pirner (Soul Asylum) nos vocais, Mike Mills (R.E.M.) no baixo, Thurston Moore (Sonic Youth)  e Don Fleming (Gumball) nas guitarras. a banda não toca músicas dos Beatles, mas sim, canções que os Beatles tocavam nesse período, quando ainda não compunham. 

Clássicos do Rock N' Roll como "Long Tall Sally", "Tutti Frutti", "Please Mr. Postman" e "Twist And Shout", entre outros são tocados com uma energia gigantesca. O cd conta com 12 músicas e dura 23 minutos, para se ter uma ideia. 

Ouça!



Ambição em Alta Voltagem - 1995
Essa trilha é uma joia, pois reúne a nata da Soul Music. Cantores que realmente cantam com ALMA. Acredito que somente os negros conseguem cantar Soul como se deve, porém não é uma regra, e nesse disco eles dão uma aula. 

O que dizer de um disco que traz Aretha Franklin, Sly & The Family Stone, Curtis Mayfield, Barry White, O'Jays, Isaac Hayes, Al Green e James Brown? É praticamente uma coletânea. "Cantores" e "cantoras", como a falecida Amy Winehouse e a tal de Adele deveriam ouvir este álbum e encerrar suas carreiras. O filme é bem "mais ou menos", mas com essa trilha, você realmente sente vontade de assisti-lo. 

Ah, e tem um volume 2 que traz Temptations, Stevie Wonder, entre outros.




Quase Famosos - 2000

Os filmes do diretor Cameron Crowe sempre trazem trilhas sonoras ótimas, e esse filme não foge à regra. O filme mostra um período da fictícia banda Stillwater, um misto de The Who, Allman Brothers Band e Lynyrd Skynyrd. Através da visão de um jovem repórter, o filme mostra como era fazer parte de uma grande banda na década de 70. 

Phillip Seymour Hoffman está impagável como Lester Bangs, redator e editor da revista "Creem", uma espécie de "mãe" da revista Rolling Stone.

A trilha traz The Who, Cat Stevens, Rod Stewart, Led Zeppelin, David Bowie, Elton John (com uma de suas muitas obras-primas, que embala uma das cenas mais belas do filme).




A Fera do Rock -1989

Puro Rock N' Roll. Filme que conta a história do mestre, gênio, louco, transgressor, e um de meus heróis pessoais, o primeiro e único, Jerry Lee Lewis. Dennis Quaid vive Jerry neste filme fraco, mas que tenta, ao menos, mostrar um pedaço da vida deste senhor que elevou o piano como instrumento de Rock N' Roll. 

Jerry foi o 1º punk da história, amigo de bebedeiras e contemporâneo de Elvis Presley, Carl Perkins, Roy Orbison, Johnny Cash e outros titãs do genêro. Para este projeto, Jerry especialmente regravou seus Rocks da década de 50, com vigor e fúria assombrosos. Canções como "Great Balls Of Fire", "Breathless", "High School Confidencial" e "Crazy Arms", parecem ter sido escritas anteontem.

Foi um dos primeiros cds que comprei na vida, na antiga loja do Mauro, no saudoso Sinos Shopping.

Esse cd é um marco na minha vida, e por isso, o adoro muito.

Espero que tenham gostado.


Abraço.

sábado, 16 de julho de 2011

Trovando sobre: ELVIS 68' COMEBACK SPECIAL

Pois bem, como na semana passada tivemos o "Dia Mundial do Rock", no dia 13 de julho, resolvi então, escrever sobre um dos momentos mais significativos do Rock N' Roll.

Corria a década de 60, e Elvis, agora um astro de Hollywood, estava estagnado musicalmente. Seus discos eram trilhas sonoras de seus filmes, com músicas muito aquém da qualidade e a alma, sempre impostas por Elvis em seus trabalhos. Elvis estava assustado e até mesmo, intimidado com o sucesso dos Beatles e dos Rolling Stones na época, pois como era possível aqueles "cabeludos maconheiros", fazerem mais sucesso que um legítimo cantor e superstar, como ele?

Até que em 1968, com 33 anos, e à convite do produtor e admirador de longa data, Felton Jarvis, Elvis aceita estrelar um programa natalino de TV. Até aí, tudo bem, só que Elvis resolve aparecer para gravar vestido assim:



O conceito do programa, segundo o empresário e "guru" da carreira de Elvis, o "Coronel" Tom Parker, era de que Elvis cantaria apenas temas natalinos e de música gospel, porém, Felton Jarvis havia dito anteriormente à Elvis, que gostaria de fazer o Rei retornar as origens, mostrando ao público de onde vieram esses Beatles e Stones, quem era o "pai" daqueles fedelhos, ou ao menos, quem era o "irmão mais velho, mais sacana", entendem... Quem cantava de galo nesse troço chamado "roquenrou".

Parker convenceu Elvis a desistir da idéia, mas quem conhecia o Rei, sempre comentava que o cara era muito esperto e tinha um tino para o showbizz fora do comum, e, provavelmente por isso, Elvis voltou atrás e ensaiou seus rocks clássicos com uma pequena banda  (Elvis e mais 3 caras nos violões e um percussionista), inaugurando assim, os famosos "Unplugged's"... É gente, até isso, ele criou!

Quando Elvis apareceu no palco, vestido dos pés à cabeça de couro preto e extremamente bronzeado, ele ERA o Rock N' Roll personificado. Era como se o Messias tivesse retornado. É incrível ver como Elvis domina o show, contando piadas, improvisando, mudando partes de canções, fazendo charme com as garotas, e, resumidamente, fazendo as mulheres suspirarem, e os homens pensarem: "Droga! Eu queria ser esse cara!".

Elvis fez um resumo de sua carreira com números onde mostrava seu lado ator, cantando e interpretando, cantou também músicas gospel, cantou baladas, cantou sentado em versão "acústica", mas a cereja do bolo, é realmente, é a parte do show onde ele interpreta canções como "Jailhouse Rock", "All Shook Up", "Don't Be Cruel", entre outras, de pé, com um ar de confiança que muitos "cantores" de hoje, dariam seus testículos para ter. Ele traz à tona  aquele lado selvagem e imprevisível que só o Rei tinha.

O final do programa é um caso à parte. Elvis aparece em um terno branco e interpreta a belíssima canção "If I Can Dream", visivelmente emocionado, satisfeito, com o trabalho produzido e sabendo que ali, existia algo especial em sua agora, revigorada carreira.



Esse show deu um ânimo todo novo a Elvis, que no ano seguinte abandonou Hollywood, e voltou a gravar ótimos discos, com ótimas canções e se apresentar ao vivo, após um hiato de quase 10 anos.

É sem dúvida, um marco na carreira daquele que ditou TODAS as regras na indústria musical como conhecemos hoje. Sim, pois, o merchandising musical, o conceito de vídeo clipe, o formato de banda com baixo, bateria e guitarra, vem de Elvis Aaron Presley.

Eu acho este especial absolutamente magnífico e recomendo à todos, fãs ou não, do Rei, mas sim, fãs de boa música, feita por gente de verdade, colocando emoção e sentimento naquilo que faz, sem emoções ou discursos ensaiados, apenas sendo autêntico.

"Before Anyone Did Anything, Elvis Did Everything."



Um baita abraço.