segunda-feira, 14 de julho de 2014

Trovando Sobre: AS MELHORES CERVEJAS QUE JÁ PROVEI.




Inspirado por uma sexta-feira etílica, regada a boa conversa, boa comida e boa companhia, resolvi listar neste texto as melhores “loiras geladas” que já provei até hoje.

Não foi fácil, já que nesses meus 35 anos muito bem vividos, já provei muita coisa boa (e algumas porcarias como Malt 90, Colônia, Glacial e Skol), mas também, já tive a oportunidade de provar verdadeiros “tesouros” em forma líquida.

São elas:



5 – Heineken.
 

Das cervejas nacionais, é disparada a melhor. Gosto muito da Stella Artois, que acho semelhante no sabor, porém o “amargor” da Heineken é insubstituível.  Gosto de cervejas fortes, e a Heineken é forte na medida certa, com um gosto marcante e muito saborosa.

Quando bebida morna, se torna intragável, mas se está na temperatura adequada (muito gelada), é uma delícia. Tenho amigos que não conseguem comer bebendo Heineken, já eu adoro, principalmente comidas mais salgadas.

Heineken é compatível com tudo... mas tem que estar como essa da foto.




4 – Barley.






















Cerveja e chopp artesanais deliciosos, feitos no interior do nosso RS, em Capela de Santana, mais precisamente.

Provei pela primeira vez, no shopping de São Leopoldo, junto o meu amigo Eduardo. Um dia, estávamos de bobeira, sentamos para beber algo, e milagrosamente, tínhamos dinheiro sobrando, e por isso, resolvemos provar o chopp da cervejaria.

Mesmo eu não sendo um fã de chopp, pois prefiro cerveja, gostamos muito, pois assim como a Heineken, o chopp era encorpado, com um aroma muito gostoso e bem forte.

Lembro que olhamos através do copo, e não víamos o outro lado, de tão encorpada e forte que é a bebida.

Provei a cerveja mais tarde, e percebi que ela é muito mais gostosa que o chopp.





3 – Dos Equis (XX).






















Essa cerveja, segundo a lenda, era o “café da manhã” preferido de Jim Morrison do The Doors. Também provei com o Eduardo, quando nos reuníamos no apartamento dele, há alguns anos atrás, para assistirmos dvd’s de Rock e tomar umas cervejas.

Comprávamos no hipermercado Big, o nosso “estoque”, e um dia, quando contei a lenda do Jim pro Eduardo, ele logo disse: “Temos que prrovarrrrr então!". Provamos e nos apaixonamos instantaneamente.

Um “coice” de tão forte, mas com menos amargor da Heineken. Infelizmente, é cara e um pouco difícil de ser encontrada.




2 – Biritis.

Esta, provei pela primeira vez na “fatídica” sexta-feira que inspirou este texto. 

Junto com meu amigo Rodrigo, provei esta delícia, feita pela família do grande Mussum, dos Trapalhões.

A cerveja é produzida por um de seus filhos, junto com uma cervejaria do Rio de Janeiro. Cerveja robusta, de gosto muito forte e aroma delicioso (não posso afirmar com precisão técnica, já que não sou mestre cervejeiro, mas senti um leve sabor e  aroma de café), é uma cerveja fantástica, que se torna referência pra quem prova.

Além da qualidade inquestionável da cerveja, é muito legal beber uma cerveja que tem no rótulo e na tampinha o rosto do saudoso Mussum... a gente sente como que se estivesse provando o famoso “Mé”, que o personagem sempre falava.




1 – Red Stripe.
















Não existe nada que se compare a essa marca jamaicana de cervejas. Quando o Oasis ainda existia, a banda era conhecida por sempre exigir nos camarins de seus shows, no mínimo cinco caixas deste “néctar dos deuses”

Eu disse antes que a Dos Equis era um coice, certo? Pois esta equivale a sete coices em uma semi final de Copa do Mundo... É muito forte.

A Red Stripe geralmente vem em garrafas de 300ml ou 600ml, e quando se bebe 600ml, é bom estar preparado, pois a “tontura” vem na hora.

Mas o gosto desta cerveja é o principal... não dá para descrever o quanto ela é gostosa e suave, pois não é amarga, e desce como se fosse água... seu efeito é silencioso.

Caríssima, mas como algumas das melhores coisas da vida, vale o preço que se paga por ela... a Red Stripe vale cada centavo, pode acreditar.




Essas foram minhas cervejas preferidas... espero que tenham gostado e que se puderem, as provem.



Um abraço.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Trovando Sobre: PORQUÊ NÃO TORÇO PARA A SELEÇÃO DA CBF.


Ontem tive um dos dias mais prazerosos da minha vida. Testemunhei um “massacre futebolístico” pela televisão.

Ontem vi a seleção da Alemanha, golear a seleção da CBF pelo inacreditável placar de 7x1.

Me refiro a “seleção” da CBF, pois não acredito que esta “seleção” represente o país... ela representa uma empresa, chamada Confederação Brasileira de Futebol, que tem diretores, assessores, publicitários (argh!), office boys, e toda a gama de funcionários.

Uma “seleção” que tem 90% de jogadores que jogam em times do exterior (na maioria, são jogadores reservas destes times estrangeiros), e que em muitos casos, atuaram pouquíssimo tempo no futebol brasileiro, ou nunca sequer aturam aqui no Brasil.

Esta “seleção” que tem um capitão que chora como uma guriazinha de nove anos quando não ganha balas de goma dos pais, porque está “tenso” durante uma cobrança de pênaltis (sendo que o mesmo capitão NÃO assistiu as cobranças e pediu para ser poupado de cobrar a sua respectiva penalidade).

Corajoso, né... tudo a ver com o que uma braçadeira de capitão representa.

A “grande” seleção que perde UM jogador e que se desmantela igual a um castelo de cartas no vento... jogador este, que sofreu uma falta violenta de um jogador colombiano, mas nada além do que a própria seleção da CBF mostrou em campo contra a já citada Colômbia, onde um revezamento de faltas desleais foi criado para agredir o melhor jogador da seleção adversária.

Que time (nem falo de seleção) pode ganhar sem treinos táticos e de fundamentos de futebol, ou então, tendo treinos abertos a visitas de pseudo atrizes globais e de apresentadores de televisão que fazem da miséria humana, uma espécie de "jeitinho de aumentar o ibope”?

Loucura, loucura, não é mesmo?

Todos procuram agora “O” culpado... e eu só consigo pensar em dois.

O treinador, que é ex treinador desde 1998, pois em uma espécie de arrogância crônica, acha que sabe tudo sobre qualquer assunto que envolva futebol, que não precisa aprender e nem acompanhar as constantes evoluções na maneira de se disputar partidas de futebol em alto nível. Um “brucutu”, que quando ganha, parece um pintinho no lixo, de tanta alegria, mas que quando perde, culpa os jornalistas, o céu, as estrelas... tudo e todos são culpados, menos ele.

Ontem não conta... pois fazer a linha de “paizão” na frente das câmeras perante o maior fiasco da história das Copas é muito “nobre e honrado” pra inglês ver... ou alemão rir, sei lá.

Sentimentalismo tão falso quanto as propagandas do Big.

O segundo culpado é o torcedor.

Se bem que, a seleção da CBF não tem torcedores... tem patriotas.

Eu não posso ser considerado patriota, pois não torço para a seleção da CBF, inclusive, recebi convites para deixar o país, pela minha “falta de amor ao Brasil”.

Mas o mais irônico, o mais engraçado, e talvez, o mais triste, é que ontem, os mesmos "patriotas" que se dizem amantes da pátria e da seleção da CBF, diziam-se envergonhados, tristes, irritados e decepcionados pela humilhação imposta pelo futebol primoroso da seleção alemã.

Amigos... temos de agradecer aos alemães por terem nos “aliviado” ontem... um placar justo, seria de 9 x 0.

Mas voltando aos “patriotas de ocasião”, me pergunto, onde estavam estes “patriotas” nas manifestações de junho do ano passado, quando milhares de verdadeiros PATRIOTAS lutavam por direitos sociais mais benéficos para todos?

Aonde estavam estas patéticas criaturas?

Amo o meu país, e trocaria todos os títulos do meu clube de coração e desta pretensa “seleção brasileira” por mais justiça social no Brasil, e por isso, não me identifico com pessoas que não tem a capacidade de discernir que a seleção da CBF, representa o que o país tem de pior. A seleção da CBF parece um bando cantores de funk ostentação, com uma gorda conta bancária, que não terminaram o primário e que não dão R$ 10,00 para ajudar ninguém.

Todas as pessoas que foram contra esta seleção “brasileira” foram contra o senso comum da maioria, que se engana, que vive em um mundo de fantasias à parte.

Não é uma questão de ser “do contra”, é uma questão de não aceitar hipocrisia, de não aceitar estádios faraônicos, em um país onde certas regiões não possuem saneamento básico, onde existem analfabetos em pleno século XXI. Onde ainda se morre de fome.

Gostaria muito de poder torcer para uma seleção aguerrida, humilde, que visita projetos sociais, que doa renda para instituições, que promove a inserção social, que joga um futebol bravo, com raça e inteligência, enfim, eu adoraria torcer para brasileiros que sabem o que significa representar o povo brasileiro, diferente de representar um grupo de mafiosos que colocariam Don Vito Corleone no chinelo.

Lembrei de uma frase do personagem John Rambo, que disse certa feita: “Odiar o meu país?
Eu amo o meu país... eu morreria por ele. Eu apenas quero que o meu país me ame, como eu o amo”.


                               


Obrigado Alemanha, pela lição de humildade.



Auf Wiedersen.



sexta-feira, 4 de julho de 2014

Trovando Fiado: OS MAIORES COMPOSITORES DO ROCK.


Bons compositores são poetas, certo? Poetas que tem o (enorme) talento de musicar suas poesias, nada mais do que isso.

Pretendo listar nesse texto, os maiores compositores do Rock, e da música pop (pop, é abreviação de popular, nada a ver com porcarias, e sim com músicas que fizeram muito sucesso e se tornaram imortais, e como sabemos, o Rock é o tipo de música mais popular de todos os tempos).

Então tá, vamos a eles:



Bob Dylan.
 

Dylan foi o cara que incorporou a poesia clássica no Rock. Mesmo o seu pseudônimo (Dylan vem do nome do poeta irlandês, Dylan Thomas), evoca poesia. Desde temas como amor, traição, desejo, paixão, solidão, relações pessoais, fé, até a guerra civil espanhola, ou racismo são temas deste compositor genial, que literalmente, pode compor sobre QUALQUER tema.

Bob Dylan foi o “susto” que impulsionou os Beatles a crescerem como compositores e abandonarem as temáticas adolescentes e começarem a compor canções mais sérias com temas mais profundos e reflexivos.

Dylan sugou influências de gente como Chuck Berry, Odetta, Hank Williams, e do “bardo” Woody Guthrie, cantor folk e de "protesto", de quem Dylan era fã.

Bob Dylan popularizou a figura do cara que cantava o seu próprio material, o “cantor-compositor”, abrindo a porta para pessoas como Joni Mitchell, Neil Young, Chico Buarque e outros.

Recomendo: Time Out Of Mind, 1997.


























Carole King.



















Elvis Presley, Beatles, The Righteous Brothers, Everly Brothers, Bob Dylan, Aretha Franklin. O que estes gigantes da música tem em comum? Todos gravaram canções da musa Carole King.

Quando começou sua carreira aos dezessete anos, logo chamou a atenção das gravadoras e dos artistas, por suas composições lindamente soberbas. Logo se casou com Gerry Goffin, e juntos, eram uma das duplas mais famosas de compositores dos anos 60. No início dos anos 70 após o divórcio do casal, Carole resolveu gravar suas composições ao invés de destiná-las a outros artistas.

A importância desta verdadeira pioneira, pois além de artista, era uma ferrenha defensora dos direitos das mulheres, negros e animais (quase caio da cadeira de tanto rir quando leio sobre o “pioneirismo de Madonna), foi tanta, que se hoje, mulheres dominam as paradas de sucesso, é em parte, graças a Carole King.

E com isso, o mundo ganhou, além de uma maiores poetisas e pianistas da música, uma das maiores cantoras de todos os tempos.

Carole King transmite em suas letras, sensações, sentimentos e climas para o ouvinte...

Recomendo: Tapestry, 1971.



























Lennon & McCartney.


















Com certeza, os mais populares, regravados e amados compositores da história da música.

As letras da dupla, que até 1964, falavam de temas como amor e garotas, e a partir da 1965, com canções como “You’ve Got To Hide Your Love Away, (que falava da homossexualidade do empresário da banda, Brian Epstein) lançada no álbum Help, e claramente inspirada por Bob Dylan, foram e são de uma importância que não pode ser medida de nenhuma maneira, pois a importância das composições da dupla, influenciou TODO e qualquer artista sério de música, pós Beatles.

Qualquer um que toque ou componha Rock, sente que a influência das canções da dupla é presente. Sem exceções.

Os Beatles são os “pais de todos”, pois como já dito, são a banda mais importante e mais influente de todos os tempos.

Estive em shows de dois “ex Beatles”, Paul e Ringo, e é indescritível a sensação de ouvir aquelas músicas ao vivo... por isso, nem vou tentar. As melodias dos Beatles são coisas de outro mundo... na década de 60, os Beatles já eram mais “modernos” do que tudo que existe hoje em dia.

Se tu sabe o que é bom pra ti, sai de casa agora, e vai comprar todos os discos do Beatles.

Recomendo: Rubber Soul, 1965.
 







Leiber & Stoller.




















Algumas pessoas não os conhecem, mas esses dois caras são responsáveis por alguns dos maiores Hinos do Rock N’ Roll.

“Hound Dog”, “Jailhouse Rock”, “Don’t”, “Kansas City”, “Charlie Brown”, “There Goes My Baby”, “On Broadway”, são alguns poucos exemplos da obra magnífica da dupla de compositores americanos.

Suas músicas foram gravadas por artistas do porte de Elvis, Sinatra, The Coasters, John Fogerty, Neil Young e Bob Dylan entre outros exemplos. Se os Beatles reinaram na década de 60, na década de 50, Leiber & Stoller reinavam. Suas obras, podem (e devem) ser consideradas como algumas das “pedras fundamentais” do Rock.

As paradas de sucesso na década de 50 e em meados da década de 60, eram a casa de Jerry Leiber e Mike Stoller.

Na primeira fase da carreira de Elvis, sua obra era baseada em canções da dupla, o que só por este fator, já tornaria o trabalho da dupla sem precedentes.

Foram depois dos Beatles os compositores mais regravados e influentes do Rock N’ Roll.

Recomendo: Elvis Presley Sings Leiber & Stoller, 1991.



























Chuck Berry.























O maior de todos.

O maior guitarrista, o maior compositor, o maior gaiato, o maior durão. O Maior, e ponto final.

A influência de Chuck Berry ultrapassa todo e qualquer limite, porque ela não se limita apenas ao Rock N’ Roll. A influência do mestre, atinge desde rappers como Jay – Z e Kanye West, até artistas mais pop (em outro sentido) como Lady Gaga, cantores country como Garth Brooks e bandas e artistas como AC/DC, Motorhead, Rolling Stones, Beatles e Jimi Hendrix.

Se Keith Richards tem uma carreira, ele deve a Chuck Berry (o próprio Keith afirmou isto). Quando Lennon encontrou (e tocou) com o seu ídolo máximo, mal conseguia falar, tamanha a emoção de estar frente à frente com Chuck.

Chuck escrevia sobre a opressão racista, as gatinhas da lanchonete, a vontade de não assumir responsabilidades, os carrões possantes, e sobre a quantidade absurdas de impostos cobrados pelo governo, entre outros temas tão diferentes entre si.

O maior riff do Rock N’ Roll é filho de Chuck... não existe UM guitarrista que não conheça ou que não tenha sido influenciado pelos acordes hipnóticos da MAIOR CANÇÃO DE ROCK N’ ROLL DE TODOS OS TEMPOS, a acachapante “Johnny B. Goode”.

Se o Rock N' Roll for o céu, Chuck é Deus... e se for o inferno, Chuck, com certeza, é o diabo.

Agradecerei a Deus todos os dias da minha, por ter visto este “ser” ao vivo, em um show em Porto Alegre.

Recomendo: The Chess Box, 1988.























Estes são os compositores mais importantes do Rock para mim.

Espero sinceramente que a obra destes artistas seja ouvida por gerações e gerações, para o legado deles sempre se mantenha aí, nos ouvidos e no coração das pessoas.



Um abraço.






terça-feira, 1 de julho de 2014

Trovando Sobre: GRANDES HISTÓRIAS EM QUADRINHOS – PARTE III


Seguindo a sequência de textos sobre histórias em quadrinhos altamente recomendáveis, vou apontar mais algumas que merecem muita atenção e uma ou mais lidas, de quem aprecia esta forma de Arte, que em tempos passados foi tão subestimada, mas que nos dias de hoje (graças ao cinema), foi elevada (merecidamente) a um status maior dentro das Artes.

As histórias que recomendo hoje, são:



Doutor Estranho & Doutor Destino - Triunfo e Tormento.


Sou muito fã de Victor Von Doom, o famigerado Doutor Destino. Von Doom é amado em seu país, mas visto como um terrorista fora dele. Destino domina as artes da magia, e também é um gênio da ciência, ele acredita que ambas (magia e ciência), se complementam, e que um gênio deve compreender isto. Entretanto, ele acredita que o único gênio que vive neste planeta, é ele mesmo.

Nesta história fantástica, Destino, em uma atitude desesperada, pede ajuda ao Doutor Estranho, para resgatar a alma de sua mãe, uma cigana que foi assassinada, e sua alma aprisionada por Mefisto, o “demônio – mor” da Marvel.

Com a ajuda do Dr. Estranho, ambos partem para resgatar a alma torturada da cigana nos domínios de Mefisto, o próprio inferno!

As partes do duelo entre os dois magos é de arrepiar... Destino com toda a sua arrogância de nobre, mostra um lado humano e até terno, nesta história já que faz um enorme sacrifício pela liberdade da alma de sua mãe.

Considero uma das melhores histórias (se não for a melhor) do soberano da Latvéria.


Mestre do Kung Fu – Grandes Heróis Marvel 6.


Shang Chi, ou o Mestre do Kung Fu, é um dos meus personagens favoritos da Marvel. Claramente inspirado em Bruce Lee, suas histórias sempre são envoltas em um ar de mistério, como se o leitor estivesse em uma espécie de “filme noir”, onde traições, espionagem e inimigos mortais e traiçoeiros sempre dão as caras.

Os inimigos de Shang Chi, são outro ponto forte de suas histórias, pois são sempre legais e interessantes.

As mulheres são sempre fatais, e Shang Chi sempre conta com a ajuda de sua namorada, a estonteante agente do MI5 (Serviço de Espionagem Inglesa), Leiko Wu.

Essa revista conta duas ou três histórias do Mestre do Kung Fu, sendo uma melhor do que a outra, e de bônus, a revista traz pensamentos filosóficos do personagem, dois pôsteres dos amigos e dos inimigos do herói, a planta de seu apartamento, a planta do castelo de seu pai, o terrível Dr. Fu Manchu, e outras curiosidades.

Ganhei de meus pais na época que saiu, (eu estava no 1º grau) e me lembro de ler sentado no sol em um dia de inverno, quando eu morava no bairro Santo André, aqui em São Leopoldo.



Liga da Justiça – Lendas.


Adoro as histórias dos “Superamigos”, ou Liga da Justiça, ao contrário de alguns amigos meus, que não curtem muito as histórias desta “super confraria”.

Acho muito legal ver como as personalidades diferentes de heróis como Batman, Mulher Maravilha, Shazam (ou Capitão Marvel), Ajax (ou Caçador de Marte), Canário Negro, Superman, entre outros, interagem e convivem.

Acho muito legal ver o Superman sempre tentando apaziguar e agradar a todos, enquanto o Batman é sistemático e vai direto ao ponto.

Nesta história, o vilão Darkseid, manda um enviado seu na forma de um “político - pastor”, iniciar uma campanha anti - heróis, manipulando a humanidade para que os super heróis sejam vistos como uma ameaça, e não como aliados.

A velha questão da humanidade sempre temer o que desconhece (na verdade, desrespeitar as diferenças), é tratada de uma maneira muito séria e relevante.

As cenas do espancamento do Robin por uma multidão que “defendia a moral”, me lembra a trágica morte de uma mulher, em São Paulo, confundida com uma "sequestradora de crianças satânica".

Realidade e ficção se misturando...




Arqueiro Verde - Predadores, Dragão e Rastros - Os Caçadores.


A melhor história de um dos heróis mais legais de todos. Esta mini – série dividida em três partes, é de uma beleza ímpar (os desenhos são alguns dos mais bem feitos que já vi) e de uma qualidade de roteiro empolgante e eletrizante.

O Arqueiro Verde é o típico “anti herói”, já que é um ex alcoólatra, milionário egocêntrico (na juventude), e um cara que atira (flechas) primeiro, e faz perguntas depois.

Quando Oliver Queen (Arqueiro) está atrás de um assassino serial de mulheres, e percebe que sua esposa Dinah (Canário Negro) é sequestrada pelo maníaco, Oliver tem um dos seus maiores desafios na carreira e na vida, ao procurar desesperadamente a esposa, vasculhando os becos mais fétidos da cidade. Nesse meio tempo, ele ainda conhece/enfrenta uma arqueira oriental chamada Shado, que é tão boa, ou até mesmo, superior a ele, na arte do arco e flecha e do combate.

Acho incrível ver o desespero e a fúria do personagem quando ele encontra a esposa, no estado em que ela está... gosto de heróis como o Arqueiro Verde, que são extremamente humanos em suas “falhas”.





X Men – Eu, Magneto - Superaventuras Marvel 53.


Primeiro: Coleciono as “revistinhas” (chamávamos assim, quando eu era guri) Superaventuras Marvel, pois nelas, estão as melhores histórias de personagens que adoro como Demolidor, Conan, Pantera Negra e algumas das melhores histórias dos X Men.

E essa história, pra mim, é mais do que especial.

Segundo: É especial, pois é a primeira vez que vi o grande Magneto.

E como todos sabemos, Magneto é “O cara”.

Já na primeira página, Magneto exige de todos os líderes mundiais “o controle absoluto do mundo”, ou ele explodirá cidades e cometerá atos de terrorismo, até que sua vontade seja feita. Em uma parte da história, a Rússia envia um submarino na tentativa de enfrentar Magneto, e este submarino lança mísseis contra o “vilão”, que revida afundando o submarino, matando toda a tripulação. Lembro de ficar impressionado lendo essa parte...

Quando confrontado por Tempestade (por quem nutre uma forte atração, e é correspondido), sobre o incidente com o submarino, ele simplesmente diz: “Por que eu deveria ter piedade? Eles teriam por mim”?

No fim, quando pensa ter matado Kitty Pryde, o “vilão” cai em si e percebe que ao combater “monstros”, ele também se tornou um “monstro".

Estes e outros fatores tornam o personagem e a história tão fascinantes... essa dualidade na personalidade de Erik Magnus Lansherr.


Essas são as dicas.


Abraço.