sábado, 28 de janeiro de 2012

Trovando sobre: CHICO ANYSIO



O maior humorista brasileiro de todos os tempos é Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho.

 Oscarito foi genial, Jô Soares foi fantástico, e Os Trapalhões sensacionais. Chico foi além de todas estas qualidades Por quê? Por quê combinava humor físico com um texto brilhante, por isso Chico é atemporal. Uma piada de Chico sobre o governo de FHC é engraçada ainda hoje! A piada era excelente, ou o país  não mudou tanto assim?

Chico começou a carreira na década de 60,  no Ceará, em Maranguape, sua terra natal e, desde então, vem em mais de 50 anos de carreira,  ativo seja no teatro, ou hoje em dia, em esporádicas aparições na TV.

O diferencial de um humorista como Chico, é que ele não precisava apelar, ser escatológico, ou bancar o revoltado, ofendendo à tudo e a todos. Chico sempre optou pela inteligência, autenticidade e o cinismo. Acho que fazer humor (inteligente, sem ser chato) é uma das coisas mais raras do universo.

Além de ser roteirista, compositor musical, ator e em muitos casos, diretor, Chico tinha outro diferencial... Criava personagens inesquecíveis e de identificação imediata com o telespectador.

Não citarei o personagem "Professor Raimundo", ou a "Escolinha do Professor Raimundo", porquê citar um programa que até hoje faz sucesso em reprises e é descaradamente copiado e reciclado há mais de 50 anos é chover no molhado...

Cito os meus favoritos, entre os mais de 200 tipos criados pelo artista:


Haroldo Hétero, "O Machão"
Nunca vi ninguém imitar um gay melhor que isso. Chico quando interpretava "Haroldo", era rico nos detalhes, coisas como movimentação de braços, pernas e trejeitos característicos.

 Sem contar a "língua presa", as roupas e a "pancinha". Sempre que vejo qualquer quadro com "O Machão", me mato de rir. No DVD "Chico Especial", Haroldo se transforma em Lobo Mau na história da Chapéuzinho Vermelho. Toda vez que meus amigos vem aqui em casa, assistimos. E sempre damos risada!


Alberto Roberto, "Símbalo Sesqual"
O maior ator de todos os tempos. Al Pacino? Principiante. Marlon Brando? Um boçal. Robert De Niro? Feioso. Assim, Alberto Roberto definia seus "discípulos". O típico galã global (Chico tirava sarro dos colegas, do seu empregador, e NINGUÉM, e eu quero dizer NINGUÉM reclamava. Porquê era bem feito, em forma de sátira, mas sem apelar. Sem precisar baixar o nível ou degradar quem quer que fosse...


Silva, "O Bunitim, Cheirosim, e Gostosim"
Silva era um nordestino que fazia um enorme sucesso com mulheres. Chico nunca revelou o motivo (e nem o tamanho) do sucesso. Digamos que Silva, tinha um predicado enooorme, se é que vocês me entendem.... Este é o ponto, não é te entregar a piada pronta, é respeitar a tua inteligência e  saber que tu vais entender a piada. Fazer piada com um tema tão chulo, e ainda assim, ser perspicaz é um feito magistral.


Bozó "da Globo"
Outro tiração de sarro com o seu "patrão", ou a empresa que empregava o humorista. Bozó era uma espécie de office boy, que mentia para a mulherada, dizendo ser "sobrinho do Dr. Roberto", "Diretor de Elenco", "Amigo do Daniel Filho', apenas para levar alguma desavisada para fazer um "teste de elenco", na casa dele. Obviamente, uma alusão aos famosos "testes do sofá", que diversas "atrizes, modelos, cantoras e apresentadoras" enfrentam até hoje...



Coalhada, "O Maior Craque de Todos os Mundos"
O único jogador da história do futebol a jogar um Grenal pelo dois times, e marcar um gol pra cada lado. Jogou o primeiro tempo pelo inter e fez um gol. No segundo tempo, foi ao vestiário do Grêmio, se fardou e empatou o jogo. Detalhe: Bateu o escanteio, correu para a área e fez o gol de cabeça, segundo ele conta. Messi e Pelé, são varzeanos perto da estrela deste craque.






Nazareno  "Calada!"                                                                    

"Nazareeeno.... Calaaaada.... Senta aí!!! Isso não é mulher... Isso é um castigo!"
"Mas... seu Nazareno, por quê o Sr. se casou com a Dona Sofia? Eu tava de porre.... Tomei uma cachaça chamada Pacto com o Demo, e acordei com isso...."
Preciso falar mais?




Poderia ter citado ainda: Justo Veríssimo, Profeta, Dr. Logulo e Dr. Rossetti, Gastão, Olegário Repp, Pantaleão, Tim Tones, enfim, a lista é gigantesca e eu iria ter de escrever uns 509 posts!

Enfim, minha intenção com estas palavras, era prestar um homenagem ao maior cronista do cotidiano brasileiro. Simplesmente adoro o trabalho desse cara, e espero que a Arte que ele criou se perpetue para sempre, pois precisamos dar risada, assim como precisamos de alimentos. Precisamos rir, nem que seja de nós mesmos.




Indico para todos os amigos, este DVD, que traz alguns dos melhores momentos do astro:



Grande abraço. 

sábado, 21 de janeiro de 2012

Trovando sobre: ETTA JAMES

[

Eu sou um cara chato. Não como feijão com grão, não gosto de fio na roupa, não suporto leite e ovo, sou impaciente, sou ranzinza, enfim, chato pra várias coisas. Mas em termos de cantoras, eu sou muito chato. Vozes femininas dificilmente me impressionam. Cantoras pra mim, ou são ótimas, e me emocionam ao ponto de não conseguir conversar  escutando - as, ou são uma tremenda porcaria, que só fazem exibicionismo. Etta James era do seleto grupo das ótimas cantoras.

Para o primeiro post do ano, queria começar mais positivo, mais alegre, mas não posso deixar de falar sobre esta cantora soberba e única, que faleceu hoje.

Em primeiro lugar, Etta era o tipo de cantora que podia cantar de tudo, caminhar entre todos os estilos e fazer um trabalho relevante. Gravou desde Frank Sinatra à Guns N' Roses. E com classe.

Etta James começou a carreira por de volta de 1955, e em 1961 gravou seu primeiro álbum, chamado "At Last". Para falar pouco do álbum, é um dos pilares da música popular americana, um obra de arte, que deveria ser obrigatório nas escolas de música do planeta Terra.

Etta James - "At Last

Etta James tinha uma particularidade raríssima em cantoras (es). Ela cantava com o corpo e alma, e o ouvinte sentia com o corpo e a alma, toda a emoção, o rancor, o amor, o erotismo, a raiva, a alegria ou a decepção que ela queria transmitir para quem a ouvisse.

Como um artista pode cantar com todo o corpo e alma? Elvis cantava. Janis Joplin cantava. Elis Regina cantava. Marvin Gaye cantava. Isto é um tipo de entrega que exige duas coisas do intérprete, ou você acredita profundamente no que está cantando, ou você viveu aquilo na pele, passou por aquela experiência, sobreviveu aquilo, e está aqui, de pé para contar.

Etta James cresceu nos anos 40 para 50 nos Estados Unidos, era praticamente analfabeta, negra, filha de prostituta e foi por muitos anos, viciada em heroína. Sem contar as inúmeras desilusões amorosas e problemas de saúde, decorrentes do uso de drogas e obesidade. E ela escrevia e cantava sobre isso com a maior sinceridade. Hoje em dia, as pessoas acham que é uma dádiva ir em um show de música e o "artista" não dublar, ou escrever letrinhas bobinhas de amor ou dorzinha de cotovelo (alguém já leu as letras da Adele?) Etta James sempre atuava na composição de suas letras, melodias e arranjos, e isto, para este tipo de Artista, é uma obrigação. Você recebe pelo que paga.

Quando ouço gente dizendo que Amy Winehouse, Adele, Mariah Carey e outras são "divas", "cantoras extraordinárias", que cantam com "emoção", quase racho de rir. Sério. Em primeiro lugar, estes exemplos, puramente, tentam reciclar o trabalho de Etta de outras, como Bessie Smith, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Patti Labelle, Aretha Franklin e outras artistas originais e matriarcas do estilo sincero de se expressar através de um canção de três minutos. Não condeno quem ouve essas "genéricas", mas que vá se informar, e ouvir a original, o pilar onde essas outras se escoram.

Outra característica marcante de Etta era a diversidade. Etta James gravou jazz, blues, funk, gospel, soul, rock n' roll, heavy metal, standards, bossa nova, sempre com a mesma verdade, com o mesmo coração, com a mesma intensidade, pois se ela interpretava a canção de outro compositor, o arranjo era adaptado para sua performance. Etta era comedida, suave, romântica ou sensual, caso a canção pedisse isso, e sabia subir e descer tons com extremo bom gosto sem precisar ficar se "esgoelando", ou dando berros e fazendo malabarismos vocais para mostrar que alcançava determinada nota. Etta era sentimento verdadeiro, não imposto para emplacar músicas em novelas e filmes.

Em 2008, foi lançado um filme chamado "Cadillac Records" (muito bom, por sinal) que conta a história da gravadora Chess Records, onde Etta gravou vários discos. O filme é recomendado para quem quiser conhecer mais sobre a diva. Beyoncé intrepreta Etta James com muita categoria e competência.

Cadillac Records - 2008

Enfim , eu poderia ficar horas falando sobre esta artista, que é uma das minhas cantoras preferidas de todos os tempos, mas por mais que falasse e tentasse demonstrar toda a minha admiração, todo o meu respeito, toda a minha tristeza pela sua partida, acho que, ainda assim, faltariam argumentos.

Enfim, me despeço ouvindo o trabalho desta cantora admirável e singular na História da Música do século XX.



O céu está mais alegre a partir de hoje.



Tchau.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Trovando sobre: FILMES INSPIRADOS EM QUADRINHOS - Parte II



Depois de ler o post passado, a Graci me disse o seguinte: “Bah, faltou um monte de filmes!”
Resolvi então, atender o pedido (reclamação) da leitora (chata).

Listei mais algumas adaptações para o cinema de personagens e histórias em quadrinhos, mas desta vez, só consegui achar adaptações ruins e alguns filmes “mais ou menos”, nenhum que se possa considerar bom.


Segue o baile...


Adaptações ruins:


Demolidor – O Homem Sem Medo






















Ben Affleck até que não está tão ruim assim no papel de Matt Murdock (Demolidor). O problema é todo o resto. Colin Farrell interpretando o Mercenário é uma da coisas mais sem noção que eu já vi na vida. Jennifer Garner também não convence como Elektra. Quanto ao Rei do Crime, interpretado por Michael Clarke Duncan, prefiro nem fazer comentários. A história enrolada e não tem nada a ver com o universo do personagem. Outra coisa que me incomodou bastante, foi o uniforme do herói. POR QUÊ FAZER DIFERENTE??? Além da ridícula cena onde aparece que o Demolidor dorme em um... um.. tanque de água!? É mole? Um dos melhores personagens da Marvel merecia mais.





Wolverine – Origens






















Um dos personagens mais carismáticos, legais, e Cult dos quadrinhos, que no cinema, só foi maltratado. Sua melhor retratação é a sua primeira aparição no cinema, na luta em uma jaula, em um moquifo do Canadá (em X Men 1). Só isso, e mais nada.

 Uma história que é apenas “inspirada” na origem do personagem não tem como dar certo, além personagens que o Wolverine só veio a conhecer anos depois, aparecerem no início da história (Gambit, Blob e Deadpool, por exemplo) e que não tem o menor sentido neste filme abacaxi. Hugh Jackman sempre convence como Wolverine, (já o Dentes de Sabre, maior inimigo do baixinho, ou é mostrado como uma besta monossilábica, ou da forma mais canastrona possível, por um ator bem fraco, o tal de Liev Schreiber). O roteiro ruim e os fraquíssimos personagens coadjuvantes,  conseguem estragar a festa do nanico.








Elektra






















A namorada do Demolidor ganhou um péssimo filme B para estrelar. Sim, filme B, porquê provavelmente o dinheiro estava curto, e não puderam contratar um roteirista que tivesse lido ao menos UMA história da personagem. O roteiro é um samba do crioulo doido, uma coisa sem pé e nem cabeça. Junte isso a um elenco de coadjuvantes insossos, um grupo de vilões que mais parece uma trupe de circo mambembe... Enfim, o filme é pavoroso, daqueles que se reza para terminar logo. Chato e previsível.





Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado



Este é terrível. Pavoroso. Com certeza, um dos piores dos piores. Pegaram quatro atores péssimos, colocaram em um filme sem o mínimo comprometimento com a essência dos personagens, com um história estapafúrdia, bateram em um liquidificador, beberam e vomitaram essa atrocidade. Como pode o Surfista Prateado, um dos personagens mais icônicos do Universo Marvel ter virado aquilo que é mostrado no “filme”? Mas o que mais me chateia, é ver como o criador dos personagens, o genial Stan Lee vende sua obra como se fosse carne em um açougue... Não vejo problemas em comercializar e “vender” os personagens para o cinema, mas também deixar que o estúdio realizador do filme faça o que quiser com os personagens, modificando o que bem entender, é demais! Stan Lee deveria primar um pouco mais pela qualidade dos filmes sobre SEUS personagens. Essa “naba” é de chorar... De tão ruim que é, consegue ser pior que o primeiro, o que já é uma façanha.



O Juiz






















Esse o Fausto me lembrou de citar. Esfacelaram o conceito da HQ, nesta “obra”. Stallone era o cara perfeito para interpretar o Juiz Dredd no cinema, mas o estúdio conseguiu avacalhar com o filme, e obviamente, com o personagem. O Juiz Dredd é um policial em futuro sombrio e ultra violento, onde os criminosos são detidos, julgados e, se for o caso, executados, na hora em que são apanhados. Tem como estragar essa premissa? Claro que tem! Colocaram um vilão “amante latino” (o sempre caricato Armand Assante), um personagem “engraçadinho” (o bom comediante Rob Schneider) para amenizar a história e ainda, um romance piegas na história. Com um roteiro apropriado, o filme teria tudo para dar certo, pois como dito anteriormente, Stallone tem uma semelhança incrível com o personagem, além de ser um bom ator. Ano que vem, sai um novo filme do Juiz Dredd, vou aguardar para ver se conseguiram acertar desta vez.




Os “mais ou menos”:




Batman
























Coisas Legais: Michael Keaton, Kim Basinger e Jack Nicholson, em uma história até boa, para a época (em que praticamente, não se faziam mais filmes sobre HQ’s). Mas o filme não é ruim, mas também não se compara a versão de Christopher Nolan (Batman Begins).


Coisas Ruins: Eu sempre a impressão que Tim Burton estava com mais vontade de fazer um filme sobre o Coringa, do que sobre o Batman. E eu não gosto de mudanças bruscas em personagens importantes: Coringa mafioso italiano? Coringa assassino dos pais de Bruce Wayne? Se ele gosta tanto do Coringa, por quê não se manteve fiel as raízes do vilão? IMPERDOÁVEL.




Superman – O Filme














Vamos encara os fatos... o Kal-El é um mané. Esteriotipado como um yuppie caricato e exagerado. O Superman é um herói completamente irritante e boboca... uma espécie de "Roberto Carlos", que não tem sentimentos humanos e que se acha um mártir, um "exemplo" do American Way Of Life, ou seja, "sigam-me, vamos juntos..." Um escoteiro, que não questiona e não vive, apenas acata... No filme "Kill Bill - Parte 2", Bill diz a seguinte fala: “O Superman não se transformou em Superman. Superman nasceu Superman. Quando ele acorda de manhã, ele é Superman. Seu alter ego é Clark Kent. (...) O que Kent usa – os óculos, o terno – aquele é o uniforme. Aquele é o uniforme que o Superman usa para se misturar a nós. Clark Kent é como o Superman nos vê. E quais as características de Clark Kent? Ele é fraco... ele é inseguro.. ele é um covarde. Clark Kent é a crítica do Superman para toda a raça humana”. Quase chorei no cinema... É exatamente isto.

 Coisas Legais: Christopher Reeve foi, é e sempre será o único ator capaz de vestir o uniforme do Superman. Gene Hackman está ótimo como um Lex Luthor astuto e maquiavélico, porém com um tom meio cômico. Marlon Brando como Jor-El , mas Brando consegue ser sublime até declamando letras da Cláudia Leitte! E o filme é bem fiel a história do personagem. Ah, e os vilões são legais também... Aquele trio preso na Zona Fantasma, lembram?


Coisas Ruins: Lois Lane. Não sei qual era o padrão de beleza em 1978, mas a atriz Margot Kidder era muito feia para o papel, além de sua atuação ser irritantemente ruim. Lois Lane é VITAL nas histórias do Superman, e acho que, assim como o Wolverine (que comparação, hein!) nunca foi retratada à altura no cinema. Mas o problema maior pra mim, é o protagonista. Superman é muito “perfeitinho”, “bonzinho”, ou seja, mala. Se o Superman fosse uma banda, com certeza seria o Coldplay...



Homem de Ferro






















Coisas Legais: Robert Downey Jr. é uma figuraça. Uma escolha muito acertada para o papel de Tony Stark. Stark é um milionário beberrão, boêmio, mulherengo e sarcástico ou seja, Downey e Stark tem muito em comum. A armadura ficou legal, também. O vilão Obadiah Stane, interpretado por Jeff Bridges também não está ruim, apesar de suas intenções serem bem previsíveis, desde o início do filme.



Coisas Ruins: O buraco no peito de Tony Stark. Que coisa ridícula!!! Por quê não seguiram como é retratado na Hq? Pra quê estragar o personagem com esta “mudança”? Ficou bizarro, grotesco e acabou com o personagem. A cena em que a assistente de Stark, Pepper Pots “troca a bateria” do coração dele, é simplesmente patética. Poderia ter sido um bom filme, mas infelizmente não foi.



Watchmen





















Coisas Legais: 90% do filme é muito bom. Muito bom, mesmo. Roupas, personagens, história, atuações, escolha do elenco, trilha sonora impecável, tudo retratado com muita fidelidade e respeito. Não tinha como errar...



Coisas Ruins: Tudo o que é bom pode ser melhorado, certo? Mas também pode ser estragado. O personagem Ozymandias importantíssimo na trama, foi reduzido a um franzino almofadinha com megalomania (a escolha do ator foi péssima). E o ponto crucial... COMO É QUE ALGUÉM SE ATREVE A MUDAR O FINAL DE WATCHMEN? Isso pra mim, foi inaceitável. Tudo que havia de bom no filme, foi soterrado por estes dois fatores.






Espero que tenham gostado.





Um abraço.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Trovando sobre: FILMES INSPIRADOS EM QUADRINHOS - Parte I

Ontem assisti "Capitão América - O Primeiro Vingador". Filmezinho beeem mais ou menos... Achei que o grande ator Hugo Weaving (o agente Smith de "Matrix") salvaria o filme, interpretando um dos mais carismáticos vilões dos quadrinhos, o Caveira Vermelha, mas infelizmente, isto não aconteceu. O filme tem coisas muito legais, e outras ridículas (Comando Selvagem sem Nick Fury é piada... E o excesso de piadinhas sem graça, ditas pelo Capitão é demais também). Pensando nisto, resolvi listar adaptações de personagens e histórias em quadrinhos muito boas e outras ridículas. Olhem e me digam se concordam:  (Não vou citar "Batman & Robin", "Hulk" e "Mulher - Gato", pois estes três são hours concours, em qualquer lista de piores).






Vamos as bombas primeiro:


5) Homem Aranha 3:






















Eu já tinha achado o HA 2 a pior porcaria do mundo... Dr. Octopus bonzinho?! POR FAVOR!!! Mas esse Aranha 3 é de chorar de tão ruim. Peter Parker Emo? Venom com porte físico da Olívia Palito? Homem Areia asssassino do tio Ben? Gwen Stacy aparecendo DEPOIS da Mary Jane na vida do Aranha? Sério, quase vomitei depois de ver...





4) X - Men 3 - O Confronto Final
Alguém alguma vez, em QUALQUER página de gibi já viu o Wolverine chorar? Nessa monstruosidade, chamada de filme, ele chora, e o pior, igual a uma menininha de treze anos depois de assisitr "Crepúsculo", pela 119ª vez... Quer mais? O Fanático tem a mesma altura da Graci! E o que são aqueles "mutantes" criados apenas para o filme... Absurdamente ridículos e sem a menor função na "história", enquanto que, Colossus, Kitty Pride e Anjo aparecem por 15 segundos na tela... Abacaxi do início ao fim.




3) Superman - O Retorno
Quando penso que paguei para ver este pastiche no cinema, fico tri envergonhado. Nunca fui fã, deste que é o herói mais babaca dos quadrinhos. O "escoteiro", como é chamado pelo Batman, é retratado pelo ator Brandon Routh com a mesma paixão de um pires por uma xícara. O cara tem ZERO carisma, e a história é uma panaquice sem tamanho... Sim, porquê se o Lex Luthor (interpretado por Kevin Spacey com uma canastrice digna de "atores" como Ricardo Macchi), destruir TODO o planeta, pra  onde o careca vai se bandear? E aquela Lois Lane, com o sex appeal de um paliteiro de pizzaria... MEDO.





2) Thor
Esse foi um dos mais ridículos, sem a menor dúvida. E tinha tudo pra dar certo (Kenneth Branagh na direção, Natalie Portman e Anthony Hopkins no elenco). Mas o que é aquela história, se é que ali tem alguma??? Como deuses nórdicos, que usam armaduras de combate, estão sempre impecáveis, parecendo que recém saíram do banho? Como um deus que, além de deus é um futuro rei (arrogante, egocêntrico e rude), ao cair em outro PLANETA, fica gentil, bonzinho e com modos de lorde inglês em 5 minutos!!!! Até a Natalie Portman, que sempre está impecável em seus filmes, está incrivelmente irritante e canastrona... Anthony Hopkins, então meu Deus, ele redefiniu a atuação no piloto automático, só pelo cachê, mesmo...
E o ator Chris Hemsworth, que interpreta o Thor, não saiu de uma escola de atores, saiu de um academia. E só. S -O-F-R-Í-V-E-L.



1) Motoqueiro Fantasma
Se existe alguém que consegue ser canastrão até no pôster do filme, este alguém é o Nicolas Cage. Isto não é um filme, é uma espécie de "A Praça É Nossa", que dura duas horas e tem efeitos especiais.  São tantas coisas ridículas e sem nexo neste filme (que poderia ter sido ótimo, pois o personagem, é fantástico), que prefiro nem numerar. Mas quem sabe, na parte 2 que sai ano que vem, eles se redimem.


Agora, vamos as boas adaptações:


5) O Incrível Hulk
Depois daquela babaquice que foi o primeiro filme do "Gigante Esmeralda", eis que surge este grande filme, que capta a essência do perosnagem, o seu lado mais humano, e também, as mazelas da vida de Bruce Banner. Edward Norton (um dos melhores atores da atualidade), interpreta um Banner profundo, atormentado e tentando controlar sua maldição. A história é muito boa e impolga do início ao fim (dizem, que Norton dirigiu várias cenas). Nem a constante falta de talento de Liv Tyler consegue arruinar o trabalho. E ainda por cima, o ator Tim Roth torna o personagem e inimigo nrº 1 do Hulk, o Abominável, em um adversário a altura do Verdão.



4) 300
Filmaço do diretor Zack Snyder (de Watchmen), inspirado na obra-prima de Frank Miller. Eu gosto de filmes sobre quadrinhos em que, se o cara usa roupa azul no gibi, ele deve usar a roupa azul no filme. Se ele come carne no gibi, ele deve comer carne no filme, entende? Não gosto de adaptações, gosto da coisa real, como foi escrita, e este filme é extremamente fiel aos quadrinhos (90 %, eu diria).
Outra coisa, o ator Gerard Butler não interpreta o Rei Leônidas, ele se transformou no Rei Lêonidas.




3) Conan - O Barbáro
 Junto com o "Exterminador", o outro grande papel da carreira de Schwarzenegger. Realizado em 1982, segue até hoje, como uma das melhores adaptações de quadrinhos para o cinema. Está tudo lá: A temática ocultista de feitiçaria, bruxaria e seres incríveis. A brutalidade imensa de Conan (trata-se de um barbáro, não é Harry Potter, amigos), a sensualidade das mulheres, sempre presente nas HQ's. Enfim, tudo como deveria ser. E  Schwarzenegger é o único homem na face da Terra, que foi capaz de interpretar e assimilar a alma do barbáro da Ciméria. Sempre assisto em reprises...



2) Sin City - A Cidade do Pecado

Eu acabei de dizer que adoro versões fiéis, e odeio "adaptações", certo. Este filme é a VERSÃO MAIS FIEL DE UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS DA HISTÓRIA. O elenco parece o time do Grêmio de 97, só feras, e TODOS em ótimas atuações... Acho que o diretor pegou os gibis botou na frente da câmera e filmou passo a passo, sem roteiro, só com os gibis, mesmo, tamanha a fidelidade da coisa. Simplesmente, adoro este filme.



1) Batman - O Cavaleiro das Trevas

Preciso falar alguma coisa? Junto com "O Poderoso Chefão II", é uma das melhores sequências da HISTÓRIA DO CINEMA. O Coringa é um dos cinco maiores vilões da História, já personificados no cinema. Heath Ledger está soberbo (ganhou o Oscar póstumo de melhor ator coadjuvante em 2008). Primeira adaptação de quadrinhos a concorrer e ganhar Oscars. O melhor filme de Super-Herói do melhor Super-Herói de todos. Batman é um sociopata atormentado, e neste filme, pela primeira vez ele é retratado como se deve, com o coração, a mente e as vísceras do ator (Christian Bale). O diretor Christopher Nolan redefiniu o filme de Super-Herói depois deste Batman. O cinema (Instituição) mudou após esta obra-prima. Só no cinema, assisti QUATRO vezes. Sem medo de ser feliz, é um dos meus dez filmes favoritos de todos os tempos.





E aí, o que acharam da lista? Aguardo opiniões.


Bye.

sábado, 12 de novembro de 2011

Trovando sobre: PAUL MCCARTNEY




Dia 7 de novembro de 2010 foi um dos dias mais importantes da minha vida. Depois do meu casamento, foi a data em que fiquei mais nervoso e apreensivo em toda a minha existência. Por quê? Paul Mccartney se apresentaria em Porto Alegre. Não vou falar aqui, de como o show foi maravilhoso, de como, pela primeira vez na minha vida, chorei em um show de Rock, de como aquelas músicas são importantes para  mim, da emoção de ver homens com a idade do meu pai, chorando de alegria. Não, não vou falar disso tudo. Vou lhes contar a história de como foi difícil conseguir os ingressos para este, que foi o show mais importante que já vi...

Bom,  os ingressos começaram a ser vendidos em uma quinta-feira de manhã, e meu primo, Marcos foi lá comprar ingressos para ele, para a minha tia Geni (mãe dele), para a Graci e para mim. A Graci e eu, decidimos que, íamos passar um semana sem comer e que deixaríamos de pagar as contas do mês, para poder comprar o salgado ingresso VIP (R$ 500,00). Até aí, tudo bem, só que, depois de perder a manhã em uma fila gigantesca, quando finalmente, chegou a vez do meu primo, quando ele iria poder comprar quatro ingressos para todos nós, e pronto, fim da história, certo? ERRADO... Ele só consegue dois!!!!

Meu primo teve um problema com a operadora do cartão de crédito, e só conseguiu o ingresso dele e da minha tia.

Eu estava trabalhando, e obviamente, estava nervoso ao extremo, ligando de cinco em cinco minutos para saber se eu podia comemorar a aquisição do meu passaporte da felicidade, até que lá pelas 16:00 horas, meu mundo caiu, quando recebi a trágica notícia de que nem ingresso de pista eu tinha... Fiquei arrasado. Como eu iria viver sabendo que o Paul esteve no RS, e eu não o vi? Como eu iria suportar o dia do show? Minha vida tinha perdido o sentido.

Fiquei tão abalado, para se  ter uma ideia, que pedi para ser dispensando do trabalho, não podia me concentrar em mais nada. Eu estava na lama.

Passei no supermercado, comprei umas cervejinhas e fui para casa pensar no que eu poderia fazer para reverter a situação.

Vi na internet que os ingressos para o público em geral, começariam a ser vendidos no sábado, pela manhã, e eu não tinha dinheiro para o VIP, isto estava fora de questão. Depois de muito refletir, tomei a decisão "mais óbvia possível"... Ir de mala e cuia para frente da bilheteria e comprar ingressos mais baratos.

Comuniquei a Graci, arrumei uma mochila com suprimentos essenciais para a empreitada (Club Social, enroladinhos, água, e livro dos Beatles) e me preparei e disse em alto e bom som: "Só volto de ingresso na mão!"

Cheguei ao trabalho na sexta pela manhã, e pedi dispensa na tarde. Ok, vou de trem para Porto Alegre, certo? ERRADO. Houve um acidente na BR, e um carro derrubou a mureta de concreto do trem, impossibilitando a viagem na sexta... É mole?

O que fazer, então? Chamei um amigo taxista que, me mesmo me fazendo um preço camarada, me cobrou os olhos da cara, para me levar de táxi até Porto Alegre.

Então tá, cheguei na bilheteria, não antes de  passar 30 minutos na bilheteria errada... Mas, tudo bem, eu cheguei!!!

Cheguei, sim... as 13:30 de sexta... A bilheteria (certa), só abria as 8:00 de sábado.

Então, só me restava esperar. Esperar sozinho e aborrecido certo? ERRADO. Naquela fila, na véspera da compra dos ingressos, fiz amizade com pessoas muito legais, interessantes, e companheiras. Passei a tarde e a noite conversando, trocando idéias com outros fãs, aprendendo sobre os Beatles e ouvindo aquelas pessoas tão apaixonadas pelos "Fab Four" quanto eu. Tomei cerveja com aquelas pessoas, tomei tequila com elas, ri com elas, cantei com elas, e dormi no chão ao lado delas. Passei uma noite difícil, mas que foi muito proveitosa e animada com aquelas pessoas, que fizeram parte desta história. Depois de aberta a bilheteria, pela manhã, e após adquirido o ingresso, até entrevistado pela Rádio Gaúcha fui, entrevista esta, que meu primo Marcos ouviu! Que ironia, não?

Até carona para a volta consegui, sendo inclusive, trazido até a porta da minha casa, por um destes "amigos da fila."

Enfim, consegui os ingressos, e fomos para o show. Não tenho adjetivos para classificar como foi a experiência de estar no show, daquele que é um dos maiores artistas da música. A sensação foi, e ainda é, indescritível.

Obrigado aos amigos que me acompanharam ao show, aos que me acompanharam na fila, e aos que me acompanham na vida.


Tudo o que você precisa é de amor.









Um abraço.




quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Trovando sobre: COLDPLAY




A banda Foo Fighters lançou uma música chamada "Walk", cujo vídeo clipe, faz uma sátira ao filme "Um Dia de Fúria", com Michael Douglas, onde um homem está preso em um engarrafamento em um dia muito quente, stressadíssimo, e do nada ele abandona o carro e sai andando pelo asfalto. No clipe do Foo Fighters o Dave Grohl interpreta o nervosinho, que após ler adesivos do tipo "Bieber é o Máximo", "Cristianismo é a Verdade", se estoura ao ver um adesivo do COLDPLAY  em um carro ao seu lado.  É um piada, óbvio, demonstrando o sentimento de Grohl pela banda inglesa. Eu, há pouco tempo atrás, critiquei duramente a banda após o show no Rock In Rio, pois assim, como o Dave Grohl, não morro de amores pelo Coldplay. Mas em primeiro lugar, deixo claro, que não tenho nada contra quem ouve, ama, admira, ou é fã do Coldplay. Admito que são bons músicos (no máximo, bons), e que sim, existem coisas piores na música e no próprio Rock.

Mas por quê diabos, eu não gosto do Coldplay, apesar de afirmar que os dois primeiros discos da banda são muito bons???

Porquê o Coldplay é uma banda bunda mole.

Acho o Coldplay insosso, um coisa extremamente sem graça... Sabe aquela coisa de "romantismo demais".... Romantismo, lirismo e poesia, são lindos na música, eu adoro tudo isso, mas chega uma hora em que tu tens que chutar o pau da barraca!!! As pessoas formam bandas, especialmente de Rock, para se expressar, claro, mas também para se divertir, poder beber todas, ter garotas à vontade, serem adoradas (quem não admite isto, é mentiroso, viu seu Eddie Vedder!), e o Coldplay é um coisa sem fogo, sem atitude. Os discos da banda são um caso à parte, depois dos bons álbuns "Parachutes" e  "A Rush Of Blood To The Head", eles só requentam melodias e idéias.... Parece que são sempre as mesmas músicas! Será que não aprenderam nada com os Beatles, que faziam SEMPRE um disco diferente do outro. O Coldplay parece aquele amigo que todo mundo teve na adolescência, que era espinhento, tímido e não conversava com as meninas, pois vivia reprimido.

Outro aspecto que me irrita, é a aura de importância dada tudo que eles fazem e produzem, parece que tudo tem que estar certinho, no mínimos detalhes, bem afinadinho... Eu detesto precisão na música, sempre preteri a técnica pelo sentimento, aquela coisa de fazer pela vontade, não pelo contrato... Elvis dizia que, na música, existia a "imperfeição perfeita", ou seja, se você vai optar entre o correto, o preciso ou o que saiu verdadeiro, no momento da "paixão", vá sempre pela segunda opção, pois o público é esperto, e sabe identificar o que é falso, do que não é. Pelo mesmo motivo, acho o Coldplay muito "cérebro" e pouca atitude, pouca alma... Pouco tesão.

Este texto expressa a minha opinião, e não sou o dono da verdade, sintam-se à vontade para discordar, ou concordar.

Mas tiro o chápeu para esta banda em um quesito, ô banda que tem fãs legais!!!

Abraço aos meus amigos fãs do Coldplay.